CUIABÁ

COMISSÃO DA CÂMARA

Fábio Garcia leva invertida de Emanuelzinho, que aprova visita ao VLT

Deputado federal anunciou que pediria a presença de uma Comissão Federal nas obras do VLT e, enquanto Fabinho tentava barrar, pediu em outra

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POLÍTICA

Garcia tentou manobrar para defender interesses de Mauro Mendes, mas foi vencido por jovem parlamentar. FOTO - Montagem MINUTO MT com Ednilson Aguiar/OLivre

O senador em exercício, Fábio Garcia (União), levou uma verdadeira invertida do deputado federal, Emanuelzinho (MDB), em uma ação que se desenrolou nos bastidores da Câmara Federal, nesta semana.

Emanuelzinho deixou ‘vazar’ que participaria da Comissão Externa de Obras Inacabadas do Congresso Nacional para pedir uma visitado grupo nas obras do VLT.

Ao saber disso, Garcia foi para a reunião, com o objetivo de evitar tal aprovação. Fabinho criticou o VLT e exaltou a decisão do governador Mauro Mendes (União) em implementar o BRT.

Acontece que na mesma hora ocorria a reunião da Comissão de Transporte e Viação da Câmara, que, sob articulação de Emanuelzinho, estava apreciando a visita da Comissão da Câmara Federal nas obras do VLT.

Ao ser anunciado por Emanuelzinho que a Comissão da Câmara Federal tinha aprovado o requerimento da visita e que, portanto, desistiria de apresentar o mesmo requerimento na Comissão de Obras Inacabadas, o senador se desarmou.

Claramente abatido, deixou a Comissão. Nessa disputa entre o filho do prefeito Emanuel e o pupilo do governador Mauro Mendes (União), o primeiro levou a melhor, o que certamente irritou Mendes, que se esforça ao máximo para enterrar de vez a pauta VLT e não ter que explicar o motivo de ter decidido enterrar um investimento de R$ 1,2 bilhão, com majoritária parte da obra já executada.

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A visita deve aumentar ainda mais o nível de irritação do governador, que recentemente viu o Tribunal de Contas da União – TCU, a pedido de Emanuel Pinheiro (MDB), suspender as obras do BRT.

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POLÍTICA

Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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