CUIABÁ

EM BUSCA DO VERNIZ

Mauro ainda sonha com aliança e irá em evento encontrar Bolsonaro

Com a proximidade das eleições, as pesquisas apontam que a maioria do eleitorado mato-grossense é influenciada por Bolsonaro

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POLÍTICA

Governador já confirmou previamente que estará no evento e que foi convidado pra tanto. FOTO - Ednilson Aguiar/OLivre

Após saber da presença do presidente Jair Bolsonaro (PL), o governador, Mauro Mendes (União Brasil), confirmou que vai participar da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil. O evento será realizado em Cuiabá, no período de 18 a 21 de abril, e é a maior convenção de pastores do Brasil.

A presença de Bolsonaro está confirmada para ocorrer no dia 19. O evento é realizado a cada dois anos e espera reunir uma média de 15 mil religiosos no Grande Templo, sede das Assembleias de Deus de Mato Grosso.Outros 95 mil pastores irão assistir à convenção por videoconferência.

O governador não assume, até por uma questão de ego, mas quer usar a oportunidade para mais uma vez tentar estreitar os laços com Bolsonaro. A relação entre ambos ficou estremecida durante toda a pandemia, onde o governador criticava abertamente o presidente, mesmo recebendo bilhões de reais do Governo Federal.

Mais recentemente, um novo embate entre ambos se formou, quando Bolsonaro apontava o ICMS, imposto estadual, como o grande vilão do preço do combustível e era constantemente retrucado e desmentido pelo governador, que colocava a culpa na política de preço da Petrobrás, estatal federal.

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Com a proximidade das eleições, todavia, e as pesquisas apontam que a maioria do eleitorado mato-grossense é influenciada por Bolsonaro, Mauro não quer correr o risco do presidente abraçar uma outra candidatura, o que fatalmente colocaria desmoronaria seu projeto de reeleição:

Para tanto, Mendes já confirmou que estará junto do presidente no evento evangélico. “Nós fomos convidados. A Casa Civil está interagindo com a equipe do Governo Federal. Fui convidado pelas lideranças religiosas e estarei lá com toda a certeza”, disse.

Apesar de confirmar a presença no evento do qual o presidente Jair Bolsonaro participará, o governador preferiu se esquivar se vai discutir política. “O certo é que participarei do evento”, concluiu.

Na última, foi vaiado

Durante a visita do presidente na capital, em agosto de 2021, Mauro foi hostilizado por bolsonarista enquanto o presidente era aclamado. O fato já havia ocorrido em setembro de 2020, quando Bolsonaro tinha visitado Sinop-MT, para inauguração de uma usina de etanol.

A principal mágoa foram os ataques de Mauro durante a pandemia, onde se juntou a governadores da extrema esquerda, como Flávio Dino (PSB) e Wellington Dias (PT) para perseguir Bolsonaro por meio de cartinhas públicas, onde o presidente era responsabilizado por praticamente todas as mazelas da pandemia.

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Mauro, todavia, atribui unicamente ao deputado federal, José Medeiros (PL), vice-líder de Bolsonaro na Câmara Federal, a responsabilidade pela relação conflituosa com o presidente. Segundo o governador, é Medeiros que estremece a relação ao incitar Bolsonaro contra si.

Recentemente, o deputado federal, Nelson Barbudo (PL), tem tentado construir uma ponte e feito praticamente tudo para aproximar Mauro de Bolsonaro. A postura de Nelson, todavia, não ecoou no líder do PL em Mato Grosso, o senador, Wellington Fagundes (PL), que novamente ressaltou que o presente quer um projeto próprio do partido para o Governo do Estado.

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POLÍTICA

TCE aponta superfaturamento de prefeitos de MT na pandemia

De acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra de cada um dos kits de testes COVID. As unidades foram compradas por R$ 1,3 mil

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O Consórcio alvo do TCE é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou superfaturamento no preço pago por testes de Covid-19 pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos (Cisva).

Conforme o TCE, a irregularidade ocorreu na compra de testes em 2020, em período agudo da pandemia. O julgamento da tomada de contas ocorreu nos últimos dias.

Ninguém do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos se pronunciou, até o momento. A tomada de contas ordinária foi instaurada pelo TCE para apurar irregularidades no certame emergencial.

Segundo o Tribunal de Contas, o consórcio intermunicipal comprou cerca de 70 kits de testes com a dispensa de licitação. O valor pago por esses kits foi de 91 mil reais. Ainda de acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra e cada um desses kits saiu por R$ 1,3 mil, enquanto que o estado, já tinha contrato firmado para entrega de itens parecidos, no valor de R$ 98,50.

Ao analisar o processo, o conselheiro-relator Antônio Joaquim ponderou que, embora a compra tenha sido superfaturada, os agentes públicos envolvidos estão isentos do dano ao erário, uma vez que foi constatada conduta dolosa por parte das empresas beneficiadas, mas estendeu a eles a responsabilização pelo dano, por entender que houve erro grosseiro na aquisição dos testes.

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Assim, Antônio Joaquim julgou regulares as contas prestadas pelo presidente e demais servidores e irregulares as contas prestadas pelas empresas.

Suspensão da compra

O TCE havia suspendido a compra dos kits emergenciais devido aos indícios de sobrepreço, em junho 2020. O Consórcio é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

Durante a compra somente Juara possuía casos de pacientes com Covid-19, o que, segundo o TCE, não justifica a forma como foi procedida a aquisição dos testes.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos, presidido pelo prefeito de Porto dos Gaúchos (MT), Moacir Pinheiro Piovezan, afirmou que o valor pago no momento da compra estava de acordo com o valor de mercado e que se levou em consideração a ‘Lei da Oferta e Procura’.

O advogado do CISVA, Rony de Abreu Munhoz, disse, na época, que a comparação de preços realizada pelo TCE-MT foi com base em produtos distintos. Segundo ele, os produtos adquiridos pelo consórcio possuíam qualidade superior aos adquiridos pelo estado, que foram citados na ação.

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