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4º leilão do Eco Invest Brasil destrava R$ 13,2 bi para bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura no país, com foco na Amazônia Legal
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Os ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Fazenda, por meio do Tesouro Nacional, divulgaram, nesta segunda-feira (25/5), os resultados do quarto leilão do programa Eco Invest Brasil. A iniciativa foi lançada durante a COP30, em Belém (PA), e representa a primeira rodada do programa a incorporar pilares do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), que orienta a ação do Estado para impulsionar a bioeconomia no país na próxima década, posicionando a mega biodiversidade brasileira como caminho para a prosperidade econômica.
Oito instituições financeiras – seis bancos privados (ABC Brasil, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Itaú e Santander) e dois públicos (Banco do Brasil e Caixa) – apresentaram propostas. Na linha principal, a demanda foi de R$7,1 bilhões em capital catalítico público, com potencial de mobilização de R$29,3 bilhões em investimentos elegíveis nos setores de bioeconomia, turismo sustentável e infraestrutura. Na linha adicional, a demanda alcançou R$5,3 bilhões de recursos públicos.
Como resultado do leilão, foram homologados R$ 3,1 bilhões em capital catalítico da linha principal. Esse montante viabilizará R$ 13,2 bilhões em investimentos totais para os três eixos estratégicos elegíveis. Desse total, o destaque de alocação é de projetos localizados na Amazônia Legal, com cerca de R$ 9 bilhões em potenciais investimentos. Na linha adicional de recursos públicos, o total homologado foi de R$2,5 bilhões. Saíram vencedores Banco do Brasil, BTG Pactual, Bradesco e ABC Brasil
“Planejar, elaborar boas políticas públicas e implementar os instrumentos para a sua realização objetiva é algo muito positivo. O quarto leilão, que trata da bioeconomia e da infraestrutura verde na Amazônia, é algo absolutamente inovador, impensável até pouco tempo atrás. É fantástica também a adesão do setor. Teremos investimentos estratégicos fundamentais”, ressalta o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco.
A engrenagem que multiplica os recursos públicos no Eco Invest é o blended finance. O Tesouro Nacional realiza empréstimos às instituições financeiras à taxa de 1% ao ano e, como contrapartida, exige que cada real emprestado pelo governo seja acompanhado por, no mínimo, três reais de capital privado – dos quais ao menos 60% devem ser provenientes de investidores estrangeiros. Na prática, cada R$ 1 de recurso público catalisa R$ 3 privados, resultando em uma alavancagem de quatro vezes sobre o capital público aportado.
Dos R$ 13,2 bilhões previstos em investimentos totais, R$ 7,2 bilhões devem vir do mercado externo e R$ 2,9 bilhões do mercado interno. A linha adicional de recursos, inaugurada neste leilão, recebeu R$ 2,55 bilhões em capital público e poderá financiar mecanismos de apoio aos projetos, como assistência técnica, cobertura de performance e infraestrutura habilitante de pequena escala. O objetivo é reduzir riscos e ampliar a bancabilidade de iniciativas em cadeias ainda em desenvolvimento ou em territórios com maior percepção de risco. Três dos quatro bancos vencedores aderiram ao mecanismo.
“O Eco Invest Brasil é, antes de tudo, um programa de desenvolvimento econômico. Ao direcionar crédito verde para a bioeconomia, para o turismo sustentável e para a infraestrutura da Amazônia, estamos levando financiamento a territórios e populações que historicamente tiveram pouco acesso ao sistema financeiro. Cada real catalítico investido representa uma cadeia produtiva fortalecida, um empreendedor bancarizado, uma comunidade conectada à economia formal”, afirma o Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Demandas históricas da Amazônia serão atendidas
A aplicação de quase 70% dos investimentos previstos na Amazônia Legal é resultado das regras do leilão, que determinaram que a totalidade dos recursos captados para infraestrutura fosse direcionada à região, além de exigir que ao menos um quarto da carteira, em qualquer eixo, fosse destinado a ela.
Do total de R$9 bilhões a serem canalizados para a Amazônia Legal, cerca de 90%, equivalentes a R$ 7,9 bilhões, vão para o eixo de infraestrutura, nas áreas de energia, saneamento, conectividade e logística de baixo carbono. É o tipo de investimento que destrava gargalos históricos que isolam comunidades e encarecem a produção das cadeias da bioeconomia e da sociobioeconomia amazônica.
Os outros dois eixos, bioeconomia e turismo sustentável, estão alinhados aos pilares do PNDBio: sociobioeconomia e ativos ambientais, bioindustrialização e produção sustentável de biomassa. A bioeconomia ficou com 9,9% dos R$ 9 bilhões, e o turismo sustentável, com 2,6%.
Em relação ao valor global de R$ 13, 2 bilhões, a sociobioeconomia recebeu R$ 1,9 bilhão, ou 14,4% do total. São recursos voltados a povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, justamente o público que o PNDBio quer aproximar do crédito. A bioindustrialização ficou com R$ 2 bilhões (15,1%). A recuperação produtiva e o manejo florestal somaram R$ 527,6 milhões. O turismo reuniu cerca de R$ 900 milhões, divididos entre projetos em unidades de conservação e iniciativas de base comunitária.
O Banco do Brasil lidera a captação no exterior, com R$ 3,9 bilhões previstos, mais da metade do capital estrangeiro do leilão.
