CUIABÁ

MEDO DE CHACOTA

Janaína diz que também não aceitaria Tigresa no MDB

Em argumentação difícil de entender, a parlamentar defendeu, contudo, que a jovem pudesse se candidatar pelo partido que a vetou

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POLÍTICA

Parlamentar, defensora das minorias e de políticas inclusivas, não acha positivo que a atriz pornô venha para a política

A deputada estadual Janaina Riva (MDB), que costuma sempre defender minorias e políticas inclusivas, surpreendeu ao afirmar, ontem (06), que não aceitaria a candidatura à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) da atriz pornô Esther Caroline Perralto, popularmente conhecida como ‘Tigresa Vip’, caso isso surgisse como possibilidade no MDB.

A parlamentar, dessa forma, mesmo que indiretamente, se posiciona frente a polêmica decisão do Partido dos Trabalhadores (PT), que suspendeu a filiação de Tigresa em um ato do Diretório Estadual, consecutivamente vetando sua participação nas eleições 2022. Um áudio da deputada federal, Rosa Neide (PT), confirma a articulação para barrar a jovem, inclusive acionando a presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann (PT).

Janaina justificou que não teria aceitado a entrada de Tigresa no partido, todavia, de maneira quase que contraditória, defendeu a sua candidatura, já que ela estava filiada junto ao PT pelo diretório municipal de Barão de Melgaço (a 126 km de Cuiabá).

“Se você não queria candidato, você não deveria aceitar. Se fosse dentro do MDB, por exemplo, isso é algo que nós teríamos discutido antes de aceitar a filiação. Porque o problema é você aceitar a filiação de uma pessoa, de quem quer que ela seja, porque o direito de ser candidato é de todos, agora eu tenho a obrigação de aceitar dentro do MDB, como vice-presidente, de alguém que eu entendo que não tem identidade com as bandeiras que eu defendo dentro do partido, que o partido defende? Não”, pontuou, em entrevista à rádio CBN Cuiabá.

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Momentos antes de ser questionada por um ouvinte sobre a candidatura de Tigresa, Janaina defendeu a entrada de mais mulheres na política. A deputada é a única parlamentar na Assembleia Legislativa.

Em relação à Tigresa, a emedebista citou ainda o fato de a atriz pornô possuir uma grande exposição junto à mídia, o que poderia contribuir para uma imagem pejorativa da política – que já não está muito boa junto ao cidadão.

“Eu não aceitaria, assim como não aceitaria também um Alexandre Frota, que fazia filme pornô no passado, foi aceito e ninguém falou nada. Não sei se é porque é homem, ninguém quis falar nada sobre o assunto. Mas isso se dependesse de mim, a avaliação do partido, porque eu não queria que o nosso partido fosse motivo de chacota. Agora, depois que aceitou, tirar a candidatura eu acho que é uma medida muito dura e que você priva de um direito que é de todos, de uma cidadã que é uma cidadã como outra qualquer”, enfatizou.

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POLÍTICA

CPI aponta improbidade e pede afastamento de secretária filha de prefeito

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa e agora segue para encaminhamento do MPE

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Viviane Orlato, filha do prefeito Nelson Orlato, de Pedra Preta, é acusada por quatro servidores de diversos abusos contra os trabalhadores.

O relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, instaurada na Câmara Municipal de Pedra Preta, concluiu que são procedentes as denúncias que apontam assédio moral, por parte da secretária de saúde da cidade de Pedra Preta (240 KM de Cuiabá), Viviane Santana Orlato, filha do prefeito local, Nelson Orlato (PSB), contra servidores municipais.

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa. Instalada no início de fevereiro, a CPI teve como base o relato de quatro testemunhas que reforçaram  diversas ações, por parte da secretária, que extrapolaram qualquer limite do razoável dentro do relacionamento hierárquico.

Os denunciantes, que não são especificamente do mesmo posto de trabalho, registraram ainda um boletim de ocorrência onde citam diversas condutas de Viviane atentando contra sua lá dignidades psíquicas e, por reiterada vezes, expondo os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. No relatório da CPI, cita-se o artigo 140 do Código Penal, relacionando a filha do gestor municipal ao crime de injúria.

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Segundo o relator da CPI, o vereador João Marco Amorim (DC), a conclusão do inquérito parlamentar será encaminhado ao Ministério Público Estadual – MPE com a recomendação pelo afastamento imediato da chefe da pasta de saúde. “A comissão não tem o poder de afastar a secretária, por isso enviamos relatório ao Ministério Público e se a promotora tiver o mesmo entendimento que nós aí é competência do MP tomar a decisão”, ressaltou o parlamentar, que cumpriu a palavra de não deixar qualquer tipo de interferência política externa interferir nas oitivas e no trabalho de investigação legislativa.

O possível atentado de Viviane contra a saúde mental dos envolvidos, antes mesmo do relatório da CPI, também já foi materializado ao MPE. São citadas perseguições evidenciadas em remanejamentos administrativos de cargos, ligações fora de hora de trabalho, cobranças excessivas e feitas de maneira descontrolada, dentre outros exemplos.

Segundo o apurado pelo MINUTO MT, em meio às vítimas existem, pelo menos, dois casos de pessoas que precisaram de ajuda psiquiátrica e que tiveram de adotar tratamento medicamentoso contra ansiedade e síndrome do pânico, depois de episódios repetidos e traumáticos no ambiente de trabalho, envolvendo a secretária. Em um caso mais grave, uma servidora teria tentado suicídio.

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Lei do Stalking

Criminalmente falando, caso as denúncias contra a secretária sejam confirmadas, ela poderá sofrer os efeitos punitivos da recente Lei 14.132, aprovada em 2021, conhecida como Lei do Stalking, que prevê como pena reclusão de seis meses até dois anos, além de multa.

O texto tipificou como crime no Código Penal o ato de “Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”.

Espaço aberto

A Administração Municipal de Pedra Preta, seja por meio de Viviane, do pai, Nelson Orlato, ou do corpo jurídico, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. O espaço segue aberto.

Filha do prefeito seria a razão de crises de síndrome do pânico e até de tentativa de suicídio entre os trabalhadores da área da saúde, a qual comanda

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