CUIABÁ

ESPECIALISTAS

Prefeito de cidade polo dispensa 10 médicos em MT em um só dia

Segundo informações técnicas colhidas com profissionais que atuam na unidade, alguns atendimentos já tiveram de ser cancelados

Publicados

SAÚDE

Ceadas, unidade onde afunila boa parte da demanda vinda da Atenção Básica, perdeu dois cardiologistas, um oftalmologista, um reumatologista e um dermatologista.

Quem é acostumado, por qualquer que seja o motivo, a acessar o Diário Oficial de Rondonópolis, o DioRondon, tem se assustado, nas últimas semanas, com o movimento de retirada constante de profissionais do quadro municipal de saúde, por meio de exonerações em massa.

Só em abril, segundo levantamento realizado pelo MINUTO MT, foram 10 médicos, sete enfermeiros e três técnicos de enfermagem exonerados, sem qualquer reposição, em locais estratégicos da rede municipal, o que preocupou vereadores e também especialistas do setor.

Só no Centro de Especialidades e Apoio Diagnóstico Albert Sabin – Ceadas, onde desemboca todas as demandas vindas da Atenção Básica, por exemplo, foram dispensados dois cardiologistas, um oftalmologista, uma reumatologista e uma dermatologista.

Segundo informações técnicas colhidas com profissionais que atuam na unidade, mas que não quiserem se identificar por medo de represália, não se trata de nenhuma “sobra” e alguns serviços já estão comprometidos, inclusive com pacientes tendo atendimentos “reagendados” pela falta de gente capaz de acompanhar seus casos.

REPERCUSSÃO

A vereadora Kalynka Meirelles (REPUBLICANOS) tem visto de perto a situação e lamenta a política municipal que foca apenas em números, em um setor tão complexo e fundamental feito a saúde. “Isto é um absurdo (demissões). Enquanto outros municípios estão de braços abertos para receber (médicos) e cobrar um bom atendimento dos seus profissionais, Rondonópolis desperdiça gente especializada e quem sofre é a população”, comentou.

Leia Também:  MT é só o 19º colocado no ranking de vacinação contra a COVID-19

Para a vereadora, pouco adianta expandir a rede, do ponto de vista de novas unidades, se a gestão não entender que sem profissionais capacitados atuando não adianta erguer paredes com salas vazias de especialistas. “Reformas e prédios novos são importantes e Rondonópolis tem receita para isso. É obrigação do gestor municipal fazer, assim como também é investir em material humano”, alerta a parlamentar.

Também vereadora e ex-secretária de saúde do Município, Marildes Ferreira (PSB) afirma que entende o fato de que existia uma sobrecarga orçamentária para a contratação de profissionais, de maneira temporária, em virtude da fase aguda da pandemia. Todavia, a impressão que ficou é que o Executivo aproveitou a “onda” pra também mandar embora outros médicos e enfermeiros fundamentais dentro da rede.

“Estas demissões são preocupantes, mas se misturaram. Uma coisa é pensar na saída de profissionais, por exemplo, do retaguarda (pandemia) e que, por alguma situação, estavam irregulares. Já outra é pensar nessas demissões de médicos especialistas do Ceadas. Diante do que tenho acompanhado, aliás, as demissões do Ceadas não têm relação com os médicos do retaguarda, porém, é a mesma fala de gasto excessivo. Eu não concordo porque a demanda de especialistas são de pessoas que necessitam destes profissionais. Agora vai ficar muito complicado”, prevê.

Leia Também:  MT é só o 19º colocado no ranking de vacinação contra a COVID-19

Os médicos foram exonerados no dia 6 de abril, enquanto que os 10 profissionais de enfermagem perderam seus empregos em 13 de abril. O MINUTO MT chegou a falar com o então secretário adjunto de saúde, o médico Hélio Cavalcanti Garcia Neto, que prometeu em conversa nas redes sociais explicar as demissões. Ele, contudo, não deu retorno, até porque, coincidentemente, preparava sua saída do cargo.

A reportagem também tentou contato via assessoria de imprensa, pelo email [email protected], mas também não teve resposta. O espaço segue aberto.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

SAÚDE

MT é só o 19º colocado no ranking de vacinação contra a COVID-19

Em Mato Grosso, 25,4% da população tomou a dose de reforço (terceira), que já está liberada para toda a população.

Publicados

em

Em Cuiabá, as pessoas acima de 60 anos já podem receber até a quarta dose da vacina

Após 16 meses do início da campanha de vacinação contra a covid-19, Mato Grosso tem 67,1% da população total imunizada com as duas doses ou dose única da vacina anti-convid. Esse dado coloca o estado na 19ª colocação do ranking nacional de vacinação considerando aqueles que têm o primeiro ciclo vacinal completo.

De acordo com dados extraídos do painel covid e atualizados na última quinta-feira (19), 2.855.765 pessoas já foram imunizadas com ao menos uma dose, equivalente a 79,2% da população. Só em relação a população adulta, acima de 12 anos, vacinada com a primeira dose o percentual é de 97,1%.

Nessa mesma faixa etária com relação ao primeiro ciclo vacinal, em que é considerado as duas doses, 82,3% foram totalmente imunizadas. No último dia 19 de maio, em todo o Estado de Mato Grosso foram contabilizadas 609 aplicações de vacinas contra o coronavírus.

Desse número, 185 pessoas tomaram a primeira dose, 417 a segunda dose e 7 o imunizante de dose única. A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) disse que o Brasil vive um momento de estagnação do crescimento da cobertura vacinal na população adulta, além da desaceleração da curva de cobertura da terceira dose.

Leia Também:  MT é só o 19º colocado no ranking de vacinação contra a COVID-19

Dose reforço

São 25,4% da população mato-grossense que tomou a dose de reforço, a terceira, que já está liberada para toda a população. O relatório divulgado pela agência apontou que, em relação às faixas etárias, os dados mostram que a terceira dose nos grupos mais jovens segue abaixo da média considerada satisfatória.

Em Cuiabá, as pessoas acima de 60 anos já podem receber a quarta dose da vacina contra o coronavírus desde sexta-feira (20). A redução da faixa etária para a quarta dose foi definida após a liberação do Ministério da Saúde. Para tomar a quarta dose, a pessoa deve respeitar intervalo mínimo de 4 meses após a terceira dose (dose de reforço).

Aqueles que já estiverem no prazo para tomar a quarta dose e forem do grupo contemplado, devem buscar a imunização em qualquer unidade Básica que aplique a vacina para adultos ou na UNIC Beira Rio, munidos do cartão de imunização e de um documento pessoal.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA