CUIABÁ

PESQUISA SEGMENTA

Mesmo com Bolsonaro, Wellington não deslancha e vê Neri crescer

Ao todo, 1040 mato-grossenses foram questionados, entre 29 de abril e 2 de maio. A amostragem obedeceu a proporcionalidade das regiões

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POLÍTICA

A diferença entre o dois seria de pouco mais de 4 pontos percentuais, praticamente um empate técnico. FOTO - Chico Ferreira/GD

Amostragem realizada recentemente pela Segmenta Pesquisas aponta um cenário bem disputado entre o atual senador, Wellington Fagundes (PL), que disputa a reeleição, e o atual deputado federal, Neri Geller (PP). Os percentuais de Fagundes são bem parecidos com o que já registrava ano passado, demonstrando que o anúncio público recente de Bolsonaro em seu favor não lhe agregou números.

Já Neri, de acordo com a pesquisa, tem conseguido transformar o apoio político recebido na pré-candidatura em aceitação diante do eleitorado. Segundo números da Segmenta Pesquisas, o progressista aparece com 21,4% das intenções de voto, 4,4 pontos percentuais atrás de Wellington, que manteve um percentual de 25,8% que ele já possui há tempos.

A pesquisa estimulada, quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados, ainda apontou o presidente da Aprosoja Brasil, Antonio Galvan (PTB), em terceiro, com 3,2% das intenções. Os eleitores que declararam não votar em nenhum dos três chega a 4,1%; e 45,5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Ao todo, 1040 mato-grossenses foram questionados, por telefone, entre os dias 29 de abril e 2 de maio, nas regiões norte (32% dos entrevistados), centro-sul (33%), sudeste (16%), sudoeste (10%) e nordeste (9%). A pesquisa foi lavrada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), sob o registro MT-08213/2022.

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O resultado é comemorado pelo grupo político de Neri. O arco de alianças já conta com PP, PSD e MDB, além de alguns líderes do PSB, União e PSDB. Do ponto de vista de apoio individual declarado, um dos mais destacados é o do ex-governador, ex-ministro e ex-senador, Blairo Maggi (PP), que nos últimos dias garantiu que será ativo na campanha do aliado.

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POLÍTICA

Mauro ignora apelo ribeirinho e veta projeto de proteção ao Rio Cuiabá

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário

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Mendes tem filho no ramo de PCHs, algo que defende abertamente em detrimento ao interesse protecionista

O governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou integralmente, nesta semana, o projeto de lei que proibia a construção de usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Cuiabá.

A medida foi aprovada em maio pela Assembleia Legislativa. A decisão de Mendes circulou em edição extra do Diário Oficial nesta terça-feira (5).

Na sua justificativa, Mendes disse que o dispositivo é inconstitucional por interferir em assunto cuja tratativa é de competência da União.

“Interfere na competência privativa da União para legislar sobre águas, violação ao art.22, IV da CF, bem como na competência material para explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão aproveitamento energético dos cursos de água; instituir sistema nacional de gerenciamento de recurso hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”, disse na publicação.

De autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), o projeto colocava em discussão a viabilidade ambiental do projeto apresentado pela Maturati Participações e que visa a construção de PCHs na região.

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário. Se derrubado, a expectativa é que Governo, mais uma vez, judicialize um tema que perdeu no parlamento, como tem feito em outras matérias.

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Entusiasta de PCHs

O governador já tinha sinalizado que seria contra o projeto de Wilson Santos, que atende apelo de ribeirinhos, sobretudo por ser um entusiasta das PCHs. Segundo já declarou Mendes, “represar água não mata rio”.

O olhar de Mauro sobre o assunto, contudo, pode ser conotação mais pessoal do que de gestão ambiental, já que seu filho, o fenômeno dos negócios, Luis Antônio Taveira Mendes, de apenas 24 anos, tem como um dos seus negócios o de PCHs, inclusive articula, junto com o genro do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, a liberação de um licenciamento ambiental, por parte do Governo do Estado, para tocar o empreendimento de R$ 100 milhões.

 

 

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