CUIABÁ

ACUSOU DE PARTIDÁRIO

Deputado quer o Senado Federal enquadrando o membro da Alta Corte

Outro ponto questionado pelo parlamentar foi o discurso de Barroso no encerramento de sua gestão à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Publicados

POLÍTICA

Parlamentar mostra irritação com falas e ações do ministro, a quem acusa de ser parcial

O deputado federal José Medeiros (PODE) apresentou ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, nesta quarta-feira (2), o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.

No pedido, o parlamentar argumenta que o ministro faz uso indevido do cargo ao tomar publicamente partido de grupos políticos em detrimento a outros, age de forma parcial, participa e estimula eventos acerca de deposição de integrantes de poderes, desestabiliza as instituições democráticas estimulando o discurso de ódio, menospreza o presidente da República e seus apoiadores, não respeita a independência entre os poderes constituídos, entre outros.

“Diferentemente dos integrantes dos demais poderes, os membros do Poder Judiciário não prestam contas diretas à sociedade, mas apenas em sua salutar lógica jurídica argumentativa devem ser imparciais, apartidários, inertes (ou seja, sem iniciativa para inquirir algo quando não demandados), não deveriam julgar causas de amigos ou desafetos”, diz  trecho do documento assinado por Medeiros.

O parlamentar também citou no documento a participação do ministro Barroso em um evento nos Estados Unidos intitulado “Ditching a President” (algo como “Livrando-se de um presidente”, em tradução livre). A participação do ministro foi alvo de críticas de alguns senadores. Outro ponto questionado pelo parlamentar foi o discurso de Barroso no encerramento de sua gestão à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde fez ataques ao presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores.

Leia Também:  Beijo gay em apresentação artística cria polêmica no interior de MT

“Pode-se notar a intenção difamatória e de cunho político-eleitoral em afirmar que o tradicional desfile das forças armadas é atentado à democracia”, frisa Medeiros, que é vice-líder do Governo Federal na Câmara dos Deputados.

Diante do pedido, o presidente do Senado, que tem o poder legal, vai analisar se abre ou não o processo de afastamento do ministro do STF.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

Publicados

em

O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

Leia Também:  Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

Leia Também:  Segundo Cattani, bolsonaristas raiz são "fiéis às suas esposas"

“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA