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Turismo | Passeio pedagógico incentiva o turismo nas propriedades rurais em MT

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Conhecer a rotina de uma propriedade rural e interagir com o dia-a-dia no campo, desenvolvendo atividades como andar pela horta, ajudar na lida com os animais e saber de onde vem uma parte do alimento que consumimos. Esta foi a experiência vivida por dez crianças de cinco e seis anos da Creche Pequeno Polegar, do município de Mirassol D’Oeste (MT).

A visita foi no assentamento Silvio Rodrigues, em propriedades rurais com potencial de desenvolver o seu lado turístico. Esse é um projeto criado pela Associação dos Pequenos Produtores da Região do Caeté (Aprocat) em parceria com a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

As crianças chegaram cedo para tomar café e conhecer os produtos artesanais produzidos nas propriedades rurais.

Em seguida, elas foram visitar o sítio dos produtores Elza Pereira e Lazaro Pereira, onde puderam ver como é feito o queijo frescal, ordenhar a vaca para tirar o leite, alimentar as galinhas e aprender como moer a cana-de-açúcar para tomar o caldo da cana. O roteiro também contou com a visita a um pequeno comércio do assentamento e a uma represa.

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A secretária da Asprocat e produtora rural, Vera Lúcia Gonçalves fala que para finalizar a visita, as crianças conheceram a escola rural de Alfabetização de Jovens e Adultos (EJA) e puderam ver as salas de aula e toda a infraestrutura do local que antes era a sede de uma antiga fazenda.

O passeio foi realizado no período da manhã e teve duração de três horas, das 7h30 às 10h30. “O roteiro incluiu café da roça, trato com os animais, visitas à escola e fabricação de alimentos e produtos artesanais. Estamos organizando o roteiro”, esclarece.

O extensionista rural da Empaer e Turismólogo, Robson Junior Hartmann, fala que por meio do grupo de mulheres da Asprocat foi feito um levantamento das propriedades rurais com potencial e vocação turística, bem como dos proprietários dispostos a receber visitantes.

Ele explica que o roteiro busca estimular o turismo rural e impulsionar ganhos econômicos aos proprietários. Atualmente, no assentamento Silvio Rodrigues, quatro produtores rurais participam do projeto.

De acordo com Hartmann, essa foi a primeira visita, que faz parte do Turismo Pedagógico, ferramenta que auxilia na construção da percepção da realidade por parte dos alunos, proporcionando uma experiência de ensino fora do ambiente da sala de aula, além de interações com o meio ambiente e turismo.

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“Estamos trabalhando em conjunto com as mulheres para desenvolver um roteiro que atenda esse público, que mostre as atividades do campo e que possa gerar renda e lucro para as famílias”, enfatiza.

Apoio ao Turismo

A região de Mirassol D’ Oeste possui um cenário com elementos naturais, culturais e religiosos, além das pequenas propriedades familiares que formam a base da agricultura familiar. Essa diversidade configura um potencial para o desenvolvimento do Turismo Rural.

“Nosso trabalho é identificar potenciais, organizar produtores, articular parcerias para viabilizar atividades turísticas e capacitar os membros das famílias para atendimento aos turistas, entre outras”, conclui Robson.

 

FONTE: Redação MinutoMT (com Assessoria)

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Pesquisadores alertam para perdas de até 100% das plumas de algodão por ataque de Aphelenchoides

Nematoide que acomete a parte aérea da planta, ainda com poucos resultados de estudos, também é o vilão causador da Síndrome da haste verde e retenção foliar na soja, e apresenta maior perigo com incidência elevada de chuvas

