CUIABÁ

PERSEGUIDA

Tigresa diz que Janaína não a quer na política porque ela é "preta e pobre"

A atual deputada estadual afirmou que, a exemplo do que parece ter feito o PT, também não aceitaria a atriz no MDB, por medo de “chacota”

Publicados

POLÍTICA

A jovem segue sua luta e já apelou até para o ex-presidente Lula para conseguir efetivar sua filiação e conseguir concorrer

A atriz de filmes adultos, Ester Pessato, conhecida como Tigresa, rebateu as críticas da deputada estadual Janaína Riva (MDB), que afirmou, nos últimos dias, que também não aceitaria a filiação da atriz em seu partido. Tigresa, que recentemente foi barrada pelo PT, após se filiar e lançar uma pré-candidatura a deputada estadual, mesmo cargo atual de Janaína, afirmou que a emedebista não a quer na política por preconceito.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Tigresa diz que Riva não a aceitaria em seu partido porque ela é negra, pobre e atriz pornô. Ela sugeriu que os eleitores deveriam lembrar da parlamentar quando ela tentar a reeleição este ano. “A senhora não me aceitaria no partido porque eu sou atriz pornô, porque eu sou negra, porque eu sou pobre, vim de sem terra, defendo as trabalhadoras do sexo, as mulheres e os homens que usam seu corpo para poder se sustentar. Sustentar uma família, pagar as suas contas, essas pessoas que você não defende, eu defendo”, afirmou.

Em uma entrevista no rádio, Janaína comentou a decisão do PT, que afirma ter impedido a filiação da moça, segundo o presidente estadual, Valdir Barranco (PT), por um erro administrativo, adotando uma fala dura contra a atriz pornô.

Leia Também:  Blairo lamenta falecimento de artista plástico e jornalista Denis Maris

Riva repetiu o termo polêmica vazado em um áudio da deputada federal, Rosa Neide (PT), que disse a correligionários que estava buscando respaldo na direção nacional do partido, junto a presidente Gleisi Hoffmann (PT), “antes que fosse tarde demais” e para evitar que o partido “virasse chacota”, esta última ideia corroborada por Janaína. 

A jovem, contudo, fez questão de contrapor Janaína. “Quero pedir pra senhora, deputada, quando a senhora subir no palanque para poder pedir voto, a senhora lembra do que a senhora acabou de falar. Aí a senhora vai pedir voto, para os negros, para os pobres, para as profissionais do sexo, tá? Só lembra disso. E vocês que estão aí assistindo esse vídeo, lembra da fala da deputada quando for na sua casa pedir voto, deixar santinho na sua mesa, lembra disso”, desabafou Tigresa.

A emedebisa, nos últimos meses, tem sofrido um verdadeiro turbilhão de contradições e foi obrigação a promover uma verdadeira peregrinação ideológica para acomodar a conveniência. Ela saiu de ativista pelos direitos da mulher, dos gays e outras minorias sociais, reconhecidas pautas de esquerda, pra virar uma convicta bolsonarista e anti-Lula, acompanhando o sogro, o atual senador, Wellington Fagundes (PL), que deve buscar a reeleição com o apoio de Bolsonaro.

Veja vídeo do desabafo de Tigresa:

Leia Também:  Fávaro deixa Senado Federal para tentar eleger Neri

O Dr. Paulo Lemos, advogado de Tigresa, foi ainda mais incisivo que a cliente e lembrou o histórico de corrupção da família de Janaína, sobretudo na figura do seu pai, o ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, José Riva, condenado diversas vezes por corrupção, para dizer que este tipo de postura sim é imoral e deveria ser varrida da política.

