CUIABÁ

FORÇOU A BARRA

Grupo sugere que Bolsonaro tem culpa em "esquemão" de Cacique

Conselho Justifica possível crime citando que os indígenas foram obrigados a buscar alternativas para sua sobrevivência.

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POLÍTICA

Cacique Damião Paridzané estaria recebendo quase R$ 1 milhão de fazendeiros para que eles pudessem criar gado nas terras xavantes.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) culpou o atual Governo Federal, comandado por Jair Bolsonaro, e a própria Fundação Nacional do Índio (Funai) pelos indígenas envolvidos no “aluguel” de terras para fazendeiros que foram descobertos pela Operação Res Capta, realizada pela Polícia Federal, na última semana.

Por meio de carta, o Cimi afirma que os “A’uwê foram obrigados a buscar alternativas para sua sobrevivência, já que há pelo menos quatro anos o Ministério Público Federal (MPF) vem cobrando da Funai “para que se manifeste diante da necessidade de efetivar ações que garantissem a subsistência da comunidade indígena”

A área em questão fica na terra indígena Marãiwatsédé, que já foi alvo de ações após a ocupação – que durou 20 anos – por fazendeiros, que invadiram as terras e construíram casas, vilas e até comércios. Eles foram retirados em 2012, quando a terra voltou a ser totalmente dos indígenas.

Segundo a operação da PF, o servidor da Funai Jussielson Gonçalves Silva e o cacique Damião Paridzané cobravam taxas dos fazendeiros para que eles pudessem criar gado na região. As investigações apontaram que o cacique recebia cerca de R$ 900 mil por mês pelo “aluguel”, já há cinco anos. Uma caminhonete, que teria sido dada de presente ao líder indígena, foi encontrada cheia de dinheiro.

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A carta do Cimi enfatiza que desde 2019 o Governo Federal tem facilitado a “invasão e favorecimento da exploração de bens destes povo” e que o envolvimento do servidor da Funai no esquema mostra que não é “prioridade” do órgão atuar na defesa dos indígenas, como é a sua atribuição.

“Desde 2012, quando se efetivou a desintrusão, este povo busca recuperar suas formas próprias de convivência com a natureza. Encontraram, contudo, uma devastação ambiental, cujo ápice se deu no início da década de 1990, justamente quando já se sinalizava a devolução do território aos seus legítimos donos”, diz trecho do documento.

O grupo cobra ainda que “o Governo Federal efetue ações de recuperação das áreas degradadas pelos antigos invasores e, com a efetiva participação das comunidades e lideranças de Marãiwatsédé, cumpra o papel que lhes cabe segundo o texto constitucional e objetivos institucionais, com pessoas devidamente preparadas, capacitadas técnica e antropologicamente e com conduta ilibada, como deve ser natural para cargos públicos”.

Contexto

A acusação do Cimi, contudo, distorce a realidade. O que Bolsonaro defende e apoia é que os próprios indígenas possam fazer uso de suas terras, seja explorando mineração ou a agropecuária de larga escala, para benefício e enriquecimento de toda aldeia, diferentemente do esquema conhecido em Mato Grosso.

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A proposta, que tem em Mato Grosso o grande exemplo no povo Paresi, de Campo Novo do Parecis (MT), tem no deputado federal, José Medeiros (PL), um dos seus principais ativistas. “Estão, mais uma vez, fugindo do debate ao utilizar uma operação policial, que nada tem a ver com a política indígena, pra tentar confundir a população, atacar politicamente o Governo Bolsonaro e fugir da realidade. Não enganam mais ninguém”, comentou Medeiros.

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POLÍTICA

Obcecado pelo BRT, Mauro almoça com ministro do TCU

Inicialmente por meio do ministro, Aroldo Cedraz, e depois pelo pleno da Corte, a implantação do BRT se tornou suspensa

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Mendes almoçou com o ministro do TCU, Augusto Nardes, que é de Mato Grosso e atua no órgão onde o governador quer destravar sua manobra antiVLT

O governador, Mauro Mendes (UNIÃO), que visivelmente se sente plenamente reeleito, já começou a focar em agendas em que prepara o terreno para o que “fará em seu segundo mandato”. A principal meta do gestor estadual é retomar e conseguir implantar o BRT em Cuiabá/Várzea. Para tanto, pagará cerca de R$ 460 milhões à empresa, que soma/se a valores repassados à Caixa Econômica Federal – CEF para enterrar, inexplicavelmente, o projeto do VLT, que já havia consumido mais de R$ 1 bilhão.

Após intervenção do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), no Tribunal de Contas da União – TCU, em Brasília, o órgão reconheceu a falta de explicações técnicas e econômicas por parte de Mauro e barrou a implantação do BRT, inicialmente por meio do ministro, Aroldo Cedraz, e depois pelo pleno da Corte.

Desde então, o governador não consegue esconder o desconforto. Ele já chegou a pegar um avião e foi até Brasília se reunir com Aroldo e boa parte da bancada federal, buscando uma maneira de demover o ministro da ideia. Aroldo, contudo, se manteve firme.

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Nesta segunda-feira (8), Mendes almoçou com o também ministro do TCU, Augusto Nardes, que é de Mato Grosso, e não escondeu que trataria com ele sobre o BRT: “é uma boa pauta”.

Segundo Mendes, a decisão do TCU de barrar a construção do BRT é um “caso muito atípico”. “O TCU deu um parecer para uma obra que não tem atribuição do Tribunal de Contas. Não tem verba federal, não tem órgão federal envolvido nisso. É um absurdo, um verdadeiro absurdo. Mas eu espero que o TCU reconheça isso. O que é óbvio, que qualquer técnico com o menor nível de conhecimento sabe o que eu estou falando é a verdade. Então eu espero que o TCU reveja essa posição e não seja um paralisador de obras aqui no estado do Mato Grosso quando não tem verba federal que atrai a sua competência”, argumentou.

 

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