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PARCERIA | Governo e bancada federal viabilizam 42 patrulhas para a agricultura familiar

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O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) recebeu nesta sexta-feira (14.08), a entrega técnica dos 42 tratores agrícolas adquiridos da Empresa Suprema Comércio de Máquinas Ltda.

42 patrulhas para atuar diretamente na agricultura familiar

Em síntese, o maquinário foi licitado em dezembro do ano passado e integra as 42 patrulhas agrícolas que serão entregues aos municípios para o fortalecimento da agricultura familiar.

O investimento conta com recursos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) no valor de R$ 4.895.383,10, e contrapartida do Governo do Estado de R$ 2.791.304,10, totalizando R$ 7.686.687,50 em investimentos.

Cada patrulha é composta por um trator agrícola 4×4 com potência de 110 CV (Marca CASE), uma carreta basculante com capacidade para seis toneladas e uma grade aradora com 18 discos de 28 polegadas.

Em resumo, o maquinário, destinado para uso exclusivo da agricultura familiar, faz parte do Programa ‘MT Produtivo Patrulhas Agrícolas’ e permanecerá estacionado no pátio do 10º Batalhão da Polícia Militar, localizado no Ginásio Aecim Tocantins, até o final do período eleitoral, que terá início neste sábado (15.08).

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Entre as condutas vedadas à Administração Pública durante o período eleitoral, está a distribuição ou transferência de bens e recursos públicos, com exceção nos casos de calamidade pública, estado de emergência ou aqueles destinados à execução de programas sociais.

O compromisso de Mauro Mendes com a agricultura familiar

“Temos trabalhado de maneira incansável para atender a todos os mato-grossenses, mas temos olhado de maneira muito especial, de forma mais sensível para aqueles que precisam de maior apoio do Estado para avançar. Estamos atentos aos nossos agricultores familiares e temos plena consciência de que a mecanização agrícola se tornou um dos principais aliados do agricultor na otimização dos resultados no campo”, definiu o governador Mauro Mendes.

Silvano Amaral, secretário da SEAF, destacou como uma importante conquista para a agricultura familiar.

“Quero agradecer a nossa bancada federal em nome de todas as famílias que serão beneficiadas com a entrega dos equipamentos. E dizer que sem o apoio de uma bancada forte e sem a sensibilidade de um grande líder, como é o governador Mauro Mendes, certamente não estaríamos hoje comemorando mais essa grande conquista da agricultura familiar de Mato Grosso”,

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Entre as vantagens da mecanização do campo está o aumento significativo da produtividade, a facilidade no manejo da lavoura, o preparo adequado do solo para culturas específicas, e a economia de tempo em operações simples do dia a dia. Por outro lado, a mecanização também é determinante na garantia de competitividade aos produtos da agricultura familiar. As patrulhas agrícolas serão destinadas para uso exclusivo da agricultura familiar e promoção das cadeias produtivas desenvolvidas no interior do Estado.

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Pesquisadores alertam para perdas de até 100% das plumas de algodão por ataque de Aphelenchoides

Nematoide que acomete a parte aérea da planta, ainda com poucos resultados de estudos, também é o vilão causador da Síndrome da haste verde e retenção foliar na soja, e apresenta maior perigo com incidência elevada de chuvas

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Estragos do fitonematoide em lavouras de algodão podem causar perdas, em alguns casos ,de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Não é só o produtor de soja que deve se preocupar com o ataque de Aphelenchoides besseyi, nematoide que se alimenta de fungos presentes no solo e restos culturais e que parasita a parte aérea da planta. Na soja, causa a Síndrome da haste verde e retenção foliar (“Soja Louca II”), que leva a mais de 60% de abortamento das inflorescênciasMas ele não fica restrito à oleaginosa, os pesquisadores – a nematologista Rosangela Silva, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica, têm visto a campo grandes estragos do fitonematoide em lavouras de algodão, com perda em alguns casos de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Um fator muito importante para quantificar o nível de infestação e multiplicação desse nematoide é o regime de chuvas. Se desde o início do plantio da cultura houve muita precipitação e com constância até o florescimento, segundo Santino, observam-se situações em que as perdas vão de 80 até 100% da produção de frutos. “O produtor não vai colher nada nessa área que foi atacada. É uma preocupação que se deve ter com a soja, mas também com o algodão”, destaca. Um dos agravantes apontados por ele são as regiões sob pivô, pois ainda que a chuva cesse é possível criar condições favoráveis “por conta da umidade oferecida pela irrigação”.