Inovações e próximos passos
O quarto leilão do Eco Invest Brasil inaugurou duas novidades que o diferenciam das rodadas anteriores e reforçam o objetivo de promover a transformação ecológica. Além da linha adicional, foi instituída a contrapartida educacional, em que os bancos terão de aplicar com recursos próprios, a cada ano, o equivalente a 1% do saldo não amortizado da linha principal em pesquisa, capacitação e empreendedorismo tecnológico, por meio de instituições de ciência e tecnologia. O potencial de arrecadação no primeiro ano chega a R$ 178,3 milhões, e um quarto disso, R$ 44,6 milhões, fica reservado à Amazônia Legal.
A aplicação efetiva dos recursos passará por auditoria financeira independente e por um provedor de opinião de segunda parte (Second Party Opinion), com os dados validados previstos para o primeiro semestre de 2028. Até lá, o andamento de cada projeto pode ser acompanhado no Monitor Eco Invest, plataforma pública do programa.
Eco Invest Brasil
O Eco Invest Brasil integra o Novo Brasil – Plano de Transformação Ecológica, e tem como objetivo mobilizar capital privado nacional e internacional para projetos com impacto econômico, social e ambiental. O programa combina instrumentos financeiros inovadores, redução de riscos e atração de investimentos de longo prazo para impulsionar a transição ecológica brasileira.
Com os quatro leilões já realizados, o Eco Invest Brasil alcança mais de R$ 140 bilhões mobilizados e reúne 13 instituições financeiras credenciadas, consolidando-se como uma das principais plataformas de financiamento climático e desenvolvimento sustentável do país.
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Instituto Biológico amplia produção de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina no Brasil
A sanidade animal segue como um dos pilares estratégicos da pecuária brasileira, especialmente em um cenário de expansão das exportações de carne e leite e aumento das exigências sanitárias internacionais. Nesse contexto, o Instituto Biológico vem ampliando sua atuação na produção nacional de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina, reforçando o controle sanitário dos rebanhos em todo o país.
Com apoio da Fundepag, o Laboratório de Inovação em Imunobiológicos do instituto já produziu cerca de 30 milhões de testes diagnósticos desde 2021. Os imunobiológicos abastecem programas sanitários em diferentes regiões do Brasil e são utilizados por médicos-veterinários credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
Os kits fazem parte das ações do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal, iniciativa coordenada pelo MAPA para monitoramento e controle dessas doenças que impactam diretamente a produtividade pecuária e a saúde pública.
Diagnóstico sanitário fortalece competitividade da pecuária brasileira
A brucelose e a tuberculose bovina estão entre as principais zoonoses monitoradas no país. Além dos prejuízos econômicos causados pela redução da produtividade dos rebanhos, as doenças podem provocar restrições comerciais, limitar o trânsito de animais e comprometer exportações brasileiras de carne e leite.
Segundo o médico-veterinário e responsável técnico pelo laboratório, Ricardo Spacagna Jordão, a modernização dos processos produtivos tem sido fundamental para ampliar a eficiência dos diagnósticos e garantir maior confiabilidade nos resultados.
“O objetivo é aplicar tecnologias mais avançadas na produção dos imunobiológicos, garantindo maior pureza, rastreabilidade e segurança sanitária nos testes realizados”, explica.
Tecnologia aumenta precisão dos testes diagnósticos
O sistema utilizado pelo laboratório é baseado em proteínas purificadas produzidas a partir de bactérias, permitindo a identificação de animais infectados sem risco de transmissão da doença.
Segundo Jordão, os imunobiológicos simulam uma resposta imunológica semelhante à infecção real, possibilitando detectar se o animal teve contato com o agente infeccioso.
“As proteínas produzidas pelas bactérias simulam a presença da doença no organismo. Com isso, conseguimos identificar animais infectados utilizando apenas proteínas purificadas, sem qualquer capacidade de causar enfermidade”, destaca.
O diagnóstico pode ser realizado tanto por inoculação quanto por exames sorológicos, aumentando a precisão do monitoramento sanitário nos rebanhos bovinos.
Fundepag impulsiona expansão da capacidade produtiva
A parceria com a Fundepag foi decisiva para ampliar a estrutura operacional do laboratório, incluindo investimentos em infraestrutura, manutenção de equipamentos, contratação de profissionais especializados e expansão da produção.
De acordo com o Instituto Biológico, o suporte técnico e financeiro permitiu fortalecer a capacidade industrial do laboratório e viabilizar o desenvolvimento de novos kits diagnósticos.
“A parceria contribui diretamente para melhorias estruturais, manutenção da operação laboratorial e fortalecimento das atividades técnicas desenvolvidas pelo instituto”, afirma Jordão.
Sanidade animal ganha importância estratégica no agronegócio
O avanço da produção nacional de kits diagnósticos reforça a importância da ciência e da inovação para a sustentabilidade da pecuária brasileira.
Além de reduzir riscos sanitários e fortalecer o controle epidemiológico, o monitoramento eficiente das doenças bovinas contribui para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.
Especialistas do setor avaliam que investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia laboratorial e biossegurança serão cada vez mais estratégicos para garantir segurança alimentar, ampliar mercados e preservar a credibilidade sanitária da produção pecuária nacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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