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Mato Grosso projeta safra recorde de milho com 52,6 milhões de toneladas em 2025/26
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A safra de milho 2025/26 em Mato Grosso segue com perspectivas positivas e pode alcançar um novo recorde de produção. Segundo levantamento semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a estimativa para a área cultivada foi mantida em 7,39 milhões de hectares, volume que representa crescimento de 1,83% em comparação com a temporada anterior.
O avanço mais expressivo ocorreu na produtividade média das lavouras. Conforme o relatório, a projeção subiu 1,81% em relação ao levantamento divulgado no mês passado, atingindo 118,71 sacas por hectare.
De acordo com o Imea, o desempenho das lavouras vem sendo impulsionado pelas condições climáticas favoráveis registradas nos últimos três meses. As chuvas regulares contribuíram para o bom desenvolvimento das áreas produtoras, principalmente nas regiões Médio-Norte, Noroeste e Oeste de Mato Grosso.
O cenário climático positivo reforça a expectativa de uma colheita robusta no principal estado produtor de milho do Brasil, fortalecendo o abastecimento interno e a competitividade das exportações brasileiras.
Região Sudeste de MT preocupa produtores
Apesar do quadro otimista em grande parte do estado, o relatório aponta preocupação com o Sudeste mato-grossense. A região ainda depende de chuvas mais regulares, sobretudo nas áreas semeadas fora da janela ideal de plantio.
Segundo análises climáticas da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), a tendência para as próximas semanas indica baixos índices de precipitação nessas localidades. O cenário aumenta o risco para lavouras que ainda se encontram em fases iniciais de desenvolvimento vegetativo.
A irregularidade climática pode limitar o potencial produtivo em parte das áreas cultivadas, especialmente caso o déficit hídrico se prolongue durante o ciclo da cultura.
Produção de milho em MT deve bater novo recorde
Com a manutenção da área plantada e a revisão positiva da produtividade, a produção total de milho em Mato Grosso foi estimada em 52,65 milhões de toneladas na safra 2025/26.
O resultado consolida o estado como principal produtor nacional do cereal e reforça a importância do milho mato-grossense para a cadeia de proteína animal, produção de etanol de milho e mercado exportador.
A expectativa do setor é de que o bom desempenho da safra contribua para ampliar a oferta do grão no mercado e mantenha Mato Grosso em posição estratégica no agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Projeto do MPA promove qualificação para marisqueiras, pescadoras e pescadores de Pernambuco
Com foco no fortalecimento socioeconômico dos territórios pesqueiros artesanais, o projeto Restaurante Universitário: na hora do Pescado Artesanal, realizado em parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), promoveu, nos dias 12 e 13 de maio, uma capacitação sobre autogestão e inclusão produtiva no litoral norte de Pernambuco.
A ação contou com a participação de marisqueiras, pescadoras e pescadores artesanais das colônias Z-10 (Itapissuma), Z-11 (Itamaracá) e Z-1 (Pina/Ilha de Deus).
Com o tema “Ação Empreendedora e Organização Coletiva de Pescadores e Pescadoras Artesanais”, a iniciativa valorizou os saberes das comunidades tradicionais, a cadeia produtiva do pescado artesanal e o desenvolvimento sustentável da pesca. O projeto promove ações de qualificação, oficinas e assistência técnica contínua, com foco na adequação às exigências sanitárias vigentes e na inserção dos produtos da pesca artesanal no mercado formal, incluindo os restaurantes universitários da UFRPE e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
A professora da UFRPE e coordenadora acadêmica do projeto, Ilka Branco, destacou que a iniciativa cumpre um papel importante ao transformar o “cotidiano coletivo” das águas, contribuindo para o fortalecimento da cultura pesqueira. “O projeto tem entre seus objetivos a realização de ações de extensão pesqueira com recorte interdisciplinar voltadas aos integrantes das colônias de pesca e seus associados em Pernambuco”, afirmou.
Ilka também ressaltou que ações como essa são fundamentais para combater a invisibilidade institucional e fortalecer a pesca artesanal no estado de forma sustentável, consciente e organizada. “Destaca-se ainda a formalização recente da ampliação do projeto em Pernambuco junto ao MPA, com a participação de comunidades pesqueiras do sertão, para atender o Restaurante Universitário da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST/UFRPE)”, explicou.
Povos da Pesca Artesanal
Realizado pela Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA) e pelo Departamento de Pesca e Aquicultura (DEPAq) da UFPE, o projeto integra o Programa Povos da Pesca Artesanal, iniciativa que busca garantir direitos sociais, culturais e ambientais às pescadoras e aos pescadores artesanais.
Lançado pelo Governo Federal, o Programa Povos da Pesca Artesanal representa um marco histórico na efetivação de políticas públicas voltadas aos modos de vida tradicionais das comunidades pesqueiras. Essas comunidades representam uma parcela significativa da população brasileira, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde predominam pescadores negros, indígenas e quilombolas.
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