Situação em Mato Grosso

Referência em produção de algodão, Mato Grosso plantou na safra 2021/22, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma área de cerca de 1,18 milhão de hectares. No Estado, o início da semeadura acontece de dezembro a fevereiro e a colheita a partir de junho, momento que possivelmente as lavouras implantadas mais cedo já estão sendo colhidas. “É a partir daí que o produtor vai verificar as perdas, visualizando até a presença de plantas que continuam vegetando quando deveriam começar a senescência. Ainda que ele possa utilizar o dessecante químico, essas plantas podem continuar vegetando”, pontua o pesquisador da Agronema.

Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica

Esse ano, os meses de janeiro, fevereiro e março foram chuvosos, mas dentro da média prevista, com o acumulado mensal na casa de 200 milímetros. No entanto, em abril, a quantidade de chuva caiu significativamente, ficando abaixo de 80 milímetros. “Essa redução influencia na presença dos sintomas de Aphelenchoides porque deixa de oferecer condição ideal para o desenvolvimento do patógeno”, conta Santino. Ainda assim, não se pode descuidar, já que ano após ano, de acordo com as condições climáticas, há maior ou menor incidência do problema.

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Identificação recente

A Síndrome da haste verde da soja é relativamente nova. Seu agente causal foi identificado há quase uma década e, somente em 2017, a presença da doença foi observada no algodão, especificamente no município de Sapezal-MT. “Já sabemos que em áreas onde há o patógeno sem o manejo de plantas daninhas, o problema tende a ser mais agravado porque boa parte delas, principalmente as leguminosas e dicotiledôneas, multiplicam mais esse nematoide, permitindo que esteja não só presente no campo, mas em maior quantidade”, explica Rosangela.

Santino diz que o plantio direto traz uma série de melhorias para o solo e produção, mas, por outro lado, também oferece condições de manutenção desse fitonematoide, por causa da umidade e da palhada, que permitem a multiplicação de fungos. Estes, por sua vez, alimentam Aphelenchoides besseyi na entressafra. A introdução desse nematoide nas áreas em que ainda não há a sua presença também pode acontecer por meio do plantio de sementes forrageiras, especialmente a braquiária, “que não foi devidamente processada, que tenha restos de torrões e sem tratamento nematicida”.

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A recomendação de ambos os pesquisadores é evitar, sempre que possível, a sequência de plantio de algodão em áreas que estavam com soja com histórico da Síndrome da haste verde. Também orientam para que, em plantações com grande infestação, adote-se o revolvimento do solo. A prática, mesmo ainda sem dados técnicos científicos de comprovação, é observada com bons resultados aliados à utilização de nematicidas em tratamento de sementes e/ou aplicação de algum produto foliar.

“Estamos em um momento inicial das pesquisas. Há vários testes com produtos químicos e biológicos sendo conduzidos. Ainda não temos uma posição técnica que ofereça um manejo com a certeza de um nível de controle satisfatório. A Fundação MT está com experimentos em andamento e esperamos em breve ter resultados. Por isso, fica o alerta para a máxima atenção às lavouras, seja de soja ou algodão”, completa a pesquisadora Rosangela.

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte à classe agrícola na missão de dar vida aos resultados através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, um centro de pesquisa local e outros seis Centros de Pesquisa Avançada (CAD) distribuídos pelo Estado nas cidades de Sorriso, Nova Mutum, Sapezal, Itiquira, Primavera do Leste e Serra da Petrovina. Saiba mais em www.fundacaomt.com.br.

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