CUIABÁ

SOBROU PRO FÁVARO

Promissórias de senador são achadas com ex-secretário preso por tráfico

Em meio aos itens apreendidos na residência de Borgato, constam duas intimações de cobrança de notas promissórias, em nome de Fávaro (PSD)

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POLÍTICA

Borgato foi preso no mês passado, durante a Operação Descobrimento, da Polícia Federal, acusado de participar de um esquema de envio de drogas para e Europa.

A Polícia Federal apreendeu diversos documentos, dinheiro e diamantes em duas casas do ex-secretário do Governo Mauro Mendes, Nilton Borgato (Secitec), que foi preso no mês passado, durante a Operação Descobrimento, da Polícia Federal, deflagrada para desarticular um esquema de tráfico de drogas para a Europa.

O termo de apreensão com a descrição dos itens apreendidos relaciona, entre outros, duas intimações de cobrança de notas promissórias, do 4º Serviço Notarial de Cuiabá, em nome do senador, Carlos Fávaro (PSD), que é presidente Regional do partido que Borgato é filiado e que pretendia se candidatar nas eleições deste ano.

A descoberta também detalha a existência de três folhas contendo tabelas com diversos nomes, intituladas “Lista pagamento da gráfica, “Lista dos candidatos do PSD”, e “Lista dos candidatos PP”. A Polícia Federal ainda apreendeu dezenas de diamantes, R$ 29 mil, carro e dólares no imóvel.

O documento mostra que na casa do ex-secretário no Residencial Harmonia, em Cuiabá, foram encontrados – e apreendidos – embaixo da cama doze sacos transparentes contendo diamantes e R$ 29,3 mil. No quarto do ex-secretário ainda foram recolhidos US$ 4 mil.

O ex-secretário foi preso acusado de integrar uma quadrilha que fazia tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Além de Borgato, também foi preso o lobista Rowles Magalhães, que já foi apontado como autor de fraude, propina e lavagem de dinheiro na licitação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, que iniciou a obra em 2014, já consumiu mais de R$ 1 bilhão e nunca foi entregue. Outra enquadrada pela operação foi a doleira Nelma Kodama, primeira delatora da Lava Jato, que chegou a ser condenada naquela operação.

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Depósito

Foram apreendidos ainda três comprovantes de depósito do Banco Bradesco com as inscrições apagadas, sendo que o primeiro aparece como favorecido “Auto Comércio de Veículos” no valor de R$ 43,7 mil; o segundo como favorecido Auto Comércio de Veículos no valor de R$ 50, e o terceiro para Ricardo Agostinho, um dos sócio de Rowles, e alvo da operação, no valor de R$ 52 mil.

Há ainda um comprovante de depósito do Banco Bradesco tendo como favorecida a empresa Flapper Tecnologia S.A. no valor de R$ 146,5 mil. Um carro da marca Honda Civic Tourung CVT, ano 2000, também foi levado pelos agentes da PF.

Borgato entregou aos policiais dois celulares Samsung Galaxy, sendo um modelo S22 Ultra e S21 Ultra. Conforme a Polícia Federal, as pedras preciosas e o montante em dinheiro foram encaminhados a uma agência da Caixa Econômica Federal para serem acautelados.

Já em outra casa do ex-secretário, em Glória D’Oeste, cidade em que ele já foi prefeito, foram apreendidos um celular samsung, sem modelo informado, um contrato de compra e venda de imóvel e um veículo Honda Civic EXL, na cor branca.

Veja fac-símile do documento:

Operação descobrimento

A investigação começou em fevereiro de 2021, no dia em que a PF da Bahia encontrou mais de meia tonelada de cocaína num jatinho executivo de luxo, que pertence a uma empresa portuguesa de táxi aéreo — a Omni.

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O jato tinha saído de Cascais, em Portugal, duas semanas antes da apreensão. Pousou em Salvador e, no dia seguinte, foi levado para o Aeroporto de Jundiaí, no interior de São Paulo — segundo as investigações, ali o avião foi carregado de cocaína.

