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Governo altera calendário para extinção da vacina contra febre aftosa

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Mato Grosso compõe o bloco 5 do Plano Estratégico do PNEFA, juntamente com Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, cuja retirada da vacinação está prevista para 2021. 

Após análises técnicas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) optou em fazer uma readequação no calendário inicialmente proposto para a retirada da vacina contra febre aftosa.

Com a decisão, o município de Rondolândia e parte dos municípios de Colniza, Aripuanã, Juína e Comodoro, que teriam a última vacinação em maio deste ano, deverão que cumprir mais uma etapa, vacinando o rebanho bovino e bubalino em novembro de 2019.

A mudança foi divulgada entre terça e quarta-feira (26 e 27), em Porto Velho, durante a quarta reunião do bloco 1 do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) 2017-2026. O evento contou com a participação de representantes do setor público e privado dos estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Amazonas.

De acordo com o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea–MT), Tadeu Aurimar Mocelin, houve um longo debate que incluiu os membros da equipe gestora do Plano Estratégico do Estado. “Tudo isso busca aprimoramento das questões técnicas e estruturais dos serviços veterinários dos estados, de modo a obter mais segurança e excelência na suspensão da vacinação”.

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A instalação dos postos fiscais para contenção do trânsito deverá ocorrer até o final de março de 2020 e a proibição do trânsito de animais susceptíveis à febre aftosa e aos produtos de origem animal in natura a partir de 1º de maio de 2020.

Compondo a comitiva de Mato Grosso, estiveram presentes representando o setor produtivo, como Famato, Acrimat e Fundo Emergencial de Saúde Animal (Fesa-MT); do serviço veterinário oficial; Indea-MT; e Superintendência federal da Agricultura.

Termo de Cooperação

Ainda na reunião, o Indea-MT e a Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron-RO) assinaram Termo de Cooperação Técnica, com o objeto de desenvolver em conjunto um plano de trabalho para ações articuladas de execução de atividades inerentes à defesa sanitária animal. O ênfase é justamente no PNEFA, em áreas do Estado de Mato Grosso integrantes da Zona pertencente ao do bloco 1.

Sobre o Plano

Mato Grosso compõe o bloco 5 do Plano Estratégico do PNEFA, juntamente com Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, cuja retirada da vacinação está prevista para 2021. Há a inclusão de parte de seu território no bloco 1 (apenas 1% do rebanho bovino) em virtude da melhor delimitação da zona, considerando a relação comercial desta região com Rondônia e maior efetividade das medidas de contenção do trânsito.

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Pátio distribui calendários e prepara evento para “lulanizar” seus apoiados

Político à moda antiga, o prefeito tem distribuido calendários com sua foto, de outros correligionários do PSB, em pleno mês de maio

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Atual prefeito da maior cidade do interior confronta a força bolsonarista e tenta eleger aliados

O prefeito Zé Carlos do Pátio (PSB), de Rondonópolis, prepara um amplo evento político dia 16 de junho, véspera do início da campanha eleitoral de 2022, para lançar oficialmente seus nomes na disputa.

Político à moda antiga, o prefeito tem distribuído na periferia e centro da cidade calendários com sua foto, de outros correligionários do PSB, em pleno mês de maio, ou seja, praticamente no meio do ano.

O irônico da questão é que aliados do próprio Pátio, até outro dia, criticavam o atual deputado estadual e pré-candidato à reeleição, Thiago Silva (MDB), exatamente por este tipo de ação com o eleitorado.

Entrega de calendário quase no meio do ano, quase na véspera de eleição, tem chamado a atenção

Quanto aos compromissos de campanha, Pátio  deve ter um cuidado especial com a candidatura de Roni Magnani (PSB), atual presidente da Câmara de Vereadores de Rondonópolis, para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT.

Como não dava pra ser diferente, Pátio também entrará de cabeça no projeto à Câmara Federal da esposa, Neuma de Morais (PSB), que pela primeira vez vai encarar às urnas. A principal estratégia do prefeito será utilizar seu reduto de votos e “lulanizar” Roni e Neuma.

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O prefeito segue acreditando firmemente em uma pesquisa de consumo interno, contratada por seu grupo político, que chegou a apontar o petista na frente de Jair Bolsonaro (PL) na maior cidade do interior. Pátio já chegou citar a amostragem  publicamente.

Apoiadores de Bolsonaro, contudo, ridicularizam a narrativa de Pátio e não acreditam que Lula, que nunca venceu na cidade e no estado, nem em seus melhores momentos, não tem atmosfera para reunir tanto apoio popular quanto insiste o atual chefe do Executivo Municipal.

Pátio chegou a lançar o Comitê Pro-Lula e se apresentar como principal nome à frente da campanha do líder petista no estado, mas o protagonismo do prefeito já foi devidamente freado pelos correligionários do ex-presidente.

Sobre as pretensões eleitorais de Neuma e Roni, a primeira tem tudo para conseguir uma relevante votação, mas tem a vitória apenas como um sonho no horizonte, até porque a própria legenda a federal do PSB não foi priorizada dentro do partido, que segue focando a ALMT.

Roni, por sua vez, não precisa ter a preocupação do partido não chegar no quociente, ou seja, dependerá somente de suas próprias forças. Magnani é uma revelação da política rondonopolitana e tem muita habilidade nos bastidores.

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O atual líder legislativo, todavia, viu o apoio prometido pelo prefeito parcialmente prejudicado com a efetivação do projeto Neuma. Embora a campanha de Roni e da primeira-dama devam estar “coladas” não é impensável imaginar Pátio fechando outros apoios pontuais para abrir mais o leque, até porque um resultado ruim da esposa nas urnas será uma derrota conjunta do próprio prefeito, que é amigo pessoal de Janaína Riva (MDB) e Wilson Santos (PSD), ambos candidatos à reeleição.

O PSB ainda deve ter na cidade uma outra candidatura de destaque para o cargo de deputado estadual. Trata-se de Marildes Ferreira (PSB), mulher de confiança do presidente do partido, Max Russi (PSB), e campeã de votos em Rondonópolis, em 2018, para o cargo de deputada federal.

A atual vereadora conseguiu mais votos na cidade há quatro anos, por exemplo, que o próprio bolsonarista, José Medeiros (PL), que tem domicilio eleitoral em Rondonópolis e que naquele pleito foi nada menos que o segundo mais votado de todo Mato Grosso.

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