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PIB de Mato Grosso cresceu 11,2% em 2017

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A economia de Mato Grosso apresentou um crescimento de 11,2% no ano de 2017, enquanto o desempenho estimado da economia nacional registrou 1,0% pelo Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. Os resultados apurados estão no informe técnico PIB Trimestral do Estado de Mato Grosso – 4° trimestre de 2017 –, divulgado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan-MT), nesta quinta-feira (17.05).

Na comparação do quarto trimestre de 2017 com o mesmo período do ano anterior, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 1,2%, enquanto a atividade econômica nacional registrou aumento de 2,1%. Entre os setores que contribuíram para o comportamento da economia local no período estão a agropecuária (-7,9%), a indústria (6,7%) e serviços (3,7%).

Ao calcular o PIB Trimestral, Mato Grosso passa a ser o nono estado, além da própria União, que apresenta resultados mais imediatos da evolução da estrutura produtiva. O indicador antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo IBGE, responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

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Entre os estados, novamente Mato Grosso apresentou a maior alta do PIB no acumulado de 2017 ao alcançar 11,2%.

Resultado por setores

Apesar da queda observada no setor agropecuário, influenciada pela produção de bovinos e aves, a atividade registrou um crescimento acumulado de 47,0% em relação ao ano anterior, impulsionado pela produção agrícola, em especial de soja; pela recuperação da produção de milho e boa participação do algodão no cenário nacional.

Já o resultado do desempenho do setor da indústria adveio da indústria de transformação, em particular da indústria de alimentos que processa a produção agrícola regional. Dentro deste setor a construção civil não obteve êxito no ano de 2017, sendo este o terceiro ano consecutivo de queda de desempenho.

A série trimestral de serviços fecha o quarto trimestre de 2017 alicerçado no desempenho do comércio e dos serviços de transporte, inerentes à escoação da produção agropecuária. Após dois anos de resultados negativos o setor encerra 2017 no positivo.

Crescimento: PIB x Receitas Arrecadadas

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Enquanto o PIB de Mato Grosso cresceu 11,20% em 2017, a receita total cresceu apenas 5,20% e o ICMS 7,3% no mesmo período, ao passo que a despesa corrente apresentou um aumento de 11,40% e a despesa de pessoal 12,90%. Os dados constam no relatório do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado de Mato Grosso (Fiplan).

De acordo com o secretário de Estado de Planejamento, Guilherme Müller, no ano passado se repetiu um cenário que já ocorreu outrora. “Em 2017 se repete o que acontece todos os anos, o PIB cresce sempre acima das receitas, significando que a economia é mais forte do que a capacidade de arrecadar, apesar do crescimento das receitas em Mato Grosso serem maiores do que em outros estados”, salientou.

Entre os setores que contribuíram para o comportamento da economia local no período estão a agropecuária (-7,9%), a indústria (6,7%) e serviços (3,7%).

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TCE aponta superfaturamento de prefeitos de MT na pandemia

De acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra de cada um dos kits de testes COVID. As unidades foram compradas por R$ 1,3 mil

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O Consórcio alvo do TCE é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou superfaturamento no preço pago por testes de Covid-19 pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos (Cisva).

Conforme o TCE, a irregularidade ocorreu na compra de testes em 2020, em período agudo da pandemia. O julgamento da tomada de contas ocorreu nos últimos dias.

Ninguém do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos se pronunciou, até o momento. A tomada de contas ordinária foi instaurada pelo TCE para apurar irregularidades no certame emergencial.

Segundo o Tribunal de Contas, o consórcio intermunicipal comprou cerca de 70 kits de testes com a dispensa de licitação. O valor pago por esses kits foi de 91 mil reais. Ainda de acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra e cada um desses kits saiu por R$ 1,3 mil, enquanto que o estado, já tinha contrato firmado para entrega de itens parecidos, no valor de R$ 98,50.

Ao analisar o processo, o conselheiro-relator Antônio Joaquim ponderou que, embora a compra tenha sido superfaturada, os agentes públicos envolvidos estão isentos do dano ao erário, uma vez que foi constatada conduta dolosa por parte das empresas beneficiadas, mas estendeu a eles a responsabilização pelo dano, por entender que houve erro grosseiro na aquisição dos testes.

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Assim, Antônio Joaquim julgou regulares as contas prestadas pelo presidente e demais servidores e irregulares as contas prestadas pelas empresas.

Suspensão da compra

O TCE havia suspendido a compra dos kits emergenciais devido aos indícios de sobrepreço, em junho 2020. O Consórcio é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

Durante a compra somente Juara possuía casos de pacientes com Covid-19, o que, segundo o TCE, não justifica a forma como foi procedida a aquisição dos testes.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos, presidido pelo prefeito de Porto dos Gaúchos (MT), Moacir Pinheiro Piovezan, afirmou que o valor pago no momento da compra estava de acordo com o valor de mercado e que se levou em consideração a ‘Lei da Oferta e Procura’.

O advogado do CISVA, Rony de Abreu Munhoz, disse, na época, que a comparação de preços realizada pelo TCE-MT foi com base em produtos distintos. Segundo ele, os produtos adquiridos pelo consórcio possuíam qualidade superior aos adquiridos pelo estado, que foram citados na ação.

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