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COVID-19 : Saiba onde tem UTI sobrando em Mato Grosso

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A secretaria estadual de Saúde informou ontem, no início da noite, que a ocupação das Unidades de Terapia Intensiva UTIs para Covid-19 no Hospital Regional de Sinop é de 10,53%, ou seja, das 19 pactuadas, 17 estão vagas.

Os números de UTIs em outras cidades

No Hospital Hilda Strenger Ribeiro, em Nova Mutum, a taxa permanece diminuiu de 55 para 50%, com 10 das 20 desocupadas. No Regional de Sorriso, há duas UTIs e todas estão ocupadas há vários dias.

Em síntese, Alta Floresta, no Hospital e Maternidade Santa Rita, todas as 10 estão livres para receber pacientes. Dessa forma, no Regional de Peixoto de Azevedo são também há 10 leitos e, atualmente, todos estão disponíveis.

No Hospital e Pronto Socorro Municipal, em Cuiabá, é de 33,75%, ou seja, dos 80 pactuados, 27 estão com pacientes. No Universitário Júlio Muller, são 16 leitos e nove estão livres para receber pacientes (43,75%). No São Benedito, dos 40 leitos 31 estão sem pacientes (22,5%). Na Santa Casa, há 20 e 13 estão vagos, taxa de 35%.

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Em Várzea Grande, no Estadual Metropolitano, são 70 pactuados e 55 estão livres (21,43%). No Regional de Água Boa, são 10 leitos e três estão com pacientes (30%). No Regional, em Rondonópolis, são 10 UTIs pactuadas e todas também estão ocupados, atualmente. Na Santa Casa, que conta com 20 UTIs, a taxa é de 35%, com 13 vagas.

A situação das UTIs em Rondonópolis e outras cidades

Já no São Luiz, em Cáceres, são cinco leitos pactuados, e um está desocupado (80%). No Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, também são 10 leitos habilitados e, no momento, oito estão com pacientes internados (80%), atualmente.

No Vale do Guaporé, em Pontes e Lacerda, são 10 UTIs e um está com paciente (10%). Por outro lado, no Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito de Tangará da Serra são 13 leitos e a ocupação é de 46,15%, com sete vaga. Em Barra do Garças são nove UTIs, e o percentual é de 33,33%, com seis vagas.

Em Campo Verde, no Coração de Jesus, são 10 habilitados, e sete estão livres para receber pacientes (70%). No municipal, em Juína, são 10 unidades, com taxa de 50% – cinco estão livres. No São Lucas, em Primavera do Leste, são nove e três estão ocupados (33,33%).

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Em resumo, na região Sudeste, no hospital Santa Casa de Rondonópolis, as 20 UTIs estão com 60% de taxa de ocupação e na enfermaria é de 15%, com 20 leitos.

Já na situação geral de Mato Grosso, são 403 leitos na rede pública e 266 estão disponíveis para receber pacientes, com taxa de 34%, no momento. Para as enfermarias, o índice é de 13%, isto é, das 876 pactuadas, 765 estão sem pacientes internados.

 

Com informações do Sonotícias

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Pesquisadores alertam para perdas de até 100% das plumas de algodão por ataque de Aphelenchoides

Nematoide que acomete a parte aérea da planta, ainda com poucos resultados de estudos, também é o vilão causador da Síndrome da haste verde e retenção foliar na soja, e apresenta maior perigo com incidência elevada de chuvas

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Estragos do fitonematoide em lavouras de algodão podem causar perdas, em alguns casos ,de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Não é só o produtor de soja que deve se preocupar com o ataque de Aphelenchoides besseyi, nematoide que se alimenta de fungos presentes no solo e restos culturais e que parasita a parte aérea da planta. Na soja, causa a Síndrome da haste verde e retenção foliar (“Soja Louca II”), que leva a mais de 60% de abortamento das inflorescênciasMas ele não fica restrito à oleaginosa, os pesquisadores – a nematologista Rosangela Silva, da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, e Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica, têm visto a campo grandes estragos do fitonematoide em lavouras de algodão, com perda em alguns casos de 80% a 100% dos frutos, ou seja, das plumas.