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Estragos do fitonematoide em lavouras de algodão podem causar perdas, em alguns casos ,de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Não é só o produtor de soja que deve se preocupar com o ataque de Aphelenchoides besseyi, nematoide que se alimenta de fungos presentes no solo e restos culturais e que parasita a parte aérea da planta. Na soja, causa a Síndrome da haste verde e retenção foliar (“Soja Louca II”), que leva a mais de 60% de abortamento das inflorescênciasMas ele não fica restrito à oleaginosa, os pesquisadores – a nematologista Rosangela Silva, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica, têm visto a campo grandes estragos do fitonematoide em lavouras de algodão, com perda em alguns casos de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Um fator muito importante para quantificar o nível de infestação e multiplicação desse nematoide é o regime de chuvas. Se desde o início do plantio da cultura houve muita precipitação e com constância até o florescimento, segundo Santino, observam-se situações em que as perdas vão de 80 até 100% da produção de frutos. “O produtor não vai colher nada nessa área que foi atacada. É uma preocupação que se deve ter com a soja, mas também com o algodão”, destaca. Um dos agravantes apontados por ele são as regiões sob pivô, pois ainda que a chuva cesse é possível criar condições favoráveis “por conta da umidade oferecida pela irrigação”.

Situação em Mato Grosso

Referência em produção de algodão, Mato Grosso plantou na safra 2021/22, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma área de cerca de 1,18 milhão de hectares. No Estado, o início da semeadura acontece de dezembro a fevereiro e a colheita a partir de junho, momento que possivelmente as lavouras implantadas mais cedo já estão sendo colhidas. “É a partir daí que o produtor vai verificar as perdas, visualizando até a presença de plantas que continuam vegetando quando deveriam começar a senescência. Ainda que ele possa utilizar o dessecante químico, essas plantas podem continuar vegetando”, pontua o pesquisador da Agronema.

Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica

Esse ano, os meses de janeiro, fevereiro e março foram chuvosos, mas dentro da média prevista, com o acumulado mensal na casa de 200 milímetros. No entanto, em abril, a quantidade de chuva caiu significativamente, ficando abaixo de 80 milímetros. “Essa redução influencia na presença dos sintomas de Aphelenchoides porque deixa de oferecer condição ideal para o desenvolvimento do patógeno”, conta Santino. Ainda assim, não se pode descuidar, já que ano após ano, de acordo com as condições climáticas, há maior ou menor incidência do problema.

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Identificação recente

A Síndrome da haste verde da soja é relativamente nova. Seu agente causal foi identificado há quase uma década e, somente em 2017, a presença da doença foi observada no algodão, especificamente no município de Sapezal-MT. “Já sabemos que em áreas onde há o patógeno sem o manejo de plantas daninhas, o problema tende a ser mais agravado porque boa parte delas, principalmente as leguminosas e dicotiledôneas, multiplicam mais esse nematoide, permitindo que esteja não só presente no campo, mas em maior quantidade”, explica Rosangela.

Santino diz que o plantio direto traz uma série de melhorias para o solo e produção, mas, por outro lado, também oferece condições de manutenção desse fitonematoide, por causa da umidade e da palhada, que permitem a multiplicação de fungos. Estes, por sua vez, alimentam Aphelenchoides besseyi na entressafra. A introdução desse nematoide nas áreas em que ainda não há a sua presença também pode acontecer por meio do plantio de sementes forrageiras, especialmente a braquiária, “que não foi devidamente processada, que tenha restos de torrões e sem tratamento nematicida”.

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A recomendação de ambos os pesquisadores é evitar, sempre que possível, a sequência de plantio de algodão em áreas que estavam com soja com histórico da Síndrome da haste verde. Também orientam para que, em plantações com grande infestação, adote-se o revolvimento do solo. A prática, mesmo ainda sem dados técnicos científicos de comprovação, é observada com bons resultados aliados à utilização de nematicidas em tratamento de sementes e/ou aplicação de algum produto foliar.

“Estamos em um momento inicial das pesquisas. Há vários testes com produtos químicos e biológicos sendo conduzidos. Ainda não temos uma posição técnica que ofereça um manejo com a certeza de um nível de controle satisfatório. A Fundação MT está com experimentos em andamento e esperamos em breve ter resultados. Por isso, fica o alerta para a máxima atenção às lavouras, seja de soja ou algodão”, completa a pesquisadora Rosangela.

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte à classe agrícola na missão de dar vida aos resultados através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, um centro de pesquisa local e outros seis Centros de Pesquisa Avançada (CAD) distribuídos pelo Estado nas cidades de Sorriso, Nova Mutum, Sapezal, Itiquira, Primavera do Leste e Serra da Petrovina. Saiba mais em www.fundacaomt.com.br.

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