CUIABÁ

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Neri volta a negar chance de recuo e garante:

Pré-candidato do PP foi citado pela imprensa da capital, que indicou um esvaziamento do seu projeto após Mauro e Fagundes avançarem

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Chance de disputar o cargo de deputado estadual, diferente do divulgado, não passa pela cabeça de Neri.

O pré-candidato a senador, Neri Geller (PP), descartou completamente qualquer chance de não concorrer ao Alto Parlamento, em 2022, em rápido contato com o MINUTO MT, na noite desta quinta-feira (23).

O atual deputado federal, que é o nome escolhido pela elite do AGRO, simbolizada na figura de Blairo Maggi (PP), seu principal pilar na campanha, mostrou ainda não ter desistido de fechar chapa com Mauro Mendes (UB).

Parte da mídia da capital, cravou que o governador de Mato Grosso já teria dado o sinal verde para uma composição com o atual senador, Wellington Fagundes (PL).

A confirmação teria esvaziado o “Projeto Neri Senador” e, em virtude do PP não ter formado chapa para a Câmara Federal, um site divulgou que Geller já teria decidido até disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT.

Ao que parece, todavia, a notícia foi apenas um “balão de ensaio”, mas capaz de preocupar alguns pré-candidatos progressistas ao parlamento estadual, que não querem a concorrência interna do ex-ministro da Agricultura.

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Sobre a divulgação da informação, em site renomado no estado, Neri indicou que não se abala e que seus adversários podem, tranquilamente, seguir tentando desqualificá-lo, já que enquanto isso segue conquistando importantes terrenos eleitorais.

“Podem “plantar” (informação) o que quiserem, vou ser senador”, resumiu, esbanjando otimismo, mas ainda cauteloso sobre a possibilidade de compor com um outro candidato ao Palácio Paiaguás que não Mendes.

“Vamos esperar”, finalizou o pré-candidato ao Senado.

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POLÍTICA

CPI aponta improbidade e pede afastamento de secretária filha de prefeito

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa e agora segue para encaminhamento do MPE

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Viviane Orlato, filha do prefeito Nelson Orlato, de Pedra Preta, é acusada por quatro servidores de diversos abusos contra os trabalhadores.

O relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, instaurada na Câmara Municipal de Pedra Preta, concluiu que são procedentes as denúncias que apontam assédio moral, por parte da secretária de saúde da cidade de Pedra Preta (240 KM de Cuiabá), Viviane Santana Orlato, filha do prefeito local, Nelson Orlato (PSB), contra servidores municipais.

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa. Instalada no início de fevereiro, a CPI teve como base o relato de quatro testemunhas que reforçaram  diversas ações, por parte da secretária, que extrapolaram qualquer limite do razoável dentro do relacionamento hierárquico.

Os denunciantes, que não são especificamente do mesmo posto de trabalho, registraram ainda um boletim de ocorrência onde citam diversas condutas de Viviane atentando contra sua lá dignidades psíquicas e, por reiterada vezes, expondo os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. No relatório da CPI, cita-se o artigo 140 do Código Penal, relacionando a filha do gestor municipal ao crime de injúria.

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Segundo o relator da CPI, o vereador João Marco Amorim (DC), a conclusão do inquérito parlamentar será encaminhado ao Ministério Público Estadual – MPE com a recomendação pelo afastamento imediato da chefe da pasta de saúde. “A comissão não tem o poder de afastar a secretária, por isso enviamos relatório ao Ministério Público e se a promotora tiver o mesmo entendimento que nós aí é competência do MP tomar a decisão”, ressaltou o parlamentar, que cumpriu a palavra de não deixar qualquer tipo de interferência política externa interferir nas oitivas e no trabalho de investigação legislativa.

O possível atentado de Viviane contra a saúde mental dos envolvidos, antes mesmo do relatório da CPI, também já foi materializado ao MPE. São citadas perseguições evidenciadas em remanejamentos administrativos de cargos, ligações fora de hora de trabalho, cobranças excessivas e feitas de maneira descontrolada, dentre outros exemplos.

Segundo o apurado pelo MINUTO MT, em meio às vítimas existem, pelo menos, dois casos de pessoas que precisaram de ajuda psiquiátrica e que tiveram de adotar tratamento medicamentoso contra ansiedade e síndrome do pânico, depois de episódios repetidos e traumáticos no ambiente de trabalho, envolvendo a secretária. Em um caso mais grave, uma servidora teria tentado suicídio.

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Lei do Stalking

Criminalmente falando, caso as denúncias contra a secretária sejam confirmadas, ela poderá sofrer os efeitos punitivos da recente Lei 14.132, aprovada em 2021, conhecida como Lei do Stalking, que prevê como pena reclusão de seis meses até dois anos, além de multa.

O texto tipificou como crime no Código Penal o ato de “Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”.

Espaço aberto

A Administração Municipal de Pedra Preta, seja por meio de Viviane, do pai, Nelson Orlato, ou do corpo jurídico, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. O espaço segue aberto.

Filha do prefeito seria a razão de crises de síndrome do pânico e até de tentativa de suicídio entre os trabalhadores da área da saúde, a qual comanda

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