CUIABÁ

INSENSIBILIDADE TOTAL

Mauro veta o que diz ser privilégios para pais de pessoas com deficiência

Por meio de nota, a deputada Janaina Riva (MDB), autora da proposta, pediu que as mães não desistam e que se mobilizem

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POLÍTICA

A maneira grosseira e desinformada que o governador trata o assunto tem revoltado o funcionalismo

O governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou integralmente o Projeto de Lei Complementar que visa instituir, no âmbito da Administração Pública Direta e Indireta, Programa de Redução de 50% da carga horária de trabalho do servidor público efetivo que seja responsável legal por dependente com deficiência.

O veto foi publicado na manhã desta quinta-feira (28), no Diário Oficial do Estado. No despacho, o governador argumentou que os deputados modificaram o projeto original, que previa uma redução de apenas 25% da carga horária e, por isso, invadiu a competência do Executivo.

A decisão de Mauro já era esperada pelos deputados, tendo em vista que ele sempre comparava o funcionalismo público com o privado, quando questionado sobre o projeto.
Em seu discurso, o governador ressaltava que o mesmo direito não é concedido para os “trabalhadores comuns” e que o Governo não poderia criar “uma ilha de privilégios” para o funcionalismo público.

A maneira insensível que trata o tema, aliás, tem feito o governador ser alvo da revolta dos cerca de 700, de um total de 70 mil servidores estaduais, que podem ser diretamente atingidos pela nova legislação. A mãe de um garoto de 14 anos, inclusive, falou com exclusividade com o MINUTO MT e demonstrou tristeza pela maneira grosseira e desinformada com que Mendes trata o complexo assunto. 

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Por meio de nota, a deputada Janaina Riva (MDB), autora da proposta, pediu que as mães não desistam e que se mobilizem para cobrar dos deputados a derrubada do veto. “Desde o início da manhã desta quinta-feira (28.04) tenho sido procurada por dezenas de mães desesperadas por conta desse veto. O que tenho dito a elas é que não percam a esperança e cobre dos seus deputados o comprometimento com a derrubada do veto. Vou trabalhar por isso. Aprovamos essa lei por unanimidade justamente por se tratar de um assunto extremamente sensível e necessário. O poder público precisa ser inclusivo. Para uma mãe, com um filho com autismo em grau severo, que demanda cuidado integral, ou com uma criança que possui mobilidade reduzida e que depende integralmente de outras pessoas para fazer tudo, essa lei é essencial”, disse Janaina.

Caso o veto do governador seja derrubado na Assembleia, os próprios deputados podem promulgar a lei, que passa a valer, conforme foi aprovada. Neste caso, o Governo do Estado pode levar o caso ao judiciário, como já tem feito em outros temas.

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A relação entre o Palácio Paiaguás e a ALMT, conforme publicou o MINUTO MT, não é das melhores e um movimento para confrontar o governador não é improvável, sobretudo pelo apelo do ano eleitoral.

 

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POLÍTICA

Fábio Garcia leva invertida de Emanuelzinho, que aprova visita ao VLT

Deputado federal anunciou que pediria a presença de uma Comissão Federal nas obras do VLT e, enquanto Fabinho tentava barrar, pediu em outra

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Garcia tentou manobrar para defender interesses de Mauro Mendes, mas foi vencido por jovem parlamentar. FOTO - Montagem MINUTO MT com Ednilson Aguiar/OLivre

O senador em exercício, Fábio Garcia (União), levou uma verdadeira invertida do deputado federal, Emanuelzinho (MDB), em uma ação que se desenrolou nos bastidores da Câmara Federal, nesta semana.

Emanuelzinho deixou ‘vazar’ que participaria da Comissão Externa de Obras Inacabadas do Congresso Nacional para pedir uma visitado grupo nas obras do VLT.

Ao saber disso, Garcia foi para a reunião, com o objetivo de evitar tal aprovação. Fabinho criticou o VLT e exaltou a decisão do governador Mauro Mendes (União) em implementar o BRT.

Acontece que na mesma hora ocorria a reunião da Comissão de Transporte e Viação da Câmara, que, sob articulação de Emanuelzinho, estava apreciando a visita da Comissão da Câmara Federal nas obras do VLT.

Ao ser anunciado por Emanuelzinho que a Comissão da Câmara Federal tinha aprovado o requerimento da visita e que, portanto, desistiria de apresentar o mesmo requerimento na Comissão de Obras Inacabadas, o senador se desarmou.

Claramente abatido, deixou a Comissão. Nessa disputa entre o filho do prefeito Emanuel e o pupilo do governador Mauro Mendes (União), o primeiro levou a melhor, o que certamente irritou Mendes, que se esforça ao máximo para enterrar de vez a pauta VLT e não ter que explicar o motivo de ter decidido enterrar um investimento de R$ 1,2 bilhão, com majoritária parte da obra já executada.

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A visita deve aumentar ainda mais o nível de irritação do governador, que recentemente viu o Tribunal de Contas da União – TCU, a pedido de Emanuel Pinheiro (MDB), suspender as obras do BRT.

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