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FICOU NO VÁCUO

Sem posição, Natasha estaciona crescimento na busca pelo Senado

Médica novata na política não declarou apoio a Lula, temendo perder votos bolsonaristas. Ela também não conseguiu fechar com Mauro e se isolou

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POLÍTICA

Filha de Serys entrou para a cena eleitoral buscando repetir os passos da mãe, mas não repetiu a conduta da mesma. FOTO - RDNews

A médica, Natasha Slhessarenko (PSB), que empolgou correligionários e era tratada, até poucos dias atrás, como um possível “fenômeno” da corrida pelo Senado Federal, em 2022, no estado de Mato Grosso, perdeu fôlego antes mesmo da largada.

Os últimos movimentos políticos deixaram a novata na política, filha da ex-senadora Serys, em pleno mês de convenções partidárias, completamente isolada. Sem grupo, lideranças do PSB já pensam em composição e no aborto imediato do projeto majoritário.

A avaliação quase unânime é que Natasha “perdeu o bonde”. No momento em que teve um leve crescimento e diante de um cenário de muito desconhecimento, mas de pouca ou quase nada rejeição sobre o seu nome, a médica preferiu o “muro”.

A pré-candidata do PSB não quis declarar apoio a Lula (PT), pré-candidato a Presidência da República, mesmo com o posicionamento nacional do seu partido e de lideranças estaduais da sigla, como o prefeito de Rondonópolis, Zé do Pátio (PSB), defensor assíduo da volta do petista ao comando do país.

Natasha tinha sério receio de contrapor o público bolsonarista no estado, sobretudo por sua condição majoritária nas urnas, em 2018, e que deve manter maioria em 2022. O posicionamento da postulante ao Senado, em outros contextos, seria até inteligente, mas a polarização deste ano não vem dando espaço para quem quer pescar dos dois lados do rio, sobretudo quando se fala em Senado ou Governo do Estado.

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O “sonho” de Natasha e do líder do seu partido, o deputado estadual, Max Russi (PSB), era costurar um apoio direto do atual governador, Mauro Mendes (UB), sendo a senadora de sua chapa. A articulação, contudo, como já era mais do que esperado, não deu certo e só fez Natasha perder ponto com muita gente que rejeita o governador.

Ela chegou acompanhar Mauro em eventos, em clara bajulação, o que diminuiu o discurso de “novo” que seu projeto vinha ganhando junto ao eleitorado, sobretudo na capital. Os últimos movimentos trazem Neri Geller (PP), outro pré-candidato ao Senado Federal, e que já tinha o PSD e MDB, praticamente fechado com a Federação PT/PV e PCdoB.

Do outro lado, o atual senador e pré-candidato à reeleição, Wellington Fagundes (PL), tem garantido em seu apoio o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), e o governador, Mauro Mendes (UB). Diante dos fracassos, o voo solo de Natasha, em muitos poucos dias, saiu de grande esperança para um “obstáculo” para as pretensões do PSB, que visivelmente foca eleger nomes para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT.

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POLÍTICA

Mauro declara ter perdido R$ 4 milhões em bens como governador

Segundo os dados registrados por Mauro diretamente ao TSE, o governador declarou ter, atualmente, R$ 108.994.271 em bens. I

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Enquanto o jovem filho escala meteoricamente o mundo dos negócios, governador diz que empobreceu. FOTO - Ednilson Aguiar / O Livre

Enquanto o filho, de 24 anos, Luís Antônio Taveira Mendes, virou sócio de 36 empresas e já acumula participação em um total de mais de R$ 2,7 bilhões em capital social, tudo conquistado durante o atual mandato do pai, Mauro Mendes (União Brasil), que comanda Mato Grosso desde 2019, o próprio governador oficializou à Justiça Eleitoral, nesta sexta-feira (12), para concorrer à reeleição no próximo mês de outubro, que encolheu seu patrimônio em R$ 4 milhões desde 2018, quando também foi obrigado a informar seus bens.

Segundo os dados registrados por Mauro diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral – TSE, o governador declarou ter, atualmente, R$ 108.994.271 em bens. Isso representa uma queda de 3,9% se comparado a 2018, quando foi eleito governador pela primeira vez e oficializou ter  R$ 113.453.806,96. Com prejuízo médio de mais R$ 1 milhão por ano em cada ano de mandato, Mauro viu exatos R$ 4.459.535,78 irem embora de si, segundo o que informou.

Já Otaviano Pivetta (REPUBLICANOS), que novamente fechará chapa com Mauro como seu vice, segue sendo o mais rico entre todos os candidatos a cargo público em  Mato Grosso, com R$ 378.869.597,00. Os dois juntos somam próximo de R$ 487 milhões de bala na agulha.

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A maior parte do valor bens de Mauro são de quotas e quinhões de capital, caracterizado por investimento em empresa do próprio governador. Ao todo, R$ 105 milhões estão nesta categoria. Outro valor que soma ao montante é da residência do atual líder do Palácio Paiaguás.

O imóvel, no Condomínio Alphaville, está avaliado em R$ 2,8 milhões. O patrimônio também está divido em outras aplicações, investimentos e em bens de imóveis que não foram detalhados. Isso porque, no início deste ano, a Justiça Eleitoral restringiu a divulgação de informações sobre os bens dos candidatos.

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