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Produção Industrial de Mato Grosso cai 12,3% diz IBGE

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Conforme o levantamento do IBGE, quando comparada a produção industrial de março deste ano, com março de 2018, a queda em Mato Grosso foi de -12,3%. A produção industrial de Mato Grosso (MT), teve forte recuo em março, tanto na comparação mensal quanto na anual. As taxas negativas estão entre as maiores do país apuradas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Diretoria de Pesquisa e coordenação Industrial.

Quando analisamos os resultados por setor, a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) regional, divulgada na última quarta-feira (08), destaca que em Mato Grosso o setor florestal sofreu a maior queda,  -16%, seguido pelo setor alimentício com baixa de -14%.

O superintendente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Mauro Santos falou com o MINUTOMT e destacou dois  fatores que mais contribuíram com a queda na indústria florestal, as alterações na legislação tributária e as mudanças climáticas, principalmente o excesso de chuvas.

Já no setor alimentício, segundo Mauro, as baixas ocorreram devido a forte baixa na atividade econômica do país, o consumidor está comprando menos, a indústria diminui o ritmo e usa seus estoques para suprir as poucas demandas do comércio.

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Avaliando o cenário no médio e longo prazo, o superintende da FIEMT pondera que essas baixas estão relacionadas as incertezas em que o país está passando e deixa claro a necessidade urgente das reformas, tanto a da previdência no âmbito federal e a reforma tributária e os ajustes das contas públicas , tanto no estado quanto no país.

OS NÚMEROS

Do segundo para o terceiro mês de 2019, conforme o IBGE, as quedas mais intensas foram no Pará (-11,3%) e na Bahia (-10,1%). Região Nordeste (-7,5%), Mato Grosso (-6,6%), Pernambuco (-6,0%), Minas Gerais (-2,2%) e Ceará (-1,7%) também tiveram quedas mais acentuadas do que a média nacional (-1,3%), enquanto São Paulo (-1,3%) e Amazonas (-0,5%) completaram o conjunto de locais com índices negativos.

Por outro lado, Espírito Santo (3,6%), Rio de Janeiro (2,9%) e Goiás (2,3%) tiveram as maiores altas. As demais taxas positivas foram no Paraná (1,5%), Santa Catarina (1,2%) e Rio Grande do Sul (1,0%).

AS PERSPECTIVAS

Quando questionado sobre a necessidade de mudança na economia Estadual, onde atualmente MT é um grande exportador de commodities e que poderia reverter essa situação, diminuindo essa exportação e passando a utilizar parte dessa produção na indústria local como já começa a acontecer com o milho, através da implantação de novas indústrias de etanol no estado.

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Mauro citou um exemplo prático “Uma tonelada de milho exportada rende para a economia do estado um valor médio de R$ 366,00. A mesma tonelada utilizada para produzir etanol agrega R$ 1. 061,00 na economia, um incremento de 290%.

E importante destacar que na produção do etanol de milho temos ainda a geração de subprodutos como DDG (grão de destilaria seco) e o WWG (grão de destilaria úmido), consumidos na alimentação de bovinos, suínos e aves, também produz o farelo, o óleo e material gerador de energia.

Para concluir, o superintendente da FIEMT faz uma avaliação macroeconômica da atual situação da indústria de Mato Grosso, “Fica muito claro a necessidade de mudanças na matriz industrial,  precisamos implantar novas indústrias como as produtoras de etanol do milho, para aumentar o consumo interno das nossas commodities para agregar maior valor a nossa economia regional”.

 

Fonte: Da Redação com Cláudia Santos

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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