CUIABÁ

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO

Ex-juiz detona PT, partido que é filiado, por exclusão de Tigresa

“Tigresa” foi barrada, segundo o presidente regional do PT, deputado estadual Valdir Barranco, por vício em seu processo de filiação

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POLÍTICA

Atriz pornô trabalhava pré-candidatura para deputada estadual, mas foi barrada pela legenda.

O ex-juiz e pré-candidato a deputado federal, Julier Sebastião (PT), criticou a decisão do diretório estadual do seu partido, que barrou nas últimas horas a filiação da atriz pornô Esther Caroline Perralto, a “Tigresa Vip”.

A crítica foi feita em reação a uma enquete do MidiaNews que questionou se o leitor viu preconceito por parte da sigla. Segundo ele, a decisão contraria o estatuto do partido. Para Julier,  o diretório estadual agiu com “preconceito” e “discriminação”.

“Trata-se de uma mulher negra, de origem humilde e pobre, aqueles a quem o PT, na sua carta, no seu estatuto, sempre jurou defender e representar politicamente”, disse.

“Portanto, a decisão da executiva regional do Partido dos Trabalhadores é marcada por preconceito, discriminação e dissimulação. Um absurdo perto daquilo que o PT torce para que o Brasil seja: mais livre, democrático, diverso, ou seja, respeitando a diversidade entre todos”, acrescentou.

“Tigresa” foi barrada, segundo o presidente regional do PT, deputado estadual Valdir Barranco, por vício em seu processo de filiação. A decisão ocorreu logo após a sigla ser alvo de críticas nas redes sociais por conta da possível candidatura da atriz pornô à Assembleia Legislativa.

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O anúncio da pré-candidatura foi feito em uma reunião na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), junto com outros nomes do partido. Julier lembrou que, em 2018, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, elegeu o ator pornô Alexandre Frota para deputado federal.

Atriz pornô

“Tigresa” se tornou famosa na internet em 2015, aos 17 anos, ao compartilhar vídeos pornográficos feitos com o marido. Hoje, ela tem site próprio para assinantes, um canal no Youtube e publicações na plataforma XVideos

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POLÍTICA

Mauro ignora apelo ribeirinho e veta projeto de proteção ao Rio Cuiabá

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário

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Mendes tem filho no ramo de PCHs, algo que defende abertamente em detrimento ao interesse protecionista

O governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou integralmente, nesta semana, o projeto de lei que proibia a construção de usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Cuiabá.

A medida foi aprovada em maio pela Assembleia Legislativa. A decisão de Mendes circulou em edição extra do Diário Oficial nesta terça-feira (5).

Na sua justificativa, Mendes disse que o dispositivo é inconstitucional por interferir em assunto cuja tratativa é de competência da União.

“Interfere na competência privativa da União para legislar sobre águas, violação ao art.22, IV da CF, bem como na competência material para explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão aproveitamento energético dos cursos de água; instituir sistema nacional de gerenciamento de recurso hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”, disse na publicação.

De autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), o projeto colocava em discussão a viabilidade ambiental do projeto apresentado pela Maturati Participações e que visa a construção de PCHs na região.

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário. Se derrubado, a expectativa é que Governo, mais uma vez, judicialize um tema que perdeu no parlamento, como tem feito em outras matérias.

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Entusiasta de PCHs

O governador já tinha sinalizado que seria contra o projeto de Wilson Santos, que atende apelo de ribeirinhos, sobretudo por ser um entusiasta das PCHs. Segundo já declarou Mendes, “represar água não mata rio”.

O olhar de Mauro sobre o assunto, contudo, pode ser conotação mais pessoal do que de gestão ambiental, já que seu filho, o fenômeno dos negócios, Luis Antônio Taveira Mendes, de apenas 24 anos, tem como um dos seus negócios o de PCHs, inclusive articula, junto com o genro do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, a liberação de um licenciamento ambiental, por parte do Governo do Estado, para tocar o empreendimento de R$ 100 milhões.

 

 

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