CUIABÁ

NOME AO PAIAGUÁS

Presidente do PT diz que Lula não admitir não ter candidato em MT

Barranco relatou que esta candidatura deve ser acertada até esta sexta-feira (24) entre os dirigentes da Federação PT, PV e PCdoB

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POLÍTICA

Líder estadual do partido não revela, mas a preferida para concorrer ao Paiaguás é a ex-reitora da UFMT, Maria Lúcia

O presidente regional do PT, deputado estadual Valdir Barranco (PT), afirmou, nesta quarta-feira (22), que o ex-presidente Lula está decidido a ter uma candidatura para concorrer ao Governo do Estado contra Mauro Mendes (União Brasil).

A Federação (PCdoB, PV e PT)  já bateu o martelo em relação à ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Neder como candidata. Anteriormente ela disputava com o professor da Unemat, Domingos Sávio Garcia.

“Ele [Lula] quer isso. Mesmo [Mendes] sendo candidato único e com muito dinheiro, ele não admite que não tenha candidato”, afirmou.

“Bem adiantado para que o nome seja da Maria Lúcia, inclusive o professor Domingos, em um ato de responsabilidade e compromisso com o projeto, já declarou que se o nome dela for escolhido, ele estará recuando para apoiá-la”, acrescentou.

Ainda conforme apurou a reportagem, a indefinição gira em torno das pré-candidaturas ao Senado. A preferida é a primeira-dama de Cuiabá Márcia Pinheiro (PV), que concorre com a professora Enelinda (PT). A federação chegou a se reunir ontem, mas ainda não definiu um nome.

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Barranco relatou que esta candidatura deve ser acertada até esta sexta-feira (24) entre os dirigentes da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) em Mato Grosso. A partir disso, o deputado afirma que Lula deve convocar uma reunião com todos para traçar metas e planejar sua vinda para Mato Grosso.

“Definindo, creio que até sexta, ele já vai convocar todos para uma reunião onde traçaremos algumas metas com a sua participação, inclusive com a vinda dele, que só está aguardando isso para vir para Mato Grosso”, disse.

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POLÍTICA

Pátio e Mauro se revoltam com ações de socorro econômico de Bolsonaro

Elevação do Auxílio-Brasil para R$ 600, voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros e outras medidas irritaram governador e prefeito

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O prefeito é defensor declarado do retorno de Lula ao comando do país, já o governador diz ser bolsonarista, mas não tem economizado em críticas ao atual presidente. FOTO - Antônio Carmelo

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Rondonópolis, Zé Carlos do Pátio (PSB), cada dia mais próximos e trocando “carícias verbais” na imprensa, detonaram o Congresso Nacional e o Governo de Jair Bolsonaro (PL) pela aprovação da PEC 01/2022, que abriu, nesta semana, R$ 40 bilhões de créditos no orçamento da União para conceder aumento ao programa Auxílio Brasil e outros benefícios sociais.

Para o governador, não passa de “mais uma medida eleitoreira”, em virtude de ter sido aprovada a apenas três meses das eleições. “É muito ruim você ver o governo federal, nas vésperas de eleição, não só o Executivo, mas todo o Congresso, pensando apenas num jeito de ganhar um ‘votinho’. Isso é muito ruim, isso quebra a sociedade brasileira, isso quebra o nosso país, quebra o nosso estado. Ou você faz um trabalho sério, honesto, verdadeiro, ou a gente vai pro buraco”, afirmou Mauro, em entrevista nesta sexta-feira (1º), causando estranheza, sobretudo após o próprio Bolsonaro surgir publicamente para dizer que caminhará lado a lado ao gestor estadual nas eleições 2022.

Entre as medidas aprovadas, dentro de um pacote de “socorro econômico”, para minimizar sobretudo  efeitos da pandemia, está previsto reajuste de R$ 400 para R$ 600 do Auxílio Brasil (ex-Bolsa Família), aumento de R$ 53 para R$ 120 do vale-gás, criação do auxílio-caminhoneiro de R$ 1 mil e criação de um auxílio para taxistas, com custo de R$ 2 bilhões.

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Para Mauro, que não costuma colocar a população mais carente como pauta de suas ações, o momento é o pior possível, pois o Governo Federal está sem capacidade para investimentos e, ainda assim, amplia a assistência social. “Eu sempre critiquei e vou continuar criticando medidas eleitoreiras, medidas de cunho eleitoral sem planejamento, sem lastro na capacidade real, sem lastro numa política pública de médio e longo prazo. O governo federal hoje não consegue fazer nada de investimento”, atacou o governador.

Mauro, na verdade, está em uma espécie de “guerra fria” com Bolsonaro desde que o presidente conseguiu aprovar no mesmo Congresso Nacional, nos últimos dias, um teto máximo de 17% ao ICMS, imposto estadual que representa próximo de 90% da sua arrecadação. Mendes terá que reduzir em 6%, por exemplo, a incidência tributária sobre a gasolina e, ao todo, perderá mais de R$ 1 bilhão de recursos que recolheria do bolso do cidadão.

Mendes até foi orientado a segurar os ataques a Bolsonaro em virtude do ano eleitoral, todavia, o governador se sente absoluto e diante da inércia da oposição em lançar um nome competitivo não vê mais necessidade de ter o apoio do presidente para garantir sua reeleição e decidiu “chutar o balde” e vem chamando de “manobra” todas as recentes atitudes do mandatário nacional.

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“Se tivesse feito esse planejamento lá atrás, em 2021, aprovado pra esse ano, eu não estaria fazendo essa fala. Agora, de última hora, 3 meses antes da eleição, é achar que o povo é bobo também, né. O povo não é bobo. Hoje em dia o cidadão eleitor está muito esperto (…) O que salva esse país é um trabalho sério, honesto e competente. Fora disso, é papagaiada, é medida eleitoreira”, esbravejou o governador.

Já o prefeito Zé do Pátio (PSB), que comanda a maior cidade do interior de Mato Grosso, também tratou de criticar. O que chamou atenção, contudo, é que Pátio, defensor assíduo de Lula (PT), principal ameaça ao projeto de reeleição de Bolsonaro, teve muito mais cuidado de criticar do que o próprio Mendes, que se diz aliado bolsonarista.

“Não posso aqui deixar de colocar uma dúvida no ar, com esses projetos de emenda constitucional que estão acontecendo em Brasília. Que na minha opinião está comprometendo a receita dos municípios e pode comprometer sim os interesses da sociedade mato-grossense neste momento. Nós não podemos fazer demagogia por dinheiro com a receita dos municípios. E isso está acontecendo (…) Estamos vendo algumas atitudes em Brasília que têm que ser questionadas”, sinalizou Pátio, sem utilizar palavras mais fortes, feito o governador.

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