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“Vaca Louca” trava a exportação de carne no país e produtor fica apreensivo

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O Ministério da Agricultura do Brasil suspendeu exportações de carne bovina do Brasil à China após a confirmação de um caso atípico de doença de “vaca louca” em um animal de 17 anos, em uma propriedade no município de Nova Canaã do Norte em Mato Grosso.

Os exportadores foram formalmente informados pelo governo sobre a suspensão na manhã desta segunda-feira (03). A suspensão é momentânea e preventiva e cumpre o acordo sanitário firmado pelo Brasil e pela China em 2015.

Hoje o maior mercado de exportação da carne no país segundo Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) é a China, o que causa insegurança da indústria da carne. O volume de exportação nos primeiros quatro meses deste ano, ao mercado chinês foram de US$ 36,2 mi / 7,8 mil toneladas.

Para o presidente do Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC) Guilherme Nolasco, “ O caso é “atípico” e foi diagnosticado em um animal de 17 anos, alimentado a pasto e que apresentou sintomas neurológicos após um longo stress de transporte, condição que afasta a possibilidade da forma clássica da doença”, esclarece.

Nolasco enfatiza ao MINUTOMT que “O Brasil continua classificado com o status de risco insignificante para EEB – Encefalopatia Espongiforme Bovina, está é a principal e a melhor informação que poderíamos ter”.

No caso da China, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil suspendeu temporariamente a emissão de certificados sanitários até que a autoridade chinesa conclua sua avaliação das informações já transmitidas sobre o episódio ao mercado chinês, cumprindo-se, assim, o disposto no protocolo bilateral assinado em 2015, destaca Guilherme Nolasco.

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Para o presidente Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso Tadeu Paulo Bellincanta, “É uma medita temporária e que nós estamos esperando essa turbulência passar, não podemos apavorar, a tanto a indústria como o produtor e hora de esperar passar a tempestade porque estamos em meio a um furacão”, comenta o presidente.

Bellincanta pontua ao MINUTOMT que a suspensão temporária das exportações causa uma apreensão aos frigoríficos, visto que o mercado chinês é o mais importante na cadeia exportadora, o produto que vai deixar de ser exportado consequentemente fica no mercado interno o que ocasiona o não abate de novos animais pelos frigoríficos, a situação pode contribuir para a desvalorização no valor da carne comercializada pelo Brasil.

Para a Diretora-executiva Associação dos Criadores de Mato Grosso – ACRIMAT, a médica veterinária Daniella Bueno além de “recuperar a tranquilidade”, os pecuaristas também esperam que a manutenção do status brasileiro seja suficiente para evitar “reflexos negativos” no mercado da carne bovina.

Para o diretor técnico do instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso – INDEA-MT, Alison Cericatto, conta que ao ser informado sobre o caso da vaca loca, se iniciaram imediatamente as investigações de campo.

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Ele reforça ao MINUTOMT que está descartado qualquer risco de contaminação de outros animais, a fêmea “doente” tinha 17 anos de idade e foi encaminhada ao abate de emergência e apresentava prostração quando chegou ao frigorífico.

Cericatto, deixa claro que “Cabe ressaltar que o INDEA / MT cumpriu todas as ações sanitárias, devidas e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) confirmou isso e afirma que não existe risco de contaminação, nem em humanos e nem no rebanho brasileiro”, reforça o diretor técnico.

Com a confirmação da OIE de que se trata de um caso atípico, a propriedade poderá voltar a comercializar e a movimentar animais com até 36 meses de idade. Porém, seguirá sob monitoramento do INDEA / MT e permanecerá impedida de movimentar (para abate ou venda) animais com mais de 3 anos de idade.

Alison Cericatto, relata que essa restrição também faz parte do protocolo sanitário para casos assim e deve ser mantida até que o Ministério da Agricultura suspenda a medida, o que – na avaliação dele – não deve demorar a acontecer, já que se trata de um caso atípico.

Fonte: Por Claudia Santos (com Walmor Miranda)

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MT aumenta área plantada de soja, mas deve produzir menos

Por fim, a produção total para a próxima colheita ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, menos que 2021. FOTO - Exame/Alexis Prappas

A área aguardada de soja para a próxima temporada no estado de Mato Grosso (safra 2022/23) ficou projetada em 11,13 milhões de hectares, incremento de 2,55% em relação à safra 2021/22.

A ampliação inicial está pautada pela valorização do preço da oleaginosa, demanda aquecida e o momento de preços favoráveis dos subprodutos da soja, o que motivou alguns produtores a fazerem a conversão de áreas de pastagens para agricultura, principalmente em regiões onde a pecuária predomina — Nordeste, Noroeste e Norte.

A informação foi divulgada, nos últimos dias, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal da soja. Sobre a produtividade, a estimativa foi estipulada em 58,62 saca/hectare, o que representa 1,26% abaixo em relação ao rendimento da safra 2021/22.

Apesar do recuo na estimativa, neste primeiro momento as projeções ficam limitadas,
devido a alguns pontos que podem impactar no decorrer da safra, como: condições climáticas e incertezas de investimento devido ao alto custo de produção.

Por fim, a produção total ficou projetada em 39,48 milhões de toneladas para o estado.

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