“É muito estarrecedor constatar o machismo mais forte entre as mulheres, do que nos próprios homens. Qual seria o motivo para barrar o ingresso de Ester em qualquer partido? Ela ganha o seu pão com seu trabalho (…) Sua atividade não é proibido no país, nem na Alemanha e os países desenvolvidos do mundo. Inclusive, há um projeto de lei no Congresso Nacional, do Jean Willians, atualmente filiado ao PT, exatamente para regulamentar a profissão e garantir os mesmos direitos de qualquer trabalhador, inclusive previdenciários. Agora, quem usa o mandato em benefício próprio e de um clã, que já tirou muito pão da mesa dos trabalhadores, desviando, roubando, dinheiro público, comete crime de corrupção e financia outras candidaturas, às vezes de parentes… Esses não deveriam ter suas filiações aceitas nos partidos, não é!?”, disparou o especialista em Direito Eleitoral, Público, Administrativo e Criminalista.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

POLÍTICA

Apressado, trio já se engalfinha por comando da ALMT em 2023

A ironia é que a própria Janaína é a atual vice-presidente reeleita da Casa e entende que seu nome no comando seria alternar o poder. 

Publicados

em

Janaína e Botelho já trocam farpas públicas, enquanto Russi adota o silêncio.. FOTO - Ednilson Aguiar/OLivre

A confiança na reeleição no pleito eleitoral de outubro é tão grande, que os atuais deputados estaduais, Max Russi (PSB), Eduardo Botelho (UB) e Janaína Riva (MDB) já travam uma batalha pesada nos bastidores visando o comando da próxima mesa diretora, a partir de janeiro de 2023.

A tensão atrás das cortinas, aliás, é tanta, que a Janaína externou, recentemente, a queda de braço e alfinetou o atual presidente, Eduardo Botelho, que recentemente retornou ao cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal – STF, isto porque já está em seu terceiro biênio como comandante da mesa diretora.

Em entrevista à Rádio Metrópole FM, Janaína foi dura ao dizer que a Assembleia “não tem dono” e que o seu comando precisa ser democrático. “Nós temos que acabar com esse coronelismo na Assembleia. Se Botelho e Max estão achando que vão ficar se perpetuando no poder, estão muito enganados. Porque eu não vou aceitar e os deputados não vão”, afirmou.

No seguimento da entrevista, a deputada foi pega na contradição, em virtude do pai, José Riva, ter ficado 20 anos no comando do parlamento e assumiu que o pai foi um dos “donos da ALMT”, teve que fazer uma crítica indireta familiar, mas reiterou que esse tipo de coisa acabou.

Leia Também:  Apressado, trio já se engalfinha por comando da ALMT em 2023

“Meu pai foi dono da Assembleia como outros foram. […] E hoje nós temos uma legislação, que poderia até ter o nome de ‘Lei Riva’, que proíbe a troca de cargos entre primeiro-secretário e presidente. Essa legislação é extremamente importante para Assembleia parar de ter dono”, citou, referindo-se a manobra que era executada no passado pelo pai, que mantinha sempre o mesmo grupo no poder.

A emedebista mostrou estar obcecada pela gestão e disse que não aceitará que deputados tentem derrubar a legislação para se favorecer, ameaçando levar o povo pra dentro do plenário para fazer pressão nos colegas. Ela adiantou que fará oposição à Mesa Diretora, caso a intenção seja o seguimento dos mesmos.

A ironia é que a própria Janaína é a atual vice-presidente reeleita da Casa de Leis e entende que seu nome no comando seria alternar o poder.

Botelho reage

Como não poderia deixar de ser, Botelho reforçou que quem instituiu o modelo atual de comando do legislativo foi José Riva. “Quem criou isso dentro da Assembleia foi o pai dela. O Riva foi quem transformou a eleição de presidente, quem criou a reeleição. Agora é fácil [ela] falar, já usufruiu de tudo”, afirmou o atual presidente, em entrevista à TV Cidade Verde.

Leia Também:  Deputado federal de MT se torna réu por acusar prefeito de pedofilia

Em outro momento, o deputado cutucou novamente Janaína e disse que “acabou o negócio de acertinho”, reforçando que cada deputado decide a própria vida, criticando a preocupação antecipada da deputada, já que não se sabe sequer quem serão os 24 a estar no parlamento em 2022.

 

 

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA