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CORRIDA AO SENADO

Mauro e Janaina mantêm liderança na disputa pelo Senado em MT

Ex-governador soma 27% e deputada aparece com 26% no cenário consolidado; Fávaro, Medeiros e Taques estão tecnicamente empatados

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POLÍTICA

Mauro, Janaira, Fávaro, Medeiros e Taques

O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB) continuam à frente na disputa pelas duas cadeiras de Mato Grosso no Senado Federal. É o que aponta a pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira (3).

No cenário consolidado, que reúne as escolhas de primeiro e segundo voto dos eleitores e redistribui os resultados para um total de 100%, Mauro Mendes aparece com 27%, enquanto Janaina Riva registra 26%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.

A briga pelas posições seguintes também apresenta equilíbrio. O senador Carlos Fávaro (PSD) tem 14% das intenções de voto, enquanto o deputado federal José Medeiros (PL) e o ex-governador Pedro Taques (PSB) aparecem com 13% cada. Considerando a margem de erro, os três também estão tecnicamente empatados.

Antônio Galvan (Avante) e a senadora Margareth Buzetti (PP) registram 2% cada.

Professor Nelson Ferreira (Agir), Coronel Darwin (Democrata) e Beny Godoy (Agir) não pontuaram no cenário consolidado. Brancos e nulos somam 1%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam responder ou não responderam.

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Primeiro voto

Quando questionados sobre qual seria a primeira opção para o Senado, os eleitores colocaram Mauro Mendes na primeira posição, com 36%.

Janaina Riva aparece em seguida, com 20%, enquanto José Medeiros registra 15%. Pedro Taques soma 13% e Carlos Fávaro, 12%.

Margareth Buzetti e Antônio Galvan foram citados por 1% dos entrevistados cada. Professor Nelson Ferreira, Beny Godoy e Coronel Darwin não foram mencionados. Brancos e nulos representam 1%, mesmo percentual daqueles que não souberam responder ou não responderam.

Segundo voto

Na escolha do segundo voto, Janaina Riva passa à liderança, com 32% das intenções. Mauro Mendes aparece na sequência, com 19%.

Carlos Fávaro ocupa a terceira colocação, com 15%, seguido por Pedro Taques, com 13%, e José Medeiros, com 11%.

Margareth Buzetti tem 3% e Antônio Galvan, 2%. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos e nulos representam 2%, enquanto 3% não souberam responder ou não responderam.

Duas vagas

Nas eleições deste ano, Mato Grosso elegerá dois senadores. Dessa forma, cada eleitor poderá escolher dois candidatos diferentes para o Senado.

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Por isso, o Real Time Big Data apresenta os resultados de primeiro e segundo votos separadamente e também um cenário consolidado, que reúne as duas escolhas e reduz os percentuais para 100%.

Pesquisa

O levantamento ouviu 1.600 eleitores de Mato Grosso entre os dias 29 de agosto e 2 de setembro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-07156/2026.

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POLÍTICA

Taques revive polêmica da ata, alfineta Medeiros e leva invertida

Medeiros relembrou que a ata havia sido produzida pela própria coligação que apoiava Taques na eleição de 2010

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Medeiros assumiu o Senado em 2015, quando Pedro Taques foi assumiu o cargo de governador

O ex-governador Pedro Taques (PSB) reviveu, durante o debate entre candidatos ao Senado promovido pelo G1-MT nesta quinta-feira (03), uma antiga polêmica envolvendo a ata da convenção da coligação que disputou as eleições de 2010, quando Taques foi eleito senador e José Medeiros (PL) ficou como primeiro suplente. Taques tentou “lacrar”, mas levou uma invertida do candidato de Bolsonaro em Mato Grosso.

“Ele sabe que eu não falsifiquei a ata, porque quem fez a ata foi o povo dele, era a coligação dele. Você então seria um estelionatário, sabe por quê, Pedro? Em Rondonópolis, os seus discursos eram: ‘Medeiros é meu primeiro suplente’. Você tem que decidir que tipo de cidadão você é: você é um caluniador, um chefe de organização criminosa ou um estelionatário”, respondeu. Medeiros ainda alegou que a ata havia sido produzida pela própria coligação que apoiava Taques na eleição de 2010.

Durante o debate, Taques afirmou que o adversário teria “falsificado a ata” e levado o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apenas no último mês de seu mandato. Medeiros, que havia sido escolhido como primeiro suplente, chegou a ocupar a cadeira de senador após a renúncia de Taques ao mandato para assumir o governo de Mato Grosso, em 2015.

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Na sequência do embate, Taques voltou a provocar o adversário ao afirmar que pretende exercer um mandato no Senado sem estar subordinado a um ex-presidente da República.

“Eu quero ser senador da República, não de presidente da República, o ex-presidente da República”, afirmou.

Medeiros aproveitou a resposta para reforçar sua proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro e apresentar as principais bandeiras de sua campanha. O candidato também voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, a anistia para pessoas que considera injustiçadas e a volta de Bolsonaro à Presidência.

“Eu quero agradecer ao presidente Jair Bolsonaro por ter me indicado como seu candidato ao Senado. Quero agradecer também ao candidato Pedro Taques, que escolheu, à época, como primeiro suplente, por ter uma ficha limpa”, afirmou.

Medeiros também citou o senador Flávio Bolsonaro e disse que pretende atuar, caso eleito, para formar uma maioria no Senado.

“Junto com Flávio Bolsonaro, junto com os senadores, nós faremos a maioria da bancada no Senado. Nós vamos tirar Alexandre de Moraes e vamos ver ele pagar pelos crimes que cometeu. Nós queremos a anistia daquelas pessoas injustiçadas”, declarou.

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Ao final da resposta, Medeiros ampliou o discurso para pautas nacionais e regionais, defendendo o retorno de Bolsonaro à Presidência e medidas voltadas ao setor produtivo de Mato Grosso.

“Queremos o Brasil grande de novo. Queremos o Brasil respeitado de novo e queremos o Mato Grosso destravado. Queremos os indígenas Parecis podendo plantar. Queremos o Mato Grosso de volta aos mato-grossenses”, afirmou.

 

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