CUIABÁ

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Casos de dengue em MT aumentam 112% em 2022

Segundo o boletim epidemiológico do estado, do início de janeiro a 23 de abril deste ano, foram contabilizados um total de 15.754 casos

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SAÚDE

Sinop e Tangará da Serra são as duas cidades que surgem com quadros mais preocupantes

Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) mostram que os casos de dengue em Mato Grosso aumentaram mais de 112% em 2022.

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria, do início de janeiro a 23 de abril deste ano, foram contabilizados um total de 15.754 casos da doença. Em 2021, neste mesmo período, Mato Grosso registrou 7.431 casos.

Dos municípios contabilizados, se destacam Sinop e Tangará da Serra, que tiveram o aumento mais significativo de casos da doença entre um ano e outro.

Em 2021, Sinop registrou 421 pessoas com a doença entre janeiro e abril, mas em 2022 os casos subiram para 1.570. Os números equivalem a um aumento de mais de 200% de um ano para outro.

Já Tangará da Serra saiu de 59 casos em 2021 para 431 em 2022, totalizando 630% de aumento. Diferente das duas cidades, Cuiabá teve uma diminuição de casos de dengue se comparado com o ano passado.

Apesar de não ser um número expressivo, a Capital contabilizou 339 infectados de janeiro a abril de 2022 contra 345 no mesmo período de 2021.

Já Várzea Grande manteve a mesma quantidade de casos nos dois anos, estabilizando em 99 infectados pela dengue.

Com o aumento significativo dos casos registrados, o Estado agora está com alto risco de contaminação pela doença.

Ao todo, 66 cidades entraram na lista de alto risco, que mostram a incidência dos casos acumulados maiores ou iguais a 300 casos por 100 mil habitantes.

Zika e Chikungunya

Também transmitidas pelo mesmo mosquito que leva o vírus da dengue, a Zika e a Chikungunya tiveram alterações no número de casos entre 2021 e 2022.

O estado contabilizou 92 casos de Zika até abril de 2021, porém, este ano o número caiu para 51. Já os infectados por Chikungunya saíram de 84 no ano passado e subiram para 114 em 2022.

Apesar dos números, a Secretaria de Saúde notificou que o risco de contaminação por estas doenças ainda é baixo no Estado.

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SAÚDE

Prefeito de cidade polo dispensa 10 médicos em MT em um só dia

Segundo informações técnicas colhidas com profissionais que atuam na unidade, alguns atendimentos já tiveram de ser cancelados

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Ceadas, unidade onde afunila boa parte da demanda vinda da Atenção Básica, perdeu dois cardiologistas, um oftalmologista, um reumatologista e um dermatologista.

Quem é acostumado, por qualquer que seja o motivo, a acessar o Diário Oficial de Rondonópolis, o DioRondon, tem se assustado, nas últimas semanas, com o movimento de retirada constante de profissionais do quadro municipal de saúde, por meio de exonerações em massa.

Só em abril, segundo levantamento realizado pelo MINUTO MT, foram 10 médicos, sete enfermeiros e três técnicos de enfermagem exonerados, sem qualquer reposição, em locais estratégicos da rede municipal, o que preocupou vereadores e também especialistas do setor.

Só no Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico Albert Sabin – Ceadas, onde desemboca todas as demandas vindas da Atenção Básica, por exemplo, foram dispensados dois cardiologistas, um oftalmologista, uma reumatologista e uma dermatologista.

Segundo informações técnicas colhidas com profissionais que atuam na unidade, mas que não quiserem se identificar por medo de represália, não se trata de nenhuma “sobra” e alguns serviços já estão comprometidos, inclusive com pacientes tendo atendimentos “reagendados” pela falta de gente capaz de acompanhar seus casos.

REPERCUSSÃO

A vereadora Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS) tem visto de perto a situação e lamenta a política municipal que foca apenas em números, em um setor tão complexo e fundamental feito a saúde. “Isto é um absurdo (demissões). Enquanto outros municípios estão de braços abertos para receber (médicos) e cobrar um bom atendimento dos seus profissionais, Rondonópolis desperdiça gente especializada e quem sofre é a população”, comentou.

Para a vereadora, pouco adianta expandir a rede, do ponto de vista de novas unidades, se a gestão não entender que sem profissionais capacitados atuando não adianta erguer paredes com salas vazias de especialistas. “Reformas e prédios novos são importantes e Rondonópolis tem receita para isso. É obrigação do gestor municipal fazer, assim como também é investir em material humano”, alerta a parlamentar.

Também vereadora e ex-secretária de saúde do Município, Marildes Ferreira (PSB) afirma que entende o fato de que existia uma sobrecarga orçamentária para a contratação de profissionais, de maneira temporária, em virtude da fase aguda da pandemia. Todavia, a impressão que ficou é que o Executivo aproveitou a “onda” pra também mandar embora outros médicos e enfermeiros fundamentais dentro da rede.

“Estas demissões são preocupantes, mas se misturaram. Uma coisa é pensar na saída de profissionais, por exemplo, do retaguarda (pandemia) e que, por alguma situação, estavam irregulares. Já outra é pensar nessas demissões de médicos especialistas do Ceadas. Diante do que tenho acompanhado, aliás, as demissões do Ceadas não têm relação com os médicos do retaguarda, porém, é a mesma fala de gasto excessivo. Eu não concordo porque a demanda de especialistas são de pessoas que necessitam destes profissionais. Agora vai ficar muito complicado”, prevê.

Os médicos foram exonerados no dia 6 de abril, enquanto que os 10 profissionais de enfermagem perderam seus empregos em 13 de abril. O MINUTO MT chegou a falar com o então secretário adjunto de saúde, o médico Hélio Cavalcanti Garcia Neto, que prometeu em conversa nas redes sociais explicar as demissões. Ele, contudo, não deu retorno, até porque, coincidentemente, preparava sua saída do cargo.

A reportagem também tentou contato via assessoria de imprensa, pelo email [email protected], mas também não teve resposta. O espaço segue aberto.

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