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PRESIDENCIÁVEIS

MT vira palco de agendas de Lula e Bolsonaro no mesmo dia

Presidente da República e senador do PL estarão no Estado em compromissos que devem mobilizar públicos distintos em meio ao clima eleitoral

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POLÍTICA

Enquanto Lula percorrerá cidades do interior para anunciar entregas e investimentos, Flávio Bolsonaro participará, em Cuiabá, da 29ª edição da Marcha para Jesus

O próximo dia 20 de junho deve concentrar as atenções da política nacional em Mato Grosso. No mesmo sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estarão no Estado em agendas que, embora sem ligação entre si, evidenciam a disputa de espaço entre os dois principais grupos políticos do país.

Enquanto Lula percorrerá cidades do interior para anunciar entregas e investimentos do governo federal, Flávio Bolsonaro participará, em Cuiabá, da 29ª edição da Marcha para Jesus, evento que nos últimos anos passou a reunir não apenas lideranças religiosas, mas também nomes de peso da direita brasileira.

A programação presidencial deve passar por Primavera do Leste e pela região sul do Estado. Entre os atos previstos estão a entrega de mil moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e a inauguração de um trecho da Ferrogrão entre Rondonópolis e Dom Aquino. A visita vem sendo preparada há meses e será a quinta de Lula a Mato Grosso desde o início do terceiro mandato.

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A exemplo de outras passagens pelo Estado, o roteiro não deve incluir Cuiabá. A avaliação de aliados é que a capital tende a ficar reservada para compromissos ligados diretamente à campanha eleitoral.

Já a agenda de Flávio Bolsonaro será concentrada na capital. O senador foi confirmado como uma das principais presenças da Marcha para Jesus, que terá concentração na Orla do Porto e encerramento no entorno da Arena Pantanal. A expectativa dos organizadores é reunir cerca de 50 mil participantes.

O evento também deve atrair nomes importantes do campo conservador em Mato Grosso, entre eles o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.

Com agendas voltadas a públicos completamente diferentes — uma focada em entregas de governo e outra ancorada na mobilização religiosa — Lula e Flávio Bolsonaro acabam transformando Mato Grosso em vitrine política nacional a menos de quatro meses das eleições presidenciais.

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POLÍTICA

Mensagens com Zampieri eram sobre terras, diz Faissal

Deputado afirma que mensagens com Roberto Zampieri tratavam de disputa fundiária e não têm relação com investigação sobre venda de sentenças

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Segundo ele, suas movimentações financeiras decorrem exclusivamente da atividade advocatícia e do exercício do mandato parlamentar.

O deputado estadual Faissal Calil (PL) contestou as suspeitas levantadas pela Polícia Federal na Operação Gemini e negou ter atuado como intermediador de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Pela primeira vez desde a deflagração da operação, o parlamentar afirmou que as acusações são baseadas em interpretações equivocadas de sua atividade profissional como advogado.

A Operação Gemini apura um suposto esquema de venda de sentenças e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do Judiciário mato-grossense. Entre os alvos está o desembargador Dirceu dos Santos, afastado do cargo por determinação judicial. Faissal foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve os sigilos telefônico e bancário quebrados. A investigação suspeita que ele teria atuado como operador financeiro e articulador do magistrado.

Durante entrevista à Rádio Cultura, o deputado afirmou que uma das principais evidências citadas pela investigação — mensagens trocadas com o advogado Roberto Zampieri horas antes de seu assassinato, em dezembro de 2023 — está relacionada a uma disputa fundiária em Ribeirão Cascalheira e não ao processo que deu origem à operação da PF.

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Segundo Faissal, ele representava o produtor rural Ildo Roque Guareschi, enquanto Zampieri atuava em favor de João Gontijo. As conversas tratariam de uma tentativa de acordo para encerrar um conflito envolvendo uma propriedade rural. O parlamentar afirmou que o advogado teria apresentado uma proposta inicial de R$ 2 milhões, valor que posteriormente teria sido reduzido durante as negociações.

O deputado também sustentou que os diálogos ocorreram antes da distribuição do processo investigado pela Polícia Federal e ressaltou que mantinha relação profissional de oposição a Zampieri. “Sempre estivemos em lados contrários das ações”, afirmou.

Faissal ainda rebateu informações que circularam após o cumprimento dos mandados de busca. Segundo ele, os agentes apreenderam apenas seu telefone celular e não encontraram armas, joias ou bens de alto valor em sua residência. O parlamentar disse ter fornecido espontaneamente todas as senhas solicitadas pela Polícia Federal.

Ao comentar a investigação, o deputado classificou a operação como uma tentativa de desgaste político e afirmou estar tranquilo em relação à quebra de seus sigilos. Segundo ele, suas movimentações financeiras decorrem exclusivamente da atividade advocatícia e do exercício do mandato parlamentar.

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Apesar de ser investigado, Faissal segue exercendo normalmente o cargo na Assembleia Legislativa, já que a decisão judicial não determinou seu afastamento das funções parlamentares.

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