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Safra de café em Minas Gerais avança com expectativa de recuperação produtiva e pressão nos preços

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A safra de café 2026 em Minas Gerais avança com perspectiva de recuperação produtiva e melhora na qualidade dos grãos, segundo novo levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar. Apesar do cenário mais positivo no campo, produtores seguem cautelosos diante da volatilidade do mercado internacional, da pressão sazonal da colheita e das incertezas climáticas para os próximos meses.

De acordo com o informativo de mercado do café referente a maio de 2026, a safra mineira está na fase preparatória para a colheita, embora algumas regiões já apresentem trabalhos bastante avançados.

Colheita de café avança no Cerrado Mineiro e Matas de Minas

Segundo os relatos de campo apresentados no levantamento, regiões como Matas de Minas e Cerrado Mineiro já registram avanço significativo da colheita devido à altitude, utilização de variedades mais precoces e aplicação de maturadores.

A expectativa do setor é de uma safra maior em relação ao ciclo anterior, com recuperação da produtividade e melhora na qualidade física dos grãos.

Os técnicos apontam que os cafés apresentam peneira maior e melhor formação, cenário que pode favorecer o rendimento industrial e ampliar o potencial para produção de cafés especiais em Minas Gerais.

Mercado futuro do café oscila com expectativa de maior oferta brasileira

No mercado internacional, os contratos futuros do café arábica negociados na ICE Futures US registraram forte volatilidade durante abril.

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Segundo o relatório, o movimento refletiu ajustes técnicos provocados pela expectativa de avanço da colheita brasileira — fator considerado baixista — ao mesmo tempo em que preocupações climáticas e estoques globais ainda apertados ofereceram sustentação às cotações.

A média mensal do contrato maio/2026 ficou em US$ 3,00 por libra-peso, equivalente a aproximadamente R$ 1.996,70 por saca, retração de 3% frente ao mês anterior.

Mesmo com expectativa de safra maior no Brasil, o mercado ainda não trabalha com cenário confortável de oferta global, o que mantém a volatilidade elevada nas negociações internacionais.

Mercado físico do café em Minas Gerais registra queda nos preços

No mercado físico brasileiro, os preços também recuaram em abril, embora as negociações tenham permanecido relativamente sustentadas pela postura cautelosa dos produtores.

Segundo o levantamento, muitos cafeicultores seguem segurando parte das vendas à espera de preços mais atrativos.

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada para café arábica tipo 6 bebida dura registrou média mensal de R$ 1.811,90 por saca, queda de 6,3% no período.

Entre as regiões produtoras de Minas Gerais, todas encerraram abril em baixa:

  • Montanhas de Minas: queda de 7,2%, com média de R$ 1.685,50/sc;
  • Chapada de Minas: retração de 2,8%, média de R$ 1.735,00/sc;
  • Cerrado Mineiro: média de R$ 1.871,40/sc, queda de 4,5%;
  • Sul de Minas: média de R$ 1.861,60/sc, baixa de 5,6%.
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Clima e risco de geadas seguem no radar do setor cafeeiro

As condições climáticas continuam sendo um dos principais fatores de atenção para os produtores de café em Minas Gerais.

O relatório aponta que maio marca a transição entre o período úmido e o seco nas regiões cafeeiras do estado, com redução gradual das chuvas e temperaturas ainda acima da média.

No entanto, a entrada de frentes frias aumenta o risco de ocorrência de geadas, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

O setor acompanha de perto a evolução do clima, já que eventuais episódios de frio intenso podem afetar a produtividade e a qualidade das lavouras durante a fase de colheita e desenvolvimento final da safra.

Especialistas recomendam que os produtores monitorem simultaneamente o mercado físico, os contratos futuros e as previsões meteorológicas para melhorar a gestão comercial e reduzir riscos diante da volatilidade atual do setor cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Projeto do MPA promove qualificação para marisqueiras, pescadoras e pescadores de Pernambuco

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Com foco no fortalecimento socioeconômico dos territórios pesqueiros artesanais, o projeto Restaurante Universitário: na hora do Pescado Artesanal, realizado em parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), promoveu, nos dias 12 e 13 de maio, uma capacitação sobre autogestão e inclusão produtiva no litoral norte de Pernambuco.
A ação contou com a participação de marisqueiras, pescadoras e pescadores artesanais das colônias Z-10 (Itapissuma), Z-11 (Itamaracá) e Z-1 (Pina/Ilha de Deus).

Com o tema “Ação Empreendedora e Organização Coletiva de Pescadores e Pescadoras Artesanais”, a iniciativa valorizou os saberes das comunidades tradicionais, a cadeia produtiva do pescado artesanal e o desenvolvimento sustentável da pesca. O projeto promove ações de qualificação, oficinas e assistência técnica contínua, com foco na adequação às exigências sanitárias vigentes e na inserção dos produtos da pesca artesanal no mercado formal, incluindo os restaurantes universitários da UFRPE e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A professora da UFRPE e coordenadora acadêmica do projeto, Ilka Branco, destacou que a iniciativa cumpre um papel importante ao transformar o “cotidiano coletivo” das águas, contribuindo para o fortalecimento da cultura pesqueira. “O projeto tem entre seus objetivos a realização de ações de extensão pesqueira com recorte interdisciplinar voltadas aos integrantes das colônias de pesca e seus associados em Pernambuco”, afirmou.

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Ilka também ressaltou que ações como essa são fundamentais para combater a invisibilidade institucional e fortalecer a pesca artesanal no estado de forma sustentável, consciente e organizada. “Destaca-se ainda a formalização recente da ampliação do projeto em Pernambuco junto ao MPA, com a participação de comunidades pