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Fusão com o DEM pode prejudicar reeleição de deputados do PSL em MT

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A fusão do DEM com o PSL pode inviabilizar o projeto de reeleição de deputados estaduais de Mato Grosso que hoje representam as duas siglas. Com quatro parlamentares, o hoje PSL poderá sair o mais prejudicado com essa fusão, uma vez que as duas siglas juntas terão dificuldade em eleger seis deputados estaduais.

O Democratas tem dois deputados estaduais – Eduardo Botelho e Dilmar Dal Bosco. Na última reunião do Democratas, os dirigentes da sigla analisaram a fusão e a possibilidade do partido reeleger Botelho e Dilmar, este último líder do governo Mauro Mendes (DEM) na Assembleia Legislativa.

Além deles, o DEM aposta na eleição de mais dois nomes, sendo eles os secretários de Estado Gilberto Figueiredo (Saúde) e Alberto Machado, o Beto Dois a Um, (Cultura e Esporte). No atual quadro, o PSL terá dificuldades e praticamente sepulta a ideia de reeleger toda sua bancada na Assembleia.

Correm o risco de ficar sem mandato a partir de 2022, os deputados Elizeu Nascimento, Gilberto Cattani, Ulysses Moraes e Delegado Claudinei. Para os caciques do DEM, a fusão pode garantir a eleição de quatro a seis deputados estaduais.

Porém, os nomes mais viáveis do PSL, segundo revelou um dirigente do Democratas, são Delegado Claudinei e Elizeu Nascimento. “Na avaliação mais pessimista, o DEM elege dois e o PSL apenas um. Estamos confiantes que juntos possamos eleger até seis deputados, sendo quatro do DEM e dois do PSL”, comentou um dirigente do Democratas.

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Ao contrário da disputa pelo Legislativo Estadual, a fusão pode ajudar as duas siglas elegerem até dois deputados federais. Os nomes mais cotados são do atual deputado federal Nelson Barbudo (PSL) e do suplente de senador Fábio Garcia. Fábio é presidente do DEM em Mato Grosso e a principal aposta da sigla para federal.

A fusão do DEM com o PSL atrapalha os planos na proporcional, mas favorece a candidatura à reeleição do governador Mauro Mendes. Cada vez mais distante do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Mauro vê na fusão a possibilidade de atrair uma parcela do eleitorado bolsonarista que ainda é ligado ao PSL.

No entanto, a rejeição do eleitor de Bolsonaro ao nome de Mendes é fato consumado e quase irreversível. A situação mudaria apenas com o apoio de Bolsonaro à reeleição do democrata. Apoio este que está cada vez mais distante em função das constantes críticas de Mauro ao presidente da República.

Superpartido

Longe de ser consenso, a fusão do DEM com o PSL pode criar um “superpartido” com mais de 80 parlamentares no Congresso Nacional. Ainda não se sabe qual seria o caminho político desse “superpartido” na disputa pela Presidência da República, uma vez que dentro do DEM o apoio à reeleição do presidente Bolsonaro não é unanimidade.

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Em Mato Grosso, a fusão ficaria com seis deputados estaduais, um federal e um governador. Com isso, se tornaria o partido mais forte politicamente no estado. Apesar disso, as lideranças do PSL no estado já estão perdendo o sono com o fato dos democratas não abrirem mão de comandar o “superpartido”.

O senador Jayme Campos já declarou que os democratas aceitam a fusão, mas o diretório estadual ficará sob o comando de Fábio Garcia ou outro nome indicado pelo governador Mauro Mendes. Com isso, Cidinho Santos, atual presidente do PSL, e Aécio Rodrigues, vice-presidente, passam de protagonistas para coadjuvantes.

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TCE aponta superfaturamento de prefeitos de MT na pandemia

De acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra de cada um dos kits de testes COVID. As unidades foram compradas por R$ 1,3 mil

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O Consórcio alvo do TCE é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou superfaturamento no preço pago por testes de Covid-19 pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos (Cisva).

Conforme o TCE, a irregularidade ocorreu na compra de testes em 2020, em período agudo da pandemia. O julgamento da tomada de contas ocorreu nos últimos dias.

Ninguém do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos se pronunciou, até o momento. A tomada de contas ordinária foi instaurada pelo TCE para apurar irregularidades no certame emergencial.

Segundo o Tribunal de Contas, o consórcio intermunicipal comprou cerca de 70 kits de testes com a dispensa de licitação. O valor pago por esses kits foi de 91 mil reais. Ainda de acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra e cada um desses kits saiu por R$ 1,3 mil, enquanto que o estado, já tinha contrato firmado para entrega de itens parecidos, no valor de R$ 98,50.

Ao analisar o processo, o conselheiro-relator Antônio Joaquim ponderou que, embora a compra tenha sido superfaturada, os agentes públicos envolvidos estão isentos do dano ao erário, uma vez que foi constatada conduta dolosa por parte das empresas beneficiadas, mas estendeu a eles a responsabilização pelo dano, por entender que houve erro grosseiro na aquisição dos testes.

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Assim, Antônio Joaquim julgou regulares as contas prestadas pelo presidente e demais servidores e irregulares as contas prestadas pelas empresas.

Suspensão da compra

O TCE havia suspendido a compra dos kits emergenciais devido aos indícios de sobrepreço, em junho 2020. O Consórcio é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

Durante a compra somente Juara possuía casos de pacientes com Covid-19, o que, segundo o TCE, não justifica a forma como foi procedida a aquisição dos testes.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos, presidido pelo prefeito de Porto dos Gaúchos (MT), Moacir Pinheiro Piovezan, afirmou que o valor pago no momento da compra estava de acordo com o valor de mercado e que se levou em consideração a ‘Lei da Oferta e Procura’.

O advogado do CISVA, Rony de Abreu Munhoz, disse, na época, que a comparação de preços realizada pelo TCE-MT foi com base em produtos distintos. Segundo ele, os produtos adquiridos pelo consórcio possuíam qualidade superior aos adquiridos pelo estado, que foram citados na ação.

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