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SEAF – MT estuda uso do lixo orgânico para geração de biometano

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) estuda a possibilidade explorar o gás metano, como opção para o aproveitamento dos resíduos orgânicos gerados em Cuiabá (MT). O projeto envolveria inicialmente a capital, com a coleta de todo resíduo produzido nas feiras livres e oriundos de outras fontes. A estimativa é recolher cerca de 600 mil quilos de resíduo orgânico no mês.

Resíduo orgânico é todo tipo de resto de alimento de origem vegetal ou animal, produzido diariamente nas residências, indústrias alimentícias, feiras, supermercados, escolas, restaurantes, entre outros. Temos como exemplos de lixo orgânico, restos de alimentos (carnes, vegetais, frutos, cascas de ovos), papel, madeira, ossos, sementes, etc.

O secretário de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), Silvano Amaral participou de uma das visitas técnicas ao projeto UD Biometano da Usina Itaipu Binacional, desenvolvido pelo Centro Internacional de Energias Renováveis-Biogás (CIBiogás).

O centro é uma instituição científica e de inovação que tem como meta, se tornar referência mundial na oferta de tecnologia para o desenvolvimento sustentável da cadeia do biogás. Na usina, o sistema opera com resíduos orgânicos gerados pelas atividades agropecuárias, agroindustriais, urbanas e industriais. Toda produção de biogás é consumida no abastecimento dos veículos que compõem a frota da Itaipu.

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De acordo com o Gestor Ambiental da Seaf, Brasílio Ferreira, que também participou da visita, o uso do lixo para geração de energia é algo que vem ganhado força no Brasil e no mundo.

A solução apresenta uma série de vantagens, passando pela diversificação da matriz energética do país, e pela diminuição dos impactos causados pela decomposição do lixo, como a emissão de gases nos aterros sanitários.

Segundo o secretário adjunto de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Ernesto Manoel Barbosa o município é parceiro do Governo do Estado e possui total interesse na implantação do projeto.

Cuiabá participará prioritariamente na coleta de todo resíduo produzido pelas feiras livres, diminuindo de maneira significativa as áreas destinadas a recepção dos materiais.

Além do quesito econômico, a geração de energia a partir do uso do lixo orgânico reduziria os acúmulos depositados nos aterros sanitários, funcionando como alternativa para municípios que ainda não se adequaram à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Aprovada em 2010, a PNRS determinava o fechamento de todos os lixões do país até 02 de agosto de 2014, e o rejeito (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado) encaminhado para aterros sanitários adequados.

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De acordo com o Projeto de Lei 2289/2015, capitais e regiões metropolitanas teriam até 31 de julho de 2018 para se adequarem; até 31 de julho de 2019, para municípios com população superior a 100 mil habitantes; até 31 de julho de 2020, para municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes e até 31 de julho de 2021, para aqueles com população inferior a 50 mil habitantes.

Fonte: Assessoria

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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