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ALIADO É ALIADO

Fávaro deixa Senado Federal para tentar eleger Neri

Senador contempla PP no mandato e assume coordenação do Projeto de Neri, que não deve ter apoio nem de Mendes e tampouco de Bolsonaro

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POLÍTICA

Neri encara Wellington Fagundes com chances reais, mesmo com os apoios do adversário.

A empresária Margareth Buzetti (PP) assumirá o mandato de senadora da República a partir do próximo dia 7 de junho, no lugar de Carlos Fávaro (PSD), que se licenciará por quatro meses para coordenar a campanha do deputado federal e aliado, Neri Geller (PP), ao Senado Federal.

Fávaro já enviou à Mesa Diretora do Senado o pedido de afastamento por quatro meses, retornando apenas em outubro, logo após a disputa eleitoral. A postura também acaba por contemplar o PP, dando a empresária, aliada e amiga de Blairo Maggi (PP), 1/3 de ano na cadeia mais nobre do parlamento nacional.

Em Mato Grosso, Fávaro enfrentará um cenário turbulento em relação a apoios. Neri esperava, ao menos, a neutralidade do presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo eleitoral de Mato Grosso em relação ao Senado, mas o mandatário nacional deve, de fato, apoiar o correligionário, Wellington Fagundes (PL).

A situação, todavia, mesmo com todo o poderio eleitoral de Bolsonaro, não tem significado muita coisa porque os apoiadores do presidente não enxergam em Fagundes um aliado confiável, sobretudo por seu histórico de apoio às eleições e reeleições de Lula e Dilma Rousseff, do PT.

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A expectativa é que o público bolsonarista, em relação ao Alto Parlamento, se divida em Mato Grosso, indo parte para o próprio Neri, por outras razões que não as ideológicas, talvez geográficas, e um público mais extremista rumando para o produtor rural e presidente da Aprosoja, Antônio Galvan (PTB), que também disputará o cargo.

As pesquisas mais recentes de intenção de voto demonstram que mesmo com a fala pública recente de Bolsonaro de que Wellington é seu candidato não houve grandes mudanças nos números do atual senador de candidato à reeleição, exatamente em virtude de sua rejeição.

Já sobre o governador, Mauro Mendes (UB), a vantagem é de Wellington, que já tem tudo certo para ter o gestor ao se lado, frustrando Neri, que se considera um dos pilares fundamentais no grupo político que elevou Mauro a condição de gestor estadual, em 2018, e que desde então vem apoiando a gestão.

Fagundes, todavia, conseguiu costurar bem a aliança, até por interesse de Mauro em frear uma candidatura bolsonarista forte ao Governo de Mato Grosso, que fatalmente lhe inviabilizaria. Mendes ainda conseguiu um acordo para indicar um suplente na chapa de Wellington e este deve ser Mauro Carvalho (UB), seu ex-secretário da Casa Civil.

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Em contrapartida, Neri segue firme com o apoio de Blairo e Eraí Maggi, que seguem sendo muito influentes no meio produtivo e com majoritária parte da classe política estadual, o que inclui sobretudo prefeitos.

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POLÍTICA

Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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