Um fator muito importante para quantificar o nível de infestação e multiplicação desse nematoide é o regime de chuvas. Se desde o início do plantio da cultura houve muita precipitação e com constância até o florescimento, segundo Santino, observam-se situações em que as perdas vão de 80 até 100% da produção de frutos. “O produtor não vai colher nada nessa área que foi atacada. É uma preocupação que se deve ter com a soja, mas também com o algodão”, destaca. Um dos agravantes apontados por ele são as regiões sob pivô, pois ainda que a chuva cesse é possível criar condições favoráveis “por conta da umidade oferecida pela irrigação”.

Situação em Mato Grosso

Referência em produção de algodão, Mato Grosso plantou na safra 2021/22, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma área de cerca de 1,18 milhão de hectares. No Estado, o início da semeadura acontece de dezembro a fevereiro e a colheita a partir de junho, momento que possivelmente as lavouras implantadas mais cedo já estão sendo colhidas. “É a partir daí que o produtor vai verificar as perdas, visualizando até a presença de plantas que continuam vegetando quando deveriam começar a senescência. Ainda que ele possa utilizar o dessecante químico, essas plantas podem continuar vegetando”, pontua o pesquisador da Agronema.

Santino Aleandro, da Agronema, consultoria nematológica

Esse ano, os meses de janeiro, fevereiro e março foram chuvosos, mas dentro da média prevista, com o acumulado mensal na casa de 200 milímetros. No entanto, em abril, a quantidade de chuva caiu significativamente, ficando abaixo de 80 milímetros. “Essa redução influencia na presença dos sintomas de Aphelenchoides porque deixa de oferecer condição ideal para o desenvolvimento do patógeno”, conta Santino. Ainda assim, não se pode descuidar, já que ano após ano, de acordo com as condições climáticas, há maior ou menor incidência do problema.

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Identificação recente

A Síndrome da haste verde da soja é relativamente nova. Seu agente causal foi identificado há quase uma década e, somente em 2017, a presença da doença foi observada no algodão, especificamente no município de Sapezal-MT. “Já sabemos que em áreas onde há o patógeno sem o manejo de plantas daninhas, o problema tende a ser mais agravado porque boa parte delas, principalmente as leguminosas e dicotiledôneas, multiplicam mais esse nematoide, permitindo que esteja não só presente no campo, mas em maior quantidade”, explica Rosangela.

Santino diz que o plantio direto traz uma série de melhorias para o solo e produção, mas, por outro lado, também oferece condições de manutenção desse fitonematoide, por causa da umidade e da palhada, que permitem a multiplicação de fungos. Estes, por sua vez, alimentam Aphelenchoides besseyi na entressafra. A introdução desse nematoide nas áreas em que ainda não há a sua presença também pode acontecer por meio do plantio de sementes forrageiras, especialmente a braquiária, “que não foi devidamente processada, que tenha restos de torrões e sem tratamento nematicida”.

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A recomendação de ambos os pesquisadores é evitar, sempre que possível, a sequência de plantio de algodão em áreas que estavam com soja com histórico da Síndrome da haste verde. Também orientam para que, em plantações com grande infestação, adote-se o revolvimento do solo. A prática, mesmo ainda sem dados técnicos científicos de comprovação, é observada com bons resultados aliados à utilização de nematicidas em tratamento de sementes e/ou aplicação de algum produto foliar.

“Estamos em um momento inicial das pesquisas. Há vários testes com produtos químicos e biológicos sendo conduzidos. Ainda não temos uma posição técnica que ofereça um manejo com a certeza de um nível de controle satisfatório. A Fundação MT está com experimentos em andamento e esperamos em breve ter resultados. Por isso, fica o alerta para a máxima atenção às lavouras, seja de soja ou algodão”, completa a pesquisadora Rosangela.

Fundação MT: Criada em 1993, a instituição tem um importante papel no desenvolvimento da agricultura, servindo de suporte à classe agrícola na missão de dar vida aos resultados através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura. A sede está situada em Rondonópolis-MT, contando com três laboratórios e casas de vegetação, um centro de pesquisa local e outros seis Centros de Pesquisa Avançada (CAD) distribuídos pelo Estado nas cidades de Sorriso, Nova Mutum, Sapezal, Itiquira, Primavera do Leste e Serra da Petrovina. Saiba mais em www.fundacaomt.com.br.

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