CUIABÁ

OBRA INACABADA DE 2014

Trilhos abandonados do VLT são limpos por vinda de Bolsonaro

A “limpeza” dos trilhos, cicatrizes da “Copa de 2014” foi divulgada pela página de humor “Perrengue Mato Grosso”, no Instagram.

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POLÍTICA

Obra, que já custou mais de R$ 1 bilhão, é marca da corrupção e ineficiência da política estadual. FOTO - GD

A chegada do presidente Jair Bolsonaro a Cuiabá, nesta terça-feira (19), tem movimentado os entes públicos, inclusive em Várzea Grande, onde o chefe de República desembarcará por volta das 16h30.

Durante a manhã, até os trilhos do inacabado Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), na avenida da FEB, recebeu uma “limpeza especial” para a chegada do mandatário nacional

O cuidado, aliás, não é para menos. A via será um dos principais trechos onde o presidente irá trafegar na motociata junto com apoiadores e um grande aparato de segurança.

Na capital, o presidente participará da 45ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) e do Lançamento da Marcha para Jesus.

A “limpeza” dos trilhos foi divulgada pela página de humor “Perrengue Mato Grosso”, no Instagram. As “cicatrizes” da “obra da Copa de 2014” é hoje um dos principais temas que resumem a fala de visitantes sobre a capital.

Recentemente, no Big Brother Brasil 22, um dos participantes narrou o absurdo do projeto já ter consumido R$ 1 bilhão e nunca ter sido entregue.

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O humorista Thiago Ventura também foi outra a chegar em Várzea Grande e filmar o trajeto até o centro de Cuiabá incrédulo com a situação que via.

Mauro Mendes 

A decisão do atual governador, Mauro Mendes (UB), sobre o VLT conseguiu ser ainda mais inexplicável do que tudo que envolvia o projeto até o momento.

O gestor estadual decidiu quitar os R$ 560 milhões que faltavam para conclusão do convênio com a Caixa Econômica Federal – CEF, mas ai invés de ordenar a finalização da obra anunciou que vai dar fim ao que já foi feito e gastar mais R$ 480 milhões para a implantação de BRT’s (ônibus).

A situação deixou técnicos do setor de “queixo caído” diante do custo-benefício envolvido.

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Mauro ignora apelo ribeirinho e veta projeto de proteção ao Rio Cuiabá

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário

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Mendes tem filho no ramo de PCHs, algo que defende abertamente em detrimento ao interesse protecionista

O governador Mauro Mendes (União Brasil) vetou integralmente, nesta semana, o projeto de lei que proibia a construção de usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) no Rio Cuiabá.

A medida foi aprovada em maio pela Assembleia Legislativa. A decisão de Mendes circulou em edição extra do Diário Oficial nesta terça-feira (5).

Na sua justificativa, Mendes disse que o dispositivo é inconstitucional por interferir em assunto cuja tratativa é de competência da União.

“Interfere na competência privativa da União para legislar sobre águas, violação ao art.22, IV da CF, bem como na competência material para explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão aproveitamento energético dos cursos de água; instituir sistema nacional de gerenciamento de recurso hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso”, disse na publicação.

De autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD), o projeto colocava em discussão a viabilidade ambiental do projeto apresentado pela Maturati Participações e que visa a construção de PCHs na região.

Após o veto de Mendes, cabe a Assembleia Legislativa uma nova análise. O veto pode ser mantido ou derrubado em votação em plenário. Se derrubado, a expectativa é que Governo, mais uma vez, judicialize um tema que perdeu no parlamento, como tem feito em outras matérias.

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Entusiasta de PCHs

O governador já tinha sinalizado que seria contra o projeto de Wilson Santos, que atende apelo de ribeirinhos, sobretudo por ser um entusiasta das PCHs. Segundo já declarou Mendes, “represar água não mata rio”.

O olhar de Mauro sobre o assunto, contudo, pode ser conotação mais pessoal do que de gestão ambiental, já que seu filho, o fenômeno dos negócios, Luis Antônio Taveira Mendes, de apenas 24 anos, tem como um dos seus negócios o de PCHs, inclusive articula, junto com o genro do ex-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho, a liberação de um licenciamento ambiental, por parte do Governo do Estado, para tocar o empreendimento de R$ 100 milhões.

 

 

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