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Vereador quer tornar “baguncinha” patrimônio cultural de Cuiabá

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Que o tradicional “baguncinha com maionese temperada” faz parte da cultura popular cuiabana ninguém duvida, mas o vereador da capital, Adevair Cabral (PTB), protocolou o Projeto de Lei (PL) 456/2021 para institucionalizar o lanche, tornando-se patrimônio cultural imaterial do município.

O sanduíche, que tem em sua base combinações de hambúrguer, ovos, queijo, presunto, alface, tomate, salsicha, bacon, calabresa, encorpados com a tradicionalmente maionese temperada, é um costume enraizado, segundo o parlamentar.

“Sem dúvida o baguncinha, enriquece a gastronomia cuiabana, e ainda, reverenciamos a dedicação e o esforço dos nossos comerciantes que abrem seus estabelecimentos diariamente para atender bem as nossas famílias, a população toda local de um modo geral a diversidade dos seus frequentadores que são recebidos sempre com alegria e respeito, e esse tratamento diferenciado leva à convergência da tradição e vínculo de amizade”, apontou.

A proposta segue em tramitação na Câmara Municipal. Na última movimentação do PL, o autor pediu a retirada da pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), destacando a necessidade de reajustes na proposta.

Adevair destaca ainda que a proposta busca valorizar as “tradições que fazem parte da nossa culinário e gastronomia e buscar dar respaldo ao funcionamento dos trailers de lanche e similares”. Caso a proposta seja aprovada pelo Legislativo municipal e sancionada pelo Executivo, o objetivo é conceder Termo de Permissão de Uso dos trailers que vendem os tradicionais baguncinhas.

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Obcecado pelo BRT, Mauro almoça com ministro do TCU

Inicialmente por meio do ministro, Aroldo Cedraz, e depois pelo pleno da Corte, a implantação do BRT se tornou suspensa

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Mendes almoçou com o ministro do TCU, Augusto Nardes, que é de Mato Grosso e atua no órgão onde o governador quer destravar sua manobra antiVLT

O governador, Mauro Mendes (UNIÃO), que visivelmente se sente plenamente reeleito, já começou a focar em agendas em que prepara o terreno para o que “fará em seu segundo mandato”. A principal meta do gestor estadual é retomar e conseguir implantar o BRT em Cuiabá/Várzea. Para tanto, pagará cerca de R$ 460 milhões à empresa, que soma/se a valores repassados à Caixa Econômica Federal – CEF para enterrar, inexplicavelmente, o projeto do VLT, que já havia consumido mais de R$ 1 bilhão.

Após intervenção do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), no Tribunal de Contas da União – TCU, em Brasília, o órgão reconheceu a falta de explicações técnicas e econômicas por parte de Mauro e barrou a implantação do BRT, inicialmente por meio do ministro, Aroldo Cedraz, e depois pelo pleno da Corte.

Desde então, o governador não consegue esconder o desconforto. Ele já chegou a pegar um avião e foi até Brasília se reunir com Aroldo e boa parte da bancada federal, buscando uma maneira de demover o ministro da ideia. Aroldo, contudo, se manteve firme.

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Nesta segunda-feira (8), Mendes almoçou com o também ministro do TCU, Augusto Nardes, que é de Mato Grosso, e não escondeu que trataria com ele sobre o BRT: “é uma boa pauta”.

Segundo Mendes, a decisão do TCU de barrar a construção do BRT é um “caso muito atípico”. “O TCU deu um parecer para uma obra que não tem atribuição do Tribunal de Contas. Não tem verba federal, não tem órgão federal envolvido nisso. É um absurdo, um verdadeiro absurdo. Mas eu espero que o TCU reconheça isso. O que é óbvio, que qualquer técnico com o menor nível de conhecimento sabe o que eu estou falando é a verdade. Então eu espero que o TCU reveja essa posição e não seja um paralisador de obras aqui no estado do Mato Grosso quando não tem verba federal que atrai a sua competência”, argumentou.

 

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