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Colheita avança e clima favorece safra de café 2026 no Brasil, aponta Rabobank

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A safra brasileira de café 2026 segue apresentando evolução positiva no campo. De acordo com o mais recente relatório do Rabobank, a colheita avançou em todas as principais regiões produtoras do país durante o mês de maio, beneficiada por condições climáticas favoráveis tanto para o café arábica quanto para o conilon (robusta).

Segundo a análise, o rendimento das lavouras permanece dentro da normalidade para o período, sem registros de problemas significativos que possam comprometer a produção. A previsão de tempo seco e estável para as próximas semanas deve continuar favorecendo o ritmo dos trabalhos de colheita.

Clima contribui para avanço da colheita

Nas principais regiões produtoras, os volumes de chuva registrados em maio ficaram abaixo das médias históricas, condição que favoreceu a entrada das máquinas nas lavouras e reduziu interrupções durante a colheita.

Em Guaxupé (MG), um dos principais polos produtores de café arábica do país, o acumulado de chuvas foi de 21 milímetros durante o mês, abaixo da média histórica de 47 milímetros. Em Patrocínio (MG), no Cerrado Mineiro, foram registrados 17,7 milímetros, também abaixo da média dos últimos anos.

Nas regiões produtoras de conilon, o comportamento foi semelhante. Alta Floresta D’Oeste (RO) acumulou 15 milímetros de chuva em maio, enquanto Linhares (ES) registrou 30,9 milímetros, volumes inferiores aos padrões históricos.

De acordo com os analistas, as precipitações pontuais observadas ao longo do mês não foram suficientes para comprometer o andamento das atividades no campo.

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Granizo provoca danos localizados no Sul de Minas

O levantamento aponta que algumas áreas do Sul de Minas Gerais registraram episódios isolados de granizo, especialmente nos municípios de Boa Esperança e Campo do Meio.

Apesar dos danos observados em determinadas propriedades, o Rabobank destaca que os impactos foram localizados e não representam ameaça relevante à produção regional. O fenômeno é considerado comum para esta época do ano no cinturão cafeeiro brasileiro e, historicamente, costuma gerar perdas limitadas.

Exportações mostram recuperação em abril

No comércio exterior, o Brasil embarcou aproximadamente 3,12 milhões de sacas de café de 60 quilos em abril de 2026.

O volume representa crescimento de 0,64% em relação ao mesmo mês de 2025 e alta de 1,6% na comparação com março deste ano.

Apesar da recuperação mensal, o desempenho acumulado ainda segue abaixo do registrado no ano anterior. Entre janeiro e abril, as exportações brasileiras somaram cerca de 11,6 milhões de sacas, resultado 16% inferior ao observado no mesmo período de 2025.

A expectativa do mercado é de que os embarques ganhem força nos próximos meses com o avanço da nova safra. O início da colheita tende a aumentar a disponibilidade de café para comercialização e estimular a liberação gradual dos estoques retidos pelos produtores.

Especialistas alertam que a manutenção prolongada do produto armazenado pode resultar em desvalorização, já que o mercado passa a classificar o café como safra antiga.

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Mercado apresenta comportamento distinto entre arábica e conilon

O mercado cafeeiro vive um momento de divergência entre as duas principais variedades produzidas no Brasil.

Após registrarem valorização em abril, os preços passaram a seguir trajetórias diferentes em maio. O café arábica acumulou queda de 10,9%, refletindo a expectativa de aumento da oferta da safra 2026/27 e uma postura mais cautelosa dos compradores.

Já o café conilon apresentou maior estabilidade, com recuo de apenas 0,4% no período. O desempenho reforça a percepção de maior equilíbrio entre oferta e demanda para essa variedade.

Analistas observam que o conilon continua encontrando suporte na demanda da indústria e em uma oferta global mais ajustada, enquanto o arábica enfrenta maior pressão diante da perspectiva de uma safra brasileira mais robusta.

Perspectivas para o setor

Com a colheita avançando em ritmo satisfatório e sem problemas climáticos relevantes até o momento, o cenário segue favorável para os produtores brasileiros.

