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TAC deverá melhorar o Sistema para cadastramento ambiental em Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou audiência pública na última quinta-feira (13), sobre os problemas no cadastramento dos produtores rurais no Sistema Mato-Grossense de Cadastro Ambiental Rural (Simcar).

Atualmente, 60 mil propriedades aguardam a emissão do cadastro e a estimativa é que pelo menos 100 mil propriedades possuam pendências com relação à regularização por meio do sistema.

A expectativa é de que o cumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) agilize o processo de cadastramento de propriedades rurais.

Requerida pelo deputado estadual Sílvio Fávero (PSL), a audiência reuniu produtores rurais, profissionais do setor e representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), responsável pela gestão do Simcar, para discutir os problemas que envolvem o processo de regularização.

De acordo com Fávero, muitos produtores rurais são prejudicados por não conseguem comercializar a produção ou contratar financiamento.

“Temos um potencial agropecuário que vem sendo prejudicado porque o Simcar não funciona. Precisamos ouvir dos responsáveis quais os motivos e tirar as dúvidas dos produtores rurais”, afirmou o deputado Sílvio Fávero.

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A situação é exemplificada pela presidente da Associação de produtores do Assentamento Praia Rica, do município de Chapada dos Guimarães, Maria Aparecida de Andrade.

De acordo com a assentada, muitos trabalhadores rurais de seu assentamento estão impendidos de produzir porque não possuem a documentação.

“Os bancos exigem o CAR individual dos lotes para conceder o financiamento e como não temos, não conseguimos crédito para produzir”, explica Maria Aparecida Andrade.

A secretária-adjunta de Gestão Ambiental, Luciane Bertinatto, explicou que a Sema assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com anuência do Ministério Público, que está possibilitando realizar algumas mudanças para melhorar o sistema.

Entre os avanços, ela citou a contratação de 50 técnicos, a capacitação da equipe, a aquisição de equipamentos e o melhoramento do sistema.

“Sabemos que se contratássemos cem técnicos teríamos mais agilidade, mas o processo vai ganhar agilidade com a chegada desses 50 profissionais e com os investimentos que estão sendo realizados. Também haverá um trabalho para auditar os documentos enviados e evitar erros como a sobreposição de áreas. Nosso compromisso é por fazer com que as coisas aconteçam, talvez não seja na velocidade desejada, mas vamos destravar o Simcar”, afirmou Luciane Bertinatto.

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Também participaram da audiência o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Regularização Ambiental (Incra) em Mato Grosso, Carlos Eduardo Barbieri Gregório, o presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Fernando Wieczoreck.

A gestora de meio ambiente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Lucélia Avi, a gerente de meio ambiente da Associação dos Produtores de Soja e de Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

Marlene Lima, o presidente da Associação dos Engenheiros Florestais de Mato Grosso, Benedito Carlos de Almeida, o vereador de Cuiabá, Abílio Júnior, entre outros representantes da sociedade civil organizada e da população.

 

Fonte: MinutoMT com Assessoria 

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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