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COPA DO MUNDO

Estado, TJ e Prefeitura alteram expediente por jogo da Seleção

Governo decreta ponto facultativo; Judiciário suspende o expediente e Prefeitura de Cuiabá mantém aulas pela manhã

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POLÍTICA

As alterações seguem o calendário especial adotado por diversos órgãos públicos durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo

O Governo de Mato Grosso, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e a Prefeitura de Cuiabá terão mudanças no expediente da próxima segunda-feira (29) em razão do jogo da Seleção Brasileira pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida está marcada para as 13h.

O governador Otaviano Pivetta vai decretar ponto facultativo nos órgãos da administração pública estadual. A medida acompanha a alteração do funcionamento de repartições públicas devido ao horário do confronto da Seleção.

No Poder Judiciário, o expediente estará totalmente suspenso durante o dia. Conforme ato do Tribunal de Justiça, os prazos processuais com vencimento em 29 de junho ficam automaticamente prorrogados para o primeiro dia útil seguinte, conforme prevê o artigo 224, § 1º, do Código de Processo Civil. A mesma regra será aplicada aos prazos regimentais e administrativos.

Apesar da suspensão, os serviços essenciais, as atividades urgentes e o plantão judiciário funcionarão normalmente, conforme as normas específicas de cada setor.

Já a Prefeitura de Cuiabá adotará expediente parcial. As aulas na rede municipal serão mantidas normalmente no período da manhã. O atendimento nas repartições públicas municipais será encerrado às 12h, permitindo que servidores acompanhem a partida da Seleção Brasileira.

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As alterações seguem o calendário especial adotado por diversos órgãos públicos durante os jogos do Brasil na Copa do Mundo, especialmente quando as partidas ocorrem no período da tarde.

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POLÍTICA

Mauro rebate investigação e fala em “fábrica de fake news”

Ex-governador nega favorecimento ao Banco Master, diz que credenciamento seguiu a legalidade e afirma ser alvo de adversários políticos

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O ex-governador disse não se opor às investigações, desde que sejam conduzidas de forma técnica

Um dia após vir a público a informação de que é alvo de uma investigação sigilosa no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o credenciamento do Banco Master para operar o programa Credcesta em Mato Grosso, o ex-governador Mauro Mendes (União) divulgou um vídeo nas redes sociais em que nega qualquer irregularidade, atribui o caso a uma “fábrica de fake news” e afirma ser alvo de uma articulação política para desgastar sua imagem após o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado.

Na gravação publicada na noite desta quarta-feira (25), Mauro sustenta que o credenciamento do Banco Master ocorreu dentro das normas estabelecidas pelo Estado e afirma que a instituição financeira foi apenas uma entre as 24 habilitadas para oferecer o cartão-benefício aos servidores públicos estaduais.

“O Banco Master foi apenas mais um entre esses 24 e sequer foi o primeiro a se cadastrar. Quando ele entrou, já havia outros quatro bancos autorizados a prestar esse serviço. Onde está o favorecimento?”, questionou.

A investigação, revelada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pelo Metrópoles, foi instaurada a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tramita sob sigilo no STJ. A apuração busca esclarecer se houve favorecimento ao Banco Master no credenciamento do Credcesta, programa de crédito consignado voltado aos servidores estaduais.

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Segundo Mauro, a criação da margem consignável adicional de 10% ocorreu em 2023 por iniciativa da Assembleia Legislativa e foi regulamentada dentro da legalidade. Ele também afirmou que programas semelhantes já existiam em diversos estados brasileiros.

O ex-governador disse não se opor às investigações, desde que sejam conduzidas de forma técnica.

“Se a investigação for séria, pode fazer. Não tem problema nenhum. Os atos de credenciamento foram corretos e praticados por servidores públicos de carreira, que estão lá para esclarecer qualquer dúvida.”

Além de negar irregularidades, Mauro levantou suspeitas sobre a motivação da divulgação do caso. Sem apresentar provas, afirmou ter ouvido “nos bastidores da política” que um ex-governador, também pré-candidato ao Senado e ex-integrante do Ministério Público Federal, estaria utilizando influência em Brasília para tentar provocar investigações que prejudiquem sua candidatura.

O ex-governador também voltou a citar uma operação realizada em 2014, quando era prefeito de Cuiabá. Segundo ele, a inclusão de sua residência em uma ação de busca e apreensão lhe causou prejuízos políticos, embora o procedimento tenha sido posteriormente arquivado.

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“Estão tentando aplicar o mesmo golpe novamente para me prejudicar. O comitê da maldade e das fake news está muito bem organizado em Mato Grosso e também em Brasília”, declarou.

A investigação no STJ apura o processo de credenciamento do Banco Master para operar o Credcesta em Mato Grosso. Conforme as reportagens de O Globo e Metrópoles, o procedimento analisa a rapidez do trâmite administrativo que autorizou a instituição a oferecer o serviço aos servidores estaduais, além das circunstâncias envolvendo a criação da modalidade de crédito consignado em 2023. Até o momento, não há acusação formal contra Mauro Mendes, e o procedimento permanece em fase de investigação sob sigilo.

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