O mercado, entretanto, continuará atento ao comportamento das exportações, ao desenvolvimento final da safra e à evolução dos preços internacionais, especialmente do arábica, que permanece mais sensível às expectativas de oferta global.

Para os próximos meses, a combinação entre avanço da colheita, aumento da disponibilidade física e movimentação dos estoques deverá ser determinante para a formação dos preços e para o desempenho do setor cafeeiro brasileiro em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja deve registrar menor expansão de área em 20 anos, enquanto colheita do milho avança no Centro-Sul

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O agronegócio brasileiro inicia o planejamento da próxima safra de soja em um cenário de maior cautela financeira, ao mesmo tempo em que acompanha o avanço da colheita da segunda safra de milho. Levantamentos divulgados pela AgRural apontam que a área destinada à soja seguirá crescendo em 2026/27, mas no menor ritmo das últimas duas décadas, enquanto a colheita da safrinha de milho enfrenta desafios relacionados à elevada umidade dos grãos.

Área de soja deve crescer menos de 1% na safra 2026/27

A primeira estimativa de intenção de plantio da AgRural indica que a soja deverá ocupar 49,006 milhões de hectares na safra 2026/27, que será semeada entre setembro e dezembro deste ano.

Caso a projeção se confirme, haverá um acréscimo de 443 mil hectares em relação à temporada anterior, estabelecendo um novo recorde nacional de área cultivada com a oleaginosa.

Apesar do resultado histórico, o crescimento previsto é de apenas 0,9%, o menor registrado desde o início da sequência de expansões anuais da cultura. O aumento também marcará o vigésimo ano consecutivo de ampliação da área plantada com soja no Brasil.

Segundo a AgRural, diversos fatores têm reduzido o apetite dos produtores por novos investimentos. Entre eles estão os custos de produção mais elevados, preços da soja relativamente estáveis, aumento do endividamento rural e condições mais restritivas de acesso ao crédito.

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Outro fator que contribui para a cautela é a possibilidade de ocorrência do fenômeno El Niño durante o ciclo produtivo, o que pode provocar atrasos no plantio e impactos na produtividade em importantes regiões produtoras do país.

Colheita da safrinha de milho ganha ritmo

Enquanto os produtores planejam a próxima temporada de soja, a colheita da segunda safra de milho segue avançando no Centro-Sul do Brasil.

De acordo com o levantamento da AgRural, até a última quinta-feira (18), os trabalhos haviam alcançado 16% da área cultivada, avanço significativo em comparação aos 8% registrados na semana anterior. No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 13% da área.

O destaque continua sendo Mato Grosso, que mantém ampla liderança no ritmo de retirada das lavouras. O estado segue à frente dos demais produtores do Centro-Sul, onde as chuvas frequentes e as temperaturas mais baixas vêm retardando a perda natural de umidade dos grãos e limitando o avanço das colheitadeiras.

Umidade elevada gera desafios logísticos

Mesmo apresentando o melhor desempenho na colheita, Mato Grosso também enfrenta dificuldades relacionadas à qualidade do cereal colhido.

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A elevada umidade dos grãos tem exigido maior capacidade de secagem e provocado lentidão no recebimento da produção por parte dos armazéns e unidades de armazenamento localizadas nas regiões onde os trabalhos estão mais avançados.

O cenário exige atenção dos produtores e das empresas de armazenagem, já que a necessidade de secagem aumenta os custos operacionais e pode impactar o fluxo de comercialização do cereal nas próximas semanas.

Mercado acompanha clima e custos para a próxima safra

Os números divulgados pela AgRural reforçam que o setor agrícola brasileiro atravessa um momento de transição entre a conclusão da safra atual e o planejamento da próxima temporada.

Enquanto o milho depende da melhora das condições climáticas para acelerar a colheita, a soja entra em um novo ciclo marcada por desafios financeiros e pela necessidade de gestão mais rigorosa dos custos de produção, fatores que deverão influenciar as decisões dos produtores nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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