CUIABÁ

SOLUÇÃO CASEIRA

Sem Mauro e Bolsonaro, Neri e PP apostam tudo na força de Blairo

Nos bastidores, Neri tem mostrado irritação com a postura do governador e já viu naufragar a tentativa de neutralizar Bolsonaro

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POLÍTICA

Geller entende que figura do ex-governador pode lhe agregar força junto ao eleitorado

Como estratégia para tentar massificar eleitoralmente o nome do deputado federal, Neri Geller, ao Senado Federal, o PP convenceu o megaempresário e resolveu apostar tudo na figura de Blairo Maggi.

O ex-ministro, ex-governador e ex-senador, gravou propaganda partidária para a legenda. O material, que começa a ter suas inserções divulgadas na TV, enaltece claramente a figura do pré-candidato do partido ao Alto Parlamento.

Num dos filmetes, Blairo lembra de investimentos na área de infraestrutura feitos em seu Governo e dá a deixa para Neri sobre mais avanços no setor. O pré-candidato aparece para dizer que sim e menciona a chegada de mais ferrovias a MT.

Nos bastidores, Neri tem mostrado irritação com a postura do governador, Mauro Mendes (UB), que embora desconverse está muito mais inclinado a apoiar Wellington Fagundes (PL), atual senador e principal adversário de Geller.

A esperança de Geller na questão é que sabe que a principal preocupação de Mauro era o nascimento de uma candidatura bolsonarista ao Governo do Estado, que viesse a ameaçar sua reeleição.

Quando tiver a confirmação que este nome não virá, o governador trata o apoio do presidente como descartável e isso deixa Neri em uma condição de igualdade para virar o jogo em cima de Fagundes e fechar a aliança, na última hora.

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Por falar em apoios, o nome do PP ao Senado, inclusive, tentou costurar junto ao líder nacional da sigla, Ciro Nogueira, atual ministro de Jair Bolsonaro, a neutralidade do presidente – maior liderança política do eleitorado mato-grossense – no pleito.

O acordo de Bolsonaro com Valdemar Costa Neto, líder nacional do PL, que atendeu aos apelos de Wellington e colocou o apoio do presidente em Mato Grosso como inegociável, acabou falando mais alto.

Uma pesquisa recente, divulgada pelo Instituto Percent, apontou o senador Wellington Fagundes na liderança absoluta das intenções de voto, todavia, o atual dono da cadeira é o que possui a maior rejeição entre os nomes no páreo.

Sendo assim, o chamado “potencial de crescimento”, fala mais alto pra Neri e até para Antônio Galvan, do PTB e da Aprosoja, que tenta captar votos bolsonaristas e tem margem pra isso, já que muito apoiador mais ideológico do presidente não se identifica com Geller, tampouco com Fagundes, mesmo este último sendo companheiro de partido do mandatário nacional.

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O histórico “petista” de Wellington, que apoiou todas as eleições e reeleições de Lula e Dilma, poderia ser um trunfo a ser explorado por Neri, contudo, o progressista também está limitado, neste sentido, porque foi ministro da Agricultura e Pecuária de Dilma Rousseff, do PT.

Geller tenta repetir a mesma estratégia vencedora de 2020, na eleição fora de época ao Senado Federal, quando o aliado Carlos Fávaro (PSD) venceu o pleito. Ocorre que, embora o apoie, Fávaro é um obstáculo prático para Neri. Ambos são de Lucas do Rio Verde e não soa bem aos ouvidos dos maiores colégios eleitorais do estado, como o de Cuiabá e Rondonópolis, levar ao Senado Federal dois representantes da mesma cidade do médio-norte.

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POLÍTICA

CPI aponta improbidade e pede afastamento de secretária filha de prefeito

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa e agora segue para encaminhamento do MPE

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Viviane Orlato, filha do prefeito Nelson Orlato, de Pedra Preta, é acusada por quatro servidores de diversos abusos contra os trabalhadores.

O relatório de uma Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI, instaurada na Câmara Municipal de Pedra Preta, concluiu que são procedentes as denúncias que apontam assédio moral, por parte da secretária de saúde da cidade de Pedra Preta (240 KM de Cuiabá), Viviane Santana Orlato, filha do prefeito local, Nelson Orlato (PSB), contra servidores municipais.

O relatório, finalizado nos últimos dias, enquadra Viviane em improbidade administrativa. Instalada no início de fevereiro, a CPI teve como base o relato de quatro testemunhas que reforçaram  diversas ações, por parte da secretária, que extrapolaram qualquer limite do razoável dentro do relacionamento hierárquico.

Os denunciantes, que não são especificamente do mesmo posto de trabalho, registraram ainda um boletim de ocorrência onde citam diversas condutas de Viviane atentando contra sua lá dignidades psíquicas e, por reiterada vezes, expondo os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. No relatório da CPI, cita-se o artigo 140 do Código Penal, relacionando a filha do gestor municipal ao crime de injúria.

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Segundo o relator da CPI, o vereador João Marco Amorim (DC), a conclusão do inquérito parlamentar será encaminhado ao Ministério Público Estadual – MPE com a recomendação pelo afastamento imediato da chefe da pasta de saúde. “A comissão não tem o poder de afastar a secretária, por isso enviamos relatório ao Ministério Público e se a promotora tiver o mesmo entendimento que nós aí é competência do MP tomar a decisão”, ressaltou o parlamentar, que cumpriu a palavra de não deixar qualquer tipo de interferência política externa interferir nas oitivas e no trabalho de investigação legislativa.

O possível atentado de Viviane contra a saúde mental dos envolvidos, antes mesmo do relatório da CPI, também já foi materializado ao MPE. São citadas perseguições evidenciadas em remanejamentos administrativos de cargos, ligações fora de hora de trabalho, cobranças excessivas e feitas de maneira descontrolada, dentre outros exemplos.

Segundo o apurado pelo MINUTO MT, em meio às vítimas existem, pelo menos, dois casos de pessoas que precisaram de ajuda psiquiátrica e que tiveram de adotar tratamento medicamentoso contra ansiedade e síndrome do pânico, depois de episódios repetidos e traumáticos no ambiente de trabalho, envolvendo a secretária. Em um caso mais grave, uma servidora teria tentado suicídio.

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Lei do Stalking

Criminalmente falando, caso as denúncias contra a secretária sejam confirmadas, ela poderá sofrer os efeitos punitivos da recente Lei 14.132, aprovada em 2021, conhecida como Lei do Stalking, que prevê como pena reclusão de seis meses até dois anos, além de multa.

O texto tipificou como crime no Código Penal o ato de “Perseguir alguém, reiteradamente e por qualquer meio, ameaçando-lhe a integridade física ou psicológica, restringindo-lhe a capacidade de locomoção ou, de qualquer forma, invadindo ou perturbando sua esfera de liberdade ou privacidade”.

Espaço aberto

A Administração Municipal de Pedra Preta, seja por meio de Viviane, do pai, Nelson Orlato, ou do corpo jurídico, ainda não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido. O espaço segue aberto.

Filha do prefeito seria a razão de crises de síndrome do pânico e até de tentativa de suicídio entre os trabalhadores da área da saúde, a qual comanda

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