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Kalynka busca recursos para escola bilingue de surdos em Rondonópolis

Vereadora esteve na secretaria de Mobilidades Especializadas de Educação, do Ministério da Educação (MEC), na capital federal.

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POLÍTICA

Meirelles expôs que na cidade que representa existem mais de 11 mil deficientes auditivos na cidade.

Preocupada com a inclusão dos surdos de Rondonópolis, a vereadora, Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS), participou, nesta segunda-feira (25/04) de uma reunião com a secretária de Mobilidades Especializadas de Educação, do Ministério da Educação (MEC), Luciana Santana Leão, em Brasília. Na ocasião, Kalynka apresentou um projeto de sua autoria para a criação da escola bilingue para a maior cidade do interior de Mato Grosso.

Alinhada com as políticas de inclusão do Governo Federal, a vereadora foi à Brasília em busca de recursos e apresentou para a secretária nacional as necessidades da comunidade surda do município, que de acordo com a Associação dos Surdos de Rondonópolis (Assuroo) representa um universo de mais de 11 mil deficientes auditivos na cidade.

O presidente da Assuroo, Sérgio Gonçalves, há meses vem se reunindo com a vereadora e ressalta o quanto são importantes as políticas de inclusão. “São diversas pautas que estamos tratando, é preciso ter esse olhar voltado para dar a chance de igualdade para as pessoas deficientes”, ressalta.

Para Adilson de Morares, que também faz parte da Associação de Surdos de Rondonópolis, essa será uma grande conquista. “A escola bilingue é um sonho para nós, pois a libras será a primeira língua e assim os surdos verdadeiramente serão ensinados na nossa língua e não em português primeiro para depois aprender a libras”, destacou.

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Depois da apresentação da vereadora, que mostrou inclusive a potencialidade de Rondonópolis, a secretária nacional, junto com a equipe, demostrou interesse em contribuir com a cidade. “O Governo Federal busca essa aproximação com os municípios, recentemente levamos a escola bilingue para Sinop, e Rondonópolis, como uma cidade pólo, também terá o investimento”, pontuou Luciana Santana Leão.

A reunião foi intermediada pelo senador Wellington Fagundes (PL), que está apoiando o projeto de implantação da Escola Bilingue em Rondonópolis.

Lei Federal 

O presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 14.191, de 2021, que insere a Educação Bilíngue de Surdos na Lei Brasileira de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394, de 1996) como uma modalidade de ensino independente — antes incluída como parte da educação especial. Entende-se como educação bilíngue aquela que tem a língua brasileira de sinais (Libras) como primeira língua e o português escrito como segunda.

A educação bilíngue será aplicada em escolas bilíngues de surdos, classes bilíngues de surdos, escolas comuns ou em polos de educação bilíngue de surdos. O público a ser atendido será de educandos surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com deficiências.

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O projeto prevê a oferta, aos estudantes surdos, de materiais didáticos e professores bilíngues com formação e especialização adequadas, em nível superior. Além disso, os sistemas de ensino devem desenvolver programas integrados de ensino e pesquisa para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos estudantes surdos.

A União será responsável por conceder apoio técnico e financeiro para esses programas, que serão planejados com a participação das comunidades surdas, de instituições de ensino superior e de entidades representativas dos surdos.

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POLÍTICA

Lula diz ser “amigo de Blairo Maggi”, mas reforça olhar para pequenos

O petista citou que o ex-governador de MT não produz os itens básicos que vão na mesa da população para defender sua política

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Ex-presidente converge com o megaempresários em muitas críticas ao atual presidente, Jair Bolsonaro.

Durante o ato em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), na última semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil precisa de nova uma política para o agronegócio, que contemple também os pequenos e médios produtores, que são os principais produtores de alimentos do país.

Ele citou a amizade que possui com o ex-senador, ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), como um exemplo do seu bom relacionamento com o setor. Ele ressaltou a importância dos grandes produtores nos números da economia, mas ressaltou a importância de valorização dos pequenos.

“Eu sou amigo do Blairo Maggi, ele é um dos grandes produtores de soja deste país, mas ele não cria uma galinha, porque, se ele criar, vai arrancar as sementes da soja dele. Ou seja, ele é um homem rico, exporta soja, mas, se quiser comer um quiabo, vai comprar do pequeno e médio produtor. Se quiser comer uma galinha ao molho pardo, vai ter que comprar do pequeno produtor”, ressaltou.

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Seguindo seu discurso, o petista defendeu investimentos específicos no pequeno produtor. “A gente tem de garantir que o pequeno e o médio produtor produzam, porque no Brasil nós temos quase 4,7 milhões de propriedades de até 100 hectares. Essa gente que produz feijão, milho, que cria galinha, que planta pepino, cebola, alho, essa gente que produz quase 70% do alimento que vai na nossa mesa”, afirmou.

O ex-presidente lembrou que, em 2008, durante seu governo, foi o programa de securitização da dívida do agronegócio que salvou muitos dos principais produtores da falência.  “Por isso que nós precisamos incentivar os pequenos e médios produtores rurais deste país com financiamento e nós precisamos fazer, como já fizemos, uma securitização para o agronegócio. Em 2008 foram 89 bilhões, senão todos eles estavam quebrados. Eu duvido que o Bolsonaro fez pelo agronegócio 10% do que Lula e Dilma fizeram neste país”, declarou.

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