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PTB confirma Galvan na disputa e aposta em rejeição de Neri e Wellington

Histórico de relacionamento estreito dos dois principais adversários de Galvan com o PT deve ser explorado pelo PTB

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POLÍTICA

Galvan aposta na convergência de defesa das bandeirantes defendidas pelo presidente para surpreender

O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) realizou, no fim de semana, seu encontro estadual para lançar as pré-candidaturas do partido a deputado estadual, federal e senador. O produtor rural e líder no seu segmento, Antônio Galvan, confirmou projeto consolidado ao Senado e o partido não descarta nem mesmo lançar nome ao Governo do Estado.

Contudo, a grande aposta do PTB estadual e até da nacional da sigla, no estado, é mesmo o nome de  Galvan, que é apontado como o aquele que deve disputar o Senado mais alinhado com a verdadeira direita mato-grossense, ressaltando as pautas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Galvan tem total apoio do partido. Tenho convicção que a pré-candidatura do PTB de senador vai ser responsável pelo processo de transformação da representatividade de Mato Grosso no Senado, uma vez que se for eleito Galvan vai defender as pautas conservadoras e fazer os enfrentamos com coragem”, afirma o presidente nacional do PTB, Kassyo Ramos.

Galvan, que é líder do Movimento Brasil Verde e Amarelo e presidente afastado da Aprosoja Brasil, aposta que o voto bolsonarista não vai se atrelar ao  atual senador e pré-candidato à reeleição, Wellington Fagundes (PL), embora ele seja do mesmo partido que o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL). Fagundes tem histórico de apoiar muito próximo as eleições, reeleições e todos os governos de Lula e Dilma Rousseff (PT).

Outro provável adversário de Galvan, o ex-ministro da Agricultura e Pecuária do Governo de Dilma e atual deputado federal, Neri Geller (PP), que já foi preso pela Polícia Federal, exatamente por seu período na gestão petista, também é entendido como possuidor de um perfil, embora com forte apelo no agronegócio, que não encarna confiança nas bases ideológicas mais sólidas, que são formadoras de opinião e influenciadoras dos votos bolsonaristas no estado.

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“Temos um time forte e conectado com as bases. Nossa lealdade com o presidente Bolsonaro, nosso compromisso com as pautas conservadoras, com Deus, família, pátria e liberdade fazem do PTB um partido conectado com a população”, frisa Galvan.

Líder conservador, Galvan reforça o apoio do PTB à reeleição de Bolsonaro e aposta na vitória do presidente ainda no primeiro turno das eleições. Para ele, a população não vai votar pelo retorno da corrupção e o atraso político que representa o PT.

“O presidente Bolsonaro tem apoio popular e trabalho prestado. Além disso, é um presidente que combate a corrupção, defende Deus, pátria, família e liberdade. A população sabe que o governo do PT saqueou o nosso país e agora quer voltar ao poder para continuar roubando e enganando os brasileiros. Tenho convicção da vitória do presidente Bolsonaro”, destaca o pré-candidato.

Proporcionais 

Nas proporcionais, tanto para deputado estadual como para federal, a aposta do partido foi ousada. Comandado por Victório Galli (PTB) – que tenta apagar a derrota de 2018, quando era líder do PSL, então partido de Bolsonaro, e não conseguiu se eleger deputado federal em Mato Grosso – o PTB fechou as portas para os chamados “medalhões”. Não há ninguém buscando a reeleição para deputado estadual, por exemplo, na chapa montada.

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Já para deputado federal, a estratégia definida de não dar espaço para alguém com mandato era a mesma, mas acabou abrindo uma exceção com a filiação, nos últimos momentos da janela partidária, do atual deputado estadual, Ulysses Moraes (PTB), que chegou condicionado a buscar a Câmara Federal por Mato Grosso. Nos últimos dias, contudo, o jovem, que é crítico voraz do Governo Mauro Mendes, postou mensagem enigmática em suas redes sociais de que estaria sendo, novamente, perseguido, criando uma interrogação em seus apoiadores.

A grande dúvida dos analistas de plantão é se as chapas do partido, embora com os bons nomes que possui, vai conseguir ter fôlego para atingir o quociente eleitoral ou se posicionar, no mínimo, para abocanhar uma sobra. Para a Assembleia Legislativa, um dos grandes destaques é o empresário, Cláudio Ferreira, o Paisagista (PTB), destaque na disputa da Prefeitura de Rondonópolis, em 2020, com quase 17.500 votos, em sua primeira investida nas urnas.

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POLÍTICA

Mauro ignora apelo ribeirinho e veta projeto de proteção ao Rio Cuiabá

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário

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Mendes tem filho no ramo de PCHs, algo que defende abertamente em detrimento ao interesse protecionista

O governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou integralmente, nesta semana, o projeto de lei que proibia a construção de usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Cuiabá.

A medida foi aprovada em maio pela Assembleia Legislativa. A decisão de Mendes circulou em edição extra do Diário Oficial nesta terça-feira (5).

Na sua justificativa, Mendes disse que o dispositivo é inconstitucional por interferir em assunto cuja tratativa é de competência da União.

“Interfere na competência privativa da União para legislar sobre águas, violação ao art.22, IV da CF, bem como na competência material para explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão aproveitamento energético dos cursos de água; instituir sistema nacional de gerenciamento de recurso hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”, disse na publicação.

De autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), o projeto colocava em discussão a viabilidade ambiental do projeto apresentado pela Maturati Participações e que visa a construção de PCHs na região.

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário. Se derrubado, a expectativa é que Governo, mais uma vez, judicialize um tema que perdeu no parlamento, como tem feito em outras matérias.

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Entusiasta de PCHs

O governador já tinha sinalizado que seria contra o projeto de Wilson Santos, que atende apelo de ribeirinhos, sobretudo por ser um entusiasta das PCHs. Segundo já declarou Mendes, “represar água não mata rio”.

O olhar de Mauro sobre o assunto, contudo, pode ser conotação mais pessoal do que de gestão ambiental, já que seu filho, o fenômeno dos negócios, Luis Antônio Taveira Mendes, de apenas 24 anos, tem como um dos seus negócios o de PCHs, inclusive articula, junto com o genro do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, a liberação de um licenciamento ambiental, por parte do Governo do Estado, para tocar o empreendimento de R$ 100 milhões.

 

 

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