Ao todo, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, São Paulo, Mato Grosso, Rondônia e Pernambuco. Apenas para Mato Grosso, foram expedidas cinco ordens judiciais.

Em Portugal, com o acompanhamento de policiais federais, a polícia local cumpriu três mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva nas cidades do Porto e Braga.

Nome forte de Mauro

Desde que a prisão de Borgato veio à tona, o governador, Mauro Mendes (UB), tem se desdobrado para tentar se desvincular do desgaste de ter tido um possível traficante internacional de drogas de 2019 até o último mês de março em uma pasta estratégica do seu governo, gerenciando recursos públicos.

Até o momento, de fato, não foi encontrada nenhuma ilicitude que atrele as possíveis atividades criminosas de Borgato, alvos da operação, com suas ações dentro da gestão estadual. Apagar a passagem do ex-secretário por quase que a totalidade do governo é tarefa impossível, por parte do governador.

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POLÍTICA

CPI aponta improbidade e pede afastamento de secretária filha de prefeito

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa e agora segue para encaminhamento do MPE

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Viviane Orlato, filha do prefeito Nelson Orlato, de Pedra Preta, é acusada por quatro servidores de diversos abusos contra os trabalhadores.

O relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, instaurada na Câmara Municipal de Pedra Preta, concluiu que são procedentes as denúncias que apontam assédio moral, por parte da secretária de saúde da cidade de Pedra Preta (240 KM de Cuiabá), Viviane Santana Orlato, filha do prefeito local, Nelson Orlato (PSB), contra servidores municipais.

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa. Instalada no início de fevereiro, a CPI teve como base o relato de quatro testemunhas que reforçaram  diversas ações, por parte da secretária, que extrapolaram qualquer limite do razoável dentro do relacionamento hierárquico.

Os denunciantes, que não são especificamente do mesmo posto de trabalho, registraram ainda um boletim de ocorrência onde citam diversas condutas de Viviane atentando contra sua lá dignidades psíquicas e, por reiterada vezes, expondo os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. No relatório da CPI, cita-se o artigo 140 do Código Penal, relacionando a filha do gestor municipal ao crime de injúria.

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Segundo o relator da CPI, o vereador João Marco Amorim (DC), a conclusão do inquérito parlamentar será encaminhado ao Ministério Público Estadual – MPE com a recomendação pelo afastamento imediato da chefe da pasta de saúde. “A comissão não tem o poder de afastar a secretária, por isso enviamos relatório ao Ministério Público e se a promotora tiver o mesmo entendimento que nós aí é competência do MP tomar a decisão”, ressaltou o parlamentar, que cumpriu a palavra de não deixar qualquer tipo de interferência política externa interferir nas oitivas e no trabalho de investigação legislativa.

O possível atentado de Viviane contra a saúde mental dos envolvidos, antes mesmo do relatório da CPI, também já foi materializado ao MPE. São citadas perseguições evidenciadas em remanejamentos administrativos de cargos, ligações fora de hora de trabalho, cobranças excessivas e feitas de maneira descontrolada, dentre outros exemplos.

Segundo o apurado pelo MINUTO MT, em meio às vítimas existem, pelo menos, dois casos de pessoas que precisaram de ajuda psiquiátrica e que tiveram de adotar tratamento medicamentoso contra ansiedade e síndrome do pânico, depois de episódios repetidos e traumáticos no ambiente de trabalho, envolvendo a secretária. Em um caso mais grave, uma servidora teria tentado suicídio.

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Lei do Stalking

Criminalmente falando, caso as denúncias contra a secretária sejam confirmadas, ela poderá sofrer os efeitos punitivos da recente Lei 14.132, aprovada em 2021, conhecida como Lei do Stalking, que prevê como pena reclusão de seis meses até dois anos, além de multa.

O texto tipificou como crime no Código Penal o ato de “Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”.

Espaço aberto

A Administração Municipal de Pedra Preta, seja por meio de Viviane, do pai, Nelson Orlato, ou do corpo jurídico, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. O espaço segue aberto.

Filha do prefeito seria a razão de crises de síndrome do pânico e até de tentativa de suicídio entre os trabalhadores da área da saúde, a qual comanda

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