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Júlio diz que Botelho é “moleque” e promete “corretivo” pessoalmente

Nas últimas semanas, a relação entre Botelho com os irmãos Campos, que sempre foi muito boa, tem se tensionado pelo conflito de interesses

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POLÍTICA

Veterano quer voltar a um cargo eletivo e acusa Botelho, rival em reduto, de jogar sujo

Um áudio vazado através de WhatsApp, revela a tensão entre o ex-governador Júlio Campos e o presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho, ambos do União Brasil, em busca de apoio e votos no município de Várzea Grande, reduto eleitoral de ambos.

No áudio, o veterano, que quer voltar a ser deputado estadual, acusa Botelho, que busca se reeleger ao mesmo cargo, de praticar ‘jogo sujo’ em busca de apoio para a disputa eleitoral de outubro e que estaria oferecendo ‘cargos’ para algumas lideranças da cidade.

“Recebi o seu áudio com relação a campanha suja que o Botelho está fazendo, oferecendo o que ele não pode dar. Não se pode mais nomear mais ninguém, nem no Estado ou município, a lei já proíbe nos meses anteriores à eleição”, diz Júlio Campos no áudio.

Campos se referia ao suplente de vereador pelo MDB, Wender Madureira, que estaria apoiando Botelho. No final do áudio, Júlio Campos chama o chefe do Poder Legislativo de Mato Grosso de ‘moleque’ e diz que dará um ‘corretivo’ pessoalmente.

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“Então é conversa fiada, desmente esse moleque disso aí. Vou dar um corretivo nele. Tá bom. Pessoalmente”, conclui ao se despedir no áudio.

Nas últimas semanas, a relação entre Botelho e os irmãos Júlio e Jayme Campos, que sempre foi muito boa, tem se tensionado por conta desta disputa e divisão de interesses.

Botelho minimizou as acusações do correligionário e disse que isso seria ‘normal’ por conta do período eleitoral. “Eu não ofereci cargo a ninguém, tem que que perguntar pra ele que falou isso. Mas é normal nesse período surgir essas fofocas e invenções. Não existe nada disso”, disse Botelho.

Ouça o áudio:

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POLÍTICA

Bezerra dá novo “chega pra lá” em Janaína e expõe desgaste com Mauro

Veterano contrapôs fala da correligionária e diz que não há qualquer deslealdade em curso caso o MDB lance um candidato ao Governo

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Veterano deixa questão em aberto e coloca decisão nas mãos da convenção.

A deputada estadual, Janaína Riva (MDB), embora vice-presidente estadual do seu partido, novamente quis falar com voz de chefia e tomou uma lição pública do verdadeiro mandatário do MDB, o deputado federal, Carlos Bezerra (MDB).

O veterano deixou claro, nesta quarta-feira (6), que a voz de Janaína é só mais uma e desqualificou uma avaliação feita pela correligionária, que tentou constranger o próprio Bezerra, forçando-o a seguir na base do governador, Mauro Mendes (UB).

Riva afirmou que o MDB seria desleal se não apoiasse a reeleição de Mauro, atual chefe do Executivo Estadual. Bezerra rebateu  Janaína e mostrou que não passa nem perto de ter o apego que a deputada tem com o atual governador.

Bezerra disse que não vê nenhum “ato de deslealdade”, como sugeriu a parlamentar, caso a sigla decida deixar a base de Mendes para lançar o ex-prefeito de Rondonópolis e ex-deputado federal constituinte, Percival Muniz (MDB), ao Palácio Paiaguás.

Alas do MDB se movimentam para levantar Percival como o representante dos grupos que não aprovam a gestão de Mauro e defendem uma candidatura própria para rivalizar com o atual gestor estadual nas urnas.

Bezerra contrapôs Janaína ao site RDNEWS e disse que é um direito dos emedebistas postularem um nome para o pleito. O Federal pontuou que a decisão irá acontecer apenas na convenção, cuja data ainda não foi fechada, mas deve ocorrer após o dia 20 de julho.

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“Não é um ato de deslealdade, mas um direito que cada um tem”, citou Bezerra. Com uma longa carreira política, Percival é ex-deputado estadual, ex-federal e ex-prefeito de Rondonópolis. Bezerra disse que reconhece a força política que o possível pré-candidato carrega.

“O Percival é um membro de partido, uma pessoa histórica e tem um bom perfil. Ele tem o mesmo direito que qualquer outro membro do MDB de concorrer ao governo, mas é a convenção que vai resolver”, disse.

A projeção de Percival, que vem ganhando holofotes, nos últimos dias, tem perturbado a ala “maurista”, liderada por Janaína, dentro do MDB. O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por outro lado, é um entusiasta do projeto Percival.

Opositor ferrenho a Mauro, Pinheiro antagonizou com Janaína e disse que insistir em se manter na base, aí sim, seria uma traição ao partido. “Defender o MDB na base é naufragar o partido e trair a legenda, uma das maiores de Mato Grosso e do Brasil”, disparou.

Cenário conflituoso

Janaina Riva vem sofrendo com conflitos que envolvem interesses pessoais, familiares, eleitorais e partidários desde o fim do ano passado. Militante de diversas bandeiras de esquerda, ela teve de reduzir a silhueta e passou a ser uma “bolsonarista envergonhada” depois que o sogro, o atual senador, Wellington Fagundes (PL), passou a integrar o mesmo partido do presidente, Jair Bolsonaro (PL).

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Riva criticou abertamente e, como agora, foi chamada atenção de maneira pública por Bezerra, quando tentou força o MDB a não seguir conjunto ao projeto Neri Geller (PP) senador, algo que o líder emedebista não parece cogitar. Janaína teria a opção de sair no partido para poder apoiar o sogro, na janela que se fechou em março, mas não quis correr o risco de ir para outra sigla e ver sua reeleição ameaçada em uma legenda mais fraca.

Por causa de Wellington, Janaína já teve de declarar que vai de Bolsonaro em 2022, o que provou reação de Bezerra, apoiador declarado da senadora Simone Tebet (MDB), do seu partido, ao maior cargo da nação. O veterano chamou o manifesto de Riva de “pensamento isolado” dentro do partido.

 

 

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