CUIABÁ

POLÍTICA

Governo de MT responde Medeiros e reconhece asfalto feito com má qualidade

Publicados

POLÍTICA

O deputado federal, José Medeiros (PODE), viajando por Mato Grosso, tem denunciando a qualidade do asfalto que o governador, Mauro Mendes (DEM), tem autorizado que se instale em rodovias estaduais.

Nesta sexta-feira (24), o parlamentar trouxe em vídeo o caso da MT-175, região de Mirassol D’Oeste e demonstrou com ajuda de um pedaço de pau a espessura de pouco mais de 1 centímetro do material instalado.

O parlamentar apresentou buracos na via e mostrou um pedaço de pavimento que já havia se descolado, reforçando a tese do modelo “casca de ovo”.

Medeiros fez questão de mostrar que o serviço já estava finalizado, inclusive com sinalização horizontal já feita. Em denúncia de teor parecido, realizada pelo parlamentar na MT-100, recentemente, o Governo de Mato Grosso se esquivou citando que a obra ainda não estava pronta.

Desta vez, contudo, a assessoria de Mauro Mendes não negou o fato, pelo contrário. Assumiu a má qualidade do serviço feito e informou que notificou a empreiteira para que refaça.

Nas redes sociais, entre as interações de mato-grossenses que comentaram a postagem de Medeiros, um padre marcou o governador Mauro Mendes e o questionou.

Leia Também:  Livre para apoiar sogro, Janaína vê Neri enfraquecido perto do PT

O governador, por meio de nota, confirmou que quer ver a empresa refazendo a obra, mas não perdeu a oportunidade de contra-atacar Medeiros.

“O deputado federal José Medeiros, mais uma vez, demonstra desconhecer o andamento de obras de asfaltamento e divulga vídeo para fazer alarde a seus seguidores. A Sinfra ressalta que essa obra somente será recebida e os recursos empenhados para pagamento se atender ao padrão de qualidade exigido”, postou o gestor.

Após a resposta de Mauro, Medeiros replicou embaixo: “seguiremos denunciando para que eles sigam refazendo…”. No texto de sua postagem, Medeiros alfineta Mauro, citando que o governador “bate no peito”, dizendo que fará 2.500 quilômetros de asfalto, sem citar que usa pra isso dinheiro vindo dos “impostos que aumentos na pandemia”, além dos “bilhões que recebeu do Governo Bolsonaro”.

Veja o vídeo: 

 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

POLÍTICA

Obcecado pelo BRT, Mauro almoça com ministro do TCU

Inicialmente por meio do ministro, Aroldo Cedraz, e depois pelo pleno da Corte, a implantação do BRT se tornou suspensa

Publicados

em

Mendes almoçou com o ministro do TCU, Augusto Nardes, que é de Mato Grosso e atua no órgão onde o governador quer destravar sua manobra antiVLT

O governador, Mauro Mendes (UNIÃO), que visivelmente se sente plenamente reeleito, já começou a focar em agendas em que prepara o terreno para o que “fará em seu segundo mandato”. A principal meta do gestor estadual é retomar e conseguir implantar o BRT em Cuiabá/Várzea. Para tanto, pagará cerca de R$ 460 milhões à empresa, que soma/se a valores repassados à Caixa Econômica Federal – CEF para enterrar, inexplicavelmente, o projeto do VLT, que já havia consumido mais de R$ 1 bilhão.

Após intervenção do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), no Tribunal de Contas da União – TCU, em Brasília, o órgão reconheceu a falta de explicações técnicas e econômicas por parte de Mauro e barrou a implantação do BRT, inicialmente por meio do ministro, Aroldo Cedraz, e depois pelo pleno da Corte.

Desde então, o governador não consegue esconder o desconforto. Ele já chegou a pegar um avião e foi até Brasília se reunir com Aroldo e boa parte da bancada federal, buscando uma maneira de demover o ministro da ideia. Aroldo, contudo, se manteve firme.

Leia Também:  Partidos têm até dia 15 para registrar candidaturas

Nesta segunda-feira (8), Mendes almoçou com o também ministro do TCU, Augusto Nardes, que é de Mato Grosso, e não escondeu que trataria com ele sobre o BRT: “é uma boa pauta”.

Segundo Mendes, a decisão do TCU de barrar a construção do BRT é um “caso muito atípico”. “O TCU deu um parecer para uma obra que não tem atribuição do Tribunal de Contas. Não tem verba federal, não tem órgão federal envolvido nisso. É um absurdo, um verdadeiro absurdo. Mas eu espero que o TCU reconheça isso. O que é óbvio, que qualquer técnico com o menor nível de conhecimento sabe o que eu estou falando é a verdade. Então eu espero que o TCU reveja essa posição e não seja um paralisador de obras aqui no estado do Mato Grosso quando não tem verba federal que atrai a sua competência”, argumentou.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA