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PT não gosta de repercussão e exclui "Tigresa" do partido em MT

Ela havia sido lançada pela sigla como uma das possíveis concorrentes pela legenda com foco na Assembleia Legislativa, no pleito de outubro

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POLÍTICA

Jovem moça já se sentia dentro do partido e da corrida eleitoral, projetando sua vida pós-eleição

Uma nota assinada pelo deputado estadual Valdir Barranco, presidente estadual do PT em Mato Grosso, apontou a suspensão da filiação e a consequente exclusão de Ester Caroline Henrique Bonometo Pessato, conhecida como “Tigresa Vip” da lista de pré-candidatos da sigla para as eleições deste ano.

Conhecida pelo seu trabalho como atriz de vídeos eróticos, ela havia sido lançada pela sigla como uma das possíveis concorrentes pela legenda para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa no pleito de outubro e, nos últimos dias, chegou a sinalizar nas redes sociais que não pararia com seus vídeos, mesmo sendo eleita.

De acordo com a nota, enviada para o diretório municipal do PT de Alta Floresta, onde Tigresa reside, a suspensão da filiação da atriz se deu após o partido deliberar, em âmbito estadual, a entrada dela na sigla. Foram nove votos contrários à Ester, um favorável e duas abstenções. Após o resultado, ela foi removida imediatamente da lista de filiados.

A definição quanto ao nome de Tigresa e outros pré-candidatos para a Assembleia e Câmara dos Deputados, havia sido feita durante encontro realizado na quinta-feira (14) da última semana, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MT), no bairro Areão, em Cuiabá. Ela, inclusive, era apontada como uma das possíveis candidatas que poderia surpreender pela quantidade de votos, em outubro.

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A repercussão causada no estado e até fora dele com a filiação da jovem não foi assimilado bem por Barranco e companhia limitada. O único que apareceu publicamente para fazer uma defesa indireta à moça foi o atual deputado estadual, Lúdio Cabral (PT). Além dele, ninguém mais abraçou a causa e a impressão era de que a sigla não iria pagar o preço.

A trajetória de Tigresa enquanto “pessoa pública” é marcada por polêmicas, preconceitos e críticas, que vieram à tona em 2015, quando ela ainda era uma adolescente com 17 anos e passou a gravar vídeos pornôs que eram exibidos por ela sem qualquer constrangimento. A jovem era casada com um homem mais velho que também participava das cenas, tanto participando das relações sexuais como filmando a garota transando com outros homens.

Desde então, a jovem continua gravando suas aventuras sexuais com diversos parceiros, nos mais diferentes e inusitados lugares. Os vídeos são divulgados em plataformas de vídeos na internet e largamente compartilhados em aplicativos como WhasApp. Ela tem vídeos gravados em diversos locais públicos, incluindo rodovias, matagal e locais fechados como casas e quartos de motéis que a mostram mantendo relações sexuais ou se masturbando.

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A jovem já havia se manifestado publicamente dizendo ser uma apoiadora de Lula, provável nome petista na disputa pela Presidência da República.

Leia a íntegra da nota que suspendeu a filiação de Tigresa:

Caríssimo companheiro, Simplício, Presidente do Diretório Municipal do PT de Alta Floresta

Após notificação da direção estadual no último dia 18 de abril, via ofício, assinado pela Secretária Nacional de Organização do PT, companheira Sonia Braga, a Comissão Executiva Estadual pautou a suspensão da filiação da Sra. Ester Caroline Henrique Bonometo Pessato e por 9 (nove) votos favoráveis pela suspensão da filiação, 1(um) voto contrário e 2(duas) abstenções, a mesma teve sua filiação SUSPENSA dos quadros do Partido dos Trabalhadores, sendo imediatamente removida da lista de filiados. Informo-lhe também, que quando consultado, o presidente do Diretório Municipal de Barão de Melgaço, onde a mesma se filiou, companheiro Rogério, nos informou só ter tomado conhecimento da filiação da Sra. Ester, pela imprensa.

A Direção Estadual do PT segue no firme propósito de construir militâncias com compromisso e responsabilidade.

Cuiabá/MT, 20 de abril de 2022

Deputado Valdir Barranco

Presidente do Diretório Estadual do PT de Mato Grosso.

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POLÍTICA

TCE aponta superfaturamento de prefeitos de MT na pandemia

De acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra de cada um dos kits de testes COVID. As unidades foram compradas por R$ 1,3 mil

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O Consórcio alvo do TCE é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou superfaturamento no preço pago por testes de Covid-19 pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos (Cisva).

Conforme o TCE, a irregularidade ocorreu na compra de testes em 2020, em período agudo da pandemia. O julgamento da tomada de contas ocorreu nos últimos dias.

Ninguém do Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos se pronunciou, até o momento. A tomada de contas ordinária foi instaurada pelo TCE para apurar irregularidades no certame emergencial.

Segundo o Tribunal de Contas, o consórcio intermunicipal comprou cerca de 70 kits de testes com a dispensa de licitação. O valor pago por esses kits foi de 91 mil reais. Ainda de acordo com o TCE, houve superfaturamento na compra e cada um desses kits saiu por R$ 1,3 mil, enquanto que o estado, já tinha contrato firmado para entrega de itens parecidos, no valor de R$ 98,50.

Ao analisar o processo, o conselheiro-relator Antônio Joaquim ponderou que, embora a compra tenha sido superfaturada, os agentes públicos envolvidos estão isentos do dano ao erário, uma vez que foi constatada conduta dolosa por parte das empresas beneficiadas, mas estendeu a eles a responsabilização pelo dano, por entender que houve erro grosseiro na aquisição dos testes.

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Assim, Antônio Joaquim julgou regulares as contas prestadas pelo presidente e demais servidores e irregulares as contas prestadas pelas empresas.

Suspensão da compra

O TCE havia suspendido a compra dos kits emergenciais devido aos indícios de sobrepreço, em junho 2020. O Consórcio é formado pelos municípios de Juara, Tabaporã, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte.

Durante a compra somente Juara possuía casos de pacientes com Covid-19, o que, segundo o TCE, não justifica a forma como foi procedida a aquisição dos testes.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Arinos, presidido pelo prefeito de Porto dos Gaúchos (MT), Moacir Pinheiro Piovezan, afirmou que o valor pago no momento da compra estava de acordo com o valor de mercado e que se levou em consideração a ‘Lei da Oferta e Procura’.

O advogado do CISVA, Rony de Abreu Munhoz, disse, na época, que a comparação de preços realizada pelo TCE-MT foi com base em produtos distintos. Segundo ele, os produtos adquiridos pelo consórcio possuíam qualidade superior aos adquiridos pelo estado, que foram citados na ação.

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