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Senadores de MT não aderem a articulação por CPI do MEC

Correligionário de Bolsonaro, Fagundes afirma que já há uma investigação em curso e qualquer movimento do Senado em paralelo é eleitoreiro

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Apesar da negativa de Wellington e cia, apenas um voto faltaria para a implantação. FOTO - Geraldo Magela/Agência Senado

Ligados ao ex-presidente Lula (PT), que tenta voltar ao poder do país em 2022, um grupo de senadores está articulando a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades no Ministério da Educação (MEC), que levaram à prisão do ex-ministro Milton Ribeiro.

Até agora, o senador Alessandro Vieira (PSDB-SE), que propôs a CPI, disse ter 26 das 27 assinaturas necessárias para a implantação. Entre as 26, nenhuma é de representantes de Mato Grosso. Ao site RepórterMT, o senador Wellington Fagundes (PL) disse que qualquer criação de CPI, neste momento, tem viés político.

Correligionário do presidente, Jair Bolsonaro (PL), e muito próximo do ex0ministro preso, Fagundes alega que existem outros órgãos de controle para conduzir essas investigações e que, agora, é necessário aguardar os resultados da apuração.

Milton Ribeiro foi preso na quarta-feira (22), durante a operação “Acesso Pago”, na companhia de dois pastores. Ele foi solto na manhã desta quinta (23). De acordo com informações da Polícia Federal, o ex-ministro teria afirmado que repassava verbas para municípios indicados por pastores.

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Além disso, há denúncias de pedidos de pagamento de propina em dinheiro e ouro, em troca da liberação dos recursos.

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Bem nas pesquisas, Mauro não admite que apoio de Bolsonaro influencia

Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos.

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Governador se irritou com fala de bolsonarista que sua consolidação em pesquisas tinha relação com anúncio de apoio do presidente

Mesmo depois de um anúncio público do presidente, Jair Bolsonaro (PL), que ignorou as tantas críticas que recebeu e colocou seu prestígio a favor de Mauro Mendes (UB), que tenta reeleição, o governador não admite que a força eleitoral do mandatário nacional tenha qualquer influência nos seus bons números em pesquisas de intenção de voto.

Vaidoso, Mauro sustenta que os seus projetados mais de 60% de prováveis votos válidos, que surgiu na amostragem, e toda boa avaliação da população à sua gestão são frutos do trabalho que tem feito desde 2019 e chegou a mostrar até visivel irritação, quando questionado no fim de semana sobre isso.

A declaração do governador ocorreu devido a uma fala do deputado estadual, Gilberto Cattani (PL), que afirmou que Mendes e o senador Wellington Fagundes (PL) só estavam favoritos nas pesquisas por causa do presidente Jair Bolsonaro (PL), que adiantou apoio aos dois. Para Mauro, não teve peso.

“Nossa administração foi conhecida em cima de trabalho e de resultados, se alguém desconhece isso é porque não vive em Mato Grosso, não conhece os números do nosso estado”, afirmou.

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Na última pesquisa realizada pelo instituto PercentBrasil, Mendes venceria em primeiro turno, com 62,5% dos votos válidos. A pesquisa foi realizada entre os dias 01 e 06 de junho e foram entrevistados 812 pessoas por telefone.

O governador disse que os números são um reflexo dos investimentos feitos em Mato Grosso que, segundo ele, inclui todas as áreas do serviço público.“Se nós estamos bem nas pesquisas não é devido à A, B ou C e sim tudo aquilo que o governo fez. Somos o estado que mais investe”, disse.

Críticas a Bolsonaro

A aparente “certeza de vitória”, já materializada por um dos seus principais aliados, o ex-senador Cidinho Santos, que desdenhou e indicou que Mauro não precisaria de Bolsonaro pra se reeleger, tem dado ao governador uma postura de quase opositor ao criticar abertamente as ações de Bolsonaro, tanto para limitar o ICMS (imposto estadual), como para conceder um voucher de R$ 1.000,00 para caminhoneiros, como para elevar o Auxílio-Brasil (antigo Bolsa Família) a R$ 600,00 dentre outros benefícios.

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Sem citar diretamente Bolsonaro, Mauro criticou o Congresso Nacional por ter validado as propostas do Governo Federal e disse que entendia o pacote de socorro econômico como “medida eleitoreira”, “papagaiada” e ação de quem só está pensando em ganhar “votinho”. Para muitos bolsonaristas, a aproximação de Mauro nos primeiros meses do ano, sinalizando a aliança ao presidente, foi uma estratégia do governador para não deixar crescer um projeto robusto de oposição com apoio do presidente, o que fatalmente lhe tiraria do cargo.

 

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