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Pátio quer garantia de liderar PSB e Max dá recado: “através do voto”

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O prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (SD), que tem uma pesquisa debaixo do braço lhe dizendo que em sua cidade é mais relevante politicamente que Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL), decidiu deixar o ego tomar conta e fez uma exigência: só vai ao PSB se for para comandar o partido em todo o estado.

A “trucada” de Pátio, contudo, não agregou nem uma batida a mais no ritmo cardíaco do atual líder da legenda, o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, Max Russi (PSB), que mandou recado: “é através da convenção, através do voto (dos filiados) que vai se definir”, decretou.

Max confirmou que tem conversado sim com o prefeito de Rondonópolis sobre sua vinda para a sigla socialista brasileira. Apesar de Pátio estar se achando o “Neymar” da política mato-grossense, Russi ainda foi cavalheiro ao dizer, de maneira elegante, que é pequena a possibilidade de Pátio se tornar presidente do partido, caso migre.

“É através da convenção, através do voto que vai se definir. Acho muito difícil alguém chegar no partido nesse momento para ser presidente, ou outro cargo, até porque tem um prazo de filiação e esse prazo não dá tempo para o Congresso no próximo mês”, ilustrou.

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Apesar da polêmica lançada, o líder atual da ALMT faz um discurso de que a chegada de Pátio agregaria sim aos projetos partidários. “A vinda dele para o PSB é muito boa, espero que ele defina pelo PSB. Ele já fez uma conversa comigo, demonstrou interesse, tem alguns candidatos a deputados federais, estadual, e se ele vir para o PSB vai somar muito”, afirmou Russi..

Ainda segundo Max, o PSB realizará um Congresso Estadual em fevereiro, em que será eleita a nova executiva estadual, com presidente, vice e toda a composição, para os próximos três anos. O parlamentar ainda afirmou que é uma “tendência natural” que ele se candidate à presidência do partido mais uma vez, mas que dependerá do apoio dos filiados.

Lulismo

Uma das questões principais que movimentam a ida de Pátio ao PSB, no entanto, é em relação à eleição para a presidência da República. O prefeito criou, no início de dezembro de 2021, um “Comitê Pró-Lula”, em Cuiabá, para apoiar a candidatura do ex-presidente em 2022.

Apostando na vitória de Lula e em ter, em troca, o eventual apoio presidencial em futuros projetos majoritários no estado, o prefeito de Rondonópolis tem se apresentado na imprensa como o “grande articulador” do que chamou de “virada” contra o bolsonarismo e a direita, que tradicionalmente vence em Mato Grosso.

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A fala de Pátio é um tanto quanto próxima da guinada ideológica que o PSB vem tendo, nacionalmente falando. A sigla recebeu, por exemplo, extremistas como o deputado federal, Marcelo Freixo, e o governador do Maranhão, Flávio Dino, que chegaram do PSOL e PCdoB, respectivamente, e tem se tornado uma espécie de “novo PT”.

Russi, por sua vez, nunca demonstrou o mesmo apreço pelo pré-candidato petista e o projeto de retorno da turma do 13 ao poder. Max, aliás, é contra a proposta de federação com o PT a nível nacional. Diante do cenário, Pátio tem tentado costurar a partir de Brasília para derrubar de cima pra baixo o atual presidente, em movimento parecido com o que fez o deputado federal, Dr. Leonardo (SD), para tirá-lo do comando do Solidariedade.

Ao que parece, Pátio aprendeu a lição, já que líderes nacionais do partido liderado por Paulinho da Força afirmaram publicamente que cansaram de sequer conseguir falar com o prefeito de Rondonópolis pelo telefone.

 

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Apressado, trio já se engalfinha por comando da ALMT em 2023

A ironia é que a própria Janaína é a atual vice-presidente reeleita da Casa e entende que seu nome no comando seria alternar o poder. 

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Janaína e Botelho já trocam farpas públicas, enquanto Russi adota o silêncio.. FOTO - Ednilson Aguiar/OLivre

A confiança na reeleição no pleito eleitoral de outubro é tão grande, que os atuais deputados estaduais, Max Russi (PSB), Eduardo Botelho (UB) e Janaína Riva (MDB) já travam uma batalha pesada nos bastidores visando o comando da próxima mesa diretora, a partir de janeiro de 2023.

A tensão atrás das cortinas, aliás, é tanta, que a Janaína externou, recentemente, a queda de braço e alfinetou o atual presidente, Eduardo Botelho, que recentemente retornou ao cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, isto porque já está em seu terceiro biênio como comandante da mesa diretora.

Em entrevista à Rádio Metrópole FM, Janaína foi dura ao dizer que a Assembleia “não tem dono” e que o seu comando precisa ser democrático. “Nós temos que acabar com esse coronelismo na Assembleia. Se Botelho e Max estão achando que vão ficar se perpetuando no poder, estão muito enganados. Porque eu não vou aceitar e os deputados não vão”, afirmou.

No seguimento da entrevista, a deputada foi pega na contradição, em virtude do pai, José Riva, ter ficado 20 anos no comando do parlamento e assumiu que o pai foi um dos “donos da ALMT”, teve que fazer uma crítica indireta familiar, mas reiterou que esse tipo de coisa acabou.

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“Meu pai foi dono da Assembleia como outros foram. […] E hoje nós temos uma legislação, que poderia até ter o nome de ‘Lei Riva’, que proíbe a troca de cargos entre primeiro-secretário e presidente. Essa legislação é extremamente importante para Assembleia parar de ter dono”, citou, referindo-se a manobra que era executada no passado pelo pai, que mantinha sempre o mesmo grupo no poder.

A emedebista mostrou estar obcecada pela gestão e disse que não aceitará que deputados tentem derrubar a legislação para se favorecer, ameaçando levar o povo pra dentro do plenário para fazer pressão nos colegas. Ela adiantou que fará oposição à Mesa Diretora, caso a intenção seja o seguimento dos mesmos.

A ironia é que a própria Janaína é a atual vice-presidente reeleita da Casa de Leis e entende que seu nome no comando seria alternar o poder.

Botelho reage

Como não poderia deixar de ser, Botelho reforçou que quem instituiu o modelo atual de comando do legislativo foi José Riva. “Quem criou isso dentro da Assembleia foi o pai dela. O Riva foi quem transformou a eleição de presidente, quem criou a reeleição. Agora é fácil [ela] falar, já usufruiu de tudo”, afirmou o atual presidente, em entrevista à TV Cidade Verde.

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Em outro momento, o deputado cutucou novamente Janaína e disse que “acabou o negócio de acertinho”, reforçando que cada deputado decide a própria vida, criticando a preocupação antecipada da deputada, já que não se sabe sequer quem serão os 24 a estar no parlamento em 2022.

 

 

 

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