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SAÚDE

Jogos e apostas causaram ou ainda causam problemas? Saiba como fazer o autoteste e buscar atendimento pelo Meu SUS Digital

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SAÚDE

Pessoas que enfrentam ou já enfrentaram dificuldades relacionadas a jogos e apostas podem acessar pelo Meu SUS Digital orientações e atendimento gratuito em saúde mental. O serviço também está disponível para familiares e pessoas da rede de apoio afetadas pelo problema.

A funcionalidade está disponível na seção Miniapps, na opção “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental pra Quem Aposta”. Ao acessá-la, o usuário pode optar por realizar um autoteste para refletir sobre sua relação com as apostas ou seguir diretamente para a solicitação do teleatendimento, sem necessidade de fazer o questionário previamente.

O autoteste é autoaplicável, utiliza linguagem acessível e ajuda a identificar comportamentos que podem indicar prejuízos relacionados aos jogos e apostas. As respostas são anônimas e não ficam armazenadas.

Já o teleatendimento oferece acolhimento remoto, sigiloso e sem julgamentos, realizado por profissionais qualificados. O agendamento pode ser solicitado independentemente da realização do autoteste.

Apostas de quota fixa estão proibidas no Brasil

Desde 25 de setembro de 2026, a Medida Provisória nº 1.394 interrompeu, em todo o território nacional, a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa, conhecidas como bets.

A proibição abrange apostas esportivas e jogos on-line, em ambientes físicos ou virtuais, inclusive quando oferecidos por empresas sediadas fora do país para pessoas localizadas no Brasil.

A medida não elimina, porém, os impactos que as apostas podem ter provocado na saúde mental, na vida financeira, na rotina e nas relações familiares e sociais.

A interrupção das apostas também pode provocarinquietação, irritabilidade ou desejo intenso de voltar a apostar. Nessas situações, é importante buscar apoio e cuidado em saúde.

Como acessar o serviço?

Para buscar atendimento ou realizar o autoteste:

  • Abra o aplicativo Meu SUS Digital ou acesse a versão web.
  • Entre com sua conta Gov.br.
  • Na página inicial, acesse a seção Miniapps.
  • Selecione “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental pra Quem Aposta”.
  • Escolha entre realizar o autoteste ou seguir para a solicitação de atendimento.
  • Siga as orientações apresentadas na tela.
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Não é necessário realizar o autoteste para solicitar o teleatendimento.

O questionário funciona como uma ferramenta de rastreio e orientação e não representa um diagnóstico nem substitui a avaliação realizada por um profissional de saúde.

Quais sinais podem indicar problemas com jogos e apostas?

Alguns comportamentos podem mostrar que a relação com os jogos e apostas está provocando prejuízos e merece atenção.

Entre os sinais estão:

  • dificuldade para reduzir, controlar ou parar de apostar;
  • tentar recuperar perdas realizando novas apostas;
  • esconder ou mentir para familiares e amigos sobre as apostas;
  • comprometer contas, salário, economias ou o orçamento familiar;
  • utilizar as apostas como forma de lidar com estresse, frustração ou outros sentimentos;
  • apresentar alterações no sono, no humor ou na rotina;
  • deixar de realizar atividades importantes;
  • enfrentar conflitos familiares, pessoais ou profissionais relacionados às apostas.

A presença de um ou mais desses sinais não representa, por si só, um diagnóstico. Eles podem indicar a necessidade de conversar com um profissional de saúde e avaliar os impactos das apostas na vida cotidiana. As orientações estão alinhadas aos sinais de alerta divulgados pelo Ministério da Saúde.

Como solicitar o teleatendimento?

O cidadão pode solicitar o teleatendimento diretamente pelo Meu SUS Digital, sem depender da realização ou do resultado do autoteste.

Ao escolher a opção de atendimento, o usuário é direcionado para o fluxo de solicitação, onde informa os dados necessários e indica se o atendimento é destinado a si próprio ou a um familiar.

Após concluir a solicitação, o sistema gera um protocolo. Com o agendamento realizado, o usuário recebe as informações necessárias para participar da consulta, incluindo o link para a videochamada e orientações sobre o atendimento.

O serviço é gratuito, sigiloso e voltado tanto às pessoas que enfrentam problemas relacionados aos jogos e apostas quanto a familiares e integrantes da rede de apoio.

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Como funciona o atendimento?
O atendimento ocorre por videochamada com profissionais qualificados, em ambiente de acolhimento e sem julgamentos.

Durante a consulta, o profissional pode avaliar os impactos das apostas na saúde mental, na rotina e nas relações da pessoa atendida e orientar sobre os próximos passos.

Conforme a necessidade, o acompanhamento pode continuar de forma remota e ser articulado com serviços presenciais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

Onde mais buscar atendimento?

O cidadão não precisa esperar que a situação se agrave para procurar cuidado.

A Unidade Básica de Saúde (UBS) é uma das portas de entrada para acolhimento e avaliação inicial. Conforme a necessidade, a pessoa pode ser encaminhada ou procurar espontaneamente um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou outro serviço da Rede de Atenção Psicossocial.

Familiares e pessoas próximas também podem procurar orientação quando estiverem enfrentando dificuldades decorrentes do comportamento de alguém de sua convivência.

E se encontrar uma oferta ilegal de apostas?

Mesmo após a proibição das apostas de quota fixa, podem existir sites, aplicativos, perfis ou outras formas de oferta ilegal.

Denúncias sobre atividades ilegais podem ser encaminhadas pelos canais oficiais disponibilizados pelo Governo Federal, como a plataforma FalaBR. Se quiser saber mais como fazer uma denúncia, consulte a página com as orientações necessárias

Saiba mais sobre o Meu SUS Digital

Para mais informações sobre o Meu SUS Digital, orientações de acesso e funcionalidades disponíveis, consulte a página oficial da plataforma no site do Ministério da Saúde.

O aplicativo está disponível gratuitamente para Android (Google Play) e iOS (App Store), além da versão web.

Para demais informações sobre o tema, a Ouvidoria do SUS também pode ser acessada pelo telefone 136 ou diretamente pelo WhatsApp conforme orientações da página oficial da Ouvidoria do SUS no site do Ministério da Saúde.

Max de Oliveira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra malária vivax

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O Brasil avança no desenvolvimento da primeira vacina do mundo contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no país. Neste sábado (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da apresentação do estudo, que recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes em humanos. O imunizante, chamado de Vivaxin, é fruto de pesquisas conduzidas pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CTVacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A tecnologia é 100% nacional, com incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos de fases I, II e III.

“O país tem conseguido reduzir os casos e os óbitos por malária, mas a doença ainda é um problema importante para o país e para o mundo. O início do estudo clínico dessa vacina, desenvolvida integralmente em uma universidade pública brasileira, representa um avanço na busca por novas ferramentas de enfrentamento à doença e reforça a capacidade do Brasil de desenvolver soluções científicas próprias para ampliar a proteção da população”, destacou o ministro.

O estudo clínico de fase I avaliará a segurança da vacina, possíveis reações à aplicação e a capacidade de estimular uma resposta imunológica em 48 participantes sem infecção prévia, com idades entre 18 e 59 anos. O acompanhamento clínico será feito por 360 dias. O avanço na pesquisa da tecnologia representa um marco e abre a possibilidade de uma nova forma de prevenção contra a doença, que, em 2025, registrou 118.037 casos no território nacional. As duas vacinas contra malária recomendadas atualmente foram desenvolvidas para outra espécie do parasita, o Plasmodium falciparum, predominante na África. O P. vivax predomina nas Américas e na Ásia.

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O CTVacinas integra o Centro Nacional de Vacinas (CNVacinas), um complexo científico estratégico para ampliar a capacidade do país de desenvolver vacinas e outras tecnologias de saúde. A previsão de investimento do Ministério da Saúde é de R$ 161,5 milhões em projetos para o desenvolvimento de imunizantes e testes inovadores, liderados pela unidade ou em parceria, por meio do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), sendo R$ 135,5 milhões destinados a projetos do próprio Centro.

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Foto: Laudemiro Bezerra/MS

Além da vacina contra a malária, o CTVacinas atua em outros projetos: uma plataforma de testes rápidos para diagnóstico de emergências sanitárias e agravos críticos para o SUS e sua validação por meio da produção de um TR para hepatite delta; vacina terapêutica para doença de Chagas; desenvolvimento de testes diagnósticos para malária e leishmaniose tegumentar; vacina para MPox baseada no vírus MVA; e vacina nasal de nanopartículas, para o controle da covid-19.

A unidade também atua para ampliar a capacidade brasileira em tecnologias de RNA mensageiro, uma plataforma na qual as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. O CTVacinas foi aprovado como Centro de Competência em Terapias e Vacinas com RNA (CTV-RNA), em uma parceria entre o Ministério da Saúde e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), com R$ 60 milhões para quatro anos.

FarmaVax

Durante a visita do ministro Alexandre Padilha, também foi firmado um acordo entre a Hemobrás, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), a FarmaVax, unidade EMBRAPII de Inovação de Fármacos e Vacinas da UFMG – da qual o CTVacinas faz parte – e a Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP) para pesquisa, desenvolvimento e inovação. O projeto, com investimento de R$ 5 milhões e vigência de 12 meses, prevê o desenvolvimento de terapia genética para hemofilias A e B utilizando sistemas avançados de entrega por nanopartículas. Do total, R$ 2,6 milhões serão aportados pela Hemobrás, R$ 1,6 milhão pela EMBRAPII e R$ 694 mil pela UFMG/FarmaVax.

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A iniciativa integra os esforços para fortalecer a capacidade nacional de desenvolver e produzir medicamentos biológicos estratégicos para o SUS. No caso do emicizumabe, medicamento biológico utilizado no tratamento da hemofilia A, está em avaliação uma proposta de armazenamento do Banco de Células Mestre na unidade da empresa na Basileia, na Suíça, com garantias de acesso e fornecimento para viabilizar a transferência de tecnologia e a produção nacional. O arranjo definitivo deverá assegurar a absorção tecnológica pela Hemobrás.

Hospital Santa Rita é referência em alta complexidade cardiovascular

Em Contagem (MG), o ministro visita a hemodinâmica do Hospital Santa Rita, referência regional no diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares e vasculares de alta complexidade, com suporte cardiológico 24 horas. Entre os procedimentos ofertados estão cateterismos, angioplastias, ablação de arritmias e implantes de marcapasso.

Entre 2023 e 2026, a unidade registrou 20.778 atendimentos e internações pelo SUS, sendo 8.750 (42%) em 2026, ano em que iniciou a assistência de alta complexidade cardiovascular, após habilitação pelo Ministério da Saúde, em dezembro de 2025.

A estrutura conta com 163 leitos, dos quais 62 são destinados ao SUS. A oferta inclui leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI para pacientes da rede pública.

Taís Nascimento
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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