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Mesmo com apelo a Lula, Tigresa é vetada também pelo PT nacional

Articulação que envolveria as deputadas federais, Rosa Neide e Gleisi Hoffmann, esta última presidente nacional do PT, teria barrado Ester

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POLÍTICA

Tigresa virou notícia nacional com a possibilidade de concorrer a deputada estadual. Votos de protesto poderiam lhe trazer a vitória. - CHICO FERREIRA/GD

O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) manteve a decisão da Comissão Executiva Estadual da sigla e confirmou a suspensão da filiação da atriz de vídeos eróticos, Ester Caroline Henrique Bonometo Pessato, conhecida como Tigresa Vip, e assim impede a possibilidade da jovem concorrer a deputada estadual, em 2022, como já havia sido previamente anunciado. Ela chegou apelar a Lula, a quem disse amar, para intervir e resolver seu caso.

A comunicação foi feita em um ofício datado de segunda-feira (16), assinado pela secretária Nacional de Organização da legenda, Sônia Braga.  De acordo com o documento, a decisão foi tomada durante uma votação feita pela Câmara de Recursos do PT, através do aplicativo Whatsapp, na última sexta-feira (13). A jovem travava uma batalha jurídica com a sigla, a qual chegou a se filiar em Mato Grosso, mas que suspendeu posteriormente sua entrada.

“Vimos pelo presente comunicar que a Câmara de Recursos, em 13/05/2022, através de votação no grupo específico de whatsapp, deliberou sobre o recurso contra a decisão da Comissão Executiva Estadual que suspendeu a filiação de Ester Caroline e que por 6 votos favoráveis e 2 contrários, portanto, de forma terminativa, decidiu negar provimento ao Recurso, referendando a decisão da Comissão Executiva Estadual que decidiu suspender a filiação de Ester Caroline Henrique Bonometo Pessatto”, diz o ofício da direção nacional do partido..

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Ester “Tigresa” virou manchete com a possibilidade de concorrer no pleito que se avizinha, mas dias depois teve a filiação suspensa pelo presidente do PT em Mato Grosso, Valdir Barranco. Um polêmico áudio que vazou da atual deputada federal, Rosa Neide (PT), expôs uma articulação que envolvia Rosa e a presidente nacional do partido, a também deputada federal, Gleisi Hoffmann (PT), para evitar que o “partido virasse chacota”. Rosa exigia agilidade na ação administrativa “antes que fosse tarde demais”. Tigresa chegou a vir a público e pedir ajuda a Lula.

O advogado Paulo Lemos, que faz a defesa da atriz, afirmou que a postura do partido é “inquisitiva e cruel”, destacando ainda que o marido de Ester é filiado ao PT, possui o mesmo trabalho que sua esposa e nunca sofreu qualquer penalidade ou advertência por conta disso, classificando a decisão como um possível receio de pré-candidatos ao potencial eleitoral da jovem. Ele afirmou que entrará na Justiça para garantir a filiação de Tigresa.

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POLÍTICA

Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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