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Produção de carne em Mato Grosso é discutida com parlamentares europeus

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O governador Pedro Taques recebeu, nesta quinta-feira (05.04), membros do Parlamento Europeu para discutir o modelo produtivo da carne em Mato Grosso. Secretários de Estado e entidades ligadas à pecuária também participaram do encontro, realizado no Palácio Paiaguás, em Cuiabá.

“Passamos a manhã toda discutindo com nossos técnicos e com os parlamentares europeus para que eles pudessem tirar todas as dúvidas a respeito da nossa produção”, explicou o governador.

O Estado é responsável por 25% de todas as fazendas do Brasil habilitadas a exportar carne para a União Europeia, segundo o diretor executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, que ressaltou que a discussão é válida, pois o tema trata de sanidade animal e de consumo humano.

“Ficamos satisfeitos com a visita para conhecer o modelo produtivo de Mato Grosso, a maneira como fazemos o controle sanitário e como é compartilhada a responsabilidade entre o Governo do Estado, Governo Federal e produtores. Isso dá tranquilidade e transparência para todos”, afirma Vacari.

No encontro, o Parlamento Europeu aproveitou para tirar dúvidas a respeito da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado.

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“A operação Carne Fraca tratou de corrupção no sistema de inspeção. Não foi um problema de qualidade do produto. Dos 11 mil agentes federais do Ministério da Agricultura, apenas 30 foram investigados e somente cinco foram afastados. Dos cinco mil estabelecimentos comerciais com inspeção federal do Brasil, apenas 20 foram investigados e apenas três interditados. Nenhum destes agentes e nenhuma destas indústrias são de Mato Grosso, o que mostra nosso comprometimento com a qualidade e com a produção sustentável no Estado”, explicou o diretor à comitiva.

A presidente do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Daniela Soares, explicou que, do total de 105 mil propriedades rurais de Mato Grosso, apenas 455 estão habilitadas á exportação para a União Europeia.

“Temos hoje, dentro dessas 455 propriedades, mais de cinco milhões de cabeças. Ontem a comitiva teve a oportunidade de conhecer dois desses locais, duas das maiores que exportam para a União Europeia. Lá, conseguiram verificar toda a qualidade, tanto do rebanho, quanto sanitária, e os controles feitos pelo produtor rural e pelo serviço oficial. Saíram de lá satisfeitos com o que viram, porque realmente o Estado está cumprindo a legislação na prática.”

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Outro destaque da reunião, foi a Estratégia PCI – Produzir, Conservar e Incluir, lançado pelo Governo do Estado na Convenção do Clima (COP 21), em Paris, com o objetivo de fortalecer a produção agrícula e a presevanção ambiental no Estado.

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Números e cenário ameaçam diretamente reeleição de Bezerra

Com redutos consolidados, mas também com uma rejeição considerável, que empaca seu crescimento, o político de 80 anos terá de se reinventar

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Veterano tem, pelo menos, duas figuras relevantes na sua chapa vivendo momentos melhores que o seu. FOTO - Lislaine Anjos / RepórterMT

O veterano líder partidário, Carlos Bezerra (MDB), terá de tirar um “coelho da cartola” para seguir na representação de Mato Grosso na Câmara Federal. Números recentes do instituto Percent não foram animadores para o veterano.

A amostragem apontou o jovem Emanuelzinho (MDB), filho do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), com boas condições de ser o mais votado da chapa a federal da sigla. Ele surgiu com 6,1%.

Em segunda colocação entre os nomes da chapa, surgiu Juarez Costa, ex-prefeito de Sinop e também atual deputado federal, que marcou ameaçadores 3,2% na pesquisa.

Bezerra, que tentará o quinto mandato consecutivo, veio quase um ponto percentual abaixo, com 2,3%. Com redutos consolidados no estado, mas também com uma rejeição considerável, que empaca seu crescimento, o político de 80 anos terá de se reinventar.

Havia até a expectativa de que Bezerra pudesse “se beneficiar” de uma provável candidatura da ex-prefeita de Sinop, Rosana Martinelli, ao cargo de deputada ederal, pelo PL, o que enfraqueceria Juarez.

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Contudo, Martinelli recuou do projeto e pode acabar echando chapa com Fagundes, que busca reeleição ao Senado Federal. Internamente, apesar de todo o respeito que se prega, o MDB já admite que Emanuelzinho e Juarez são os favoritos da chapa.

A chance da sigla, ou qualquer outra, eleger três nomes dos oito possíveis para a Câmara Federal, neste pleito, em Mato Grosso, é praticamente descartada. Além de Bezerra, ainda surge com chances o atual suplente, Valtenir Pereira (MDB).

Os partidos terão de alcançar a soma aproximada dos 190 mil votos para garantir uma vaga direta e em torno de 150 mil na chamada sobra. A expectativa é que cinco ou, no máximo, seis partidos elejam representantes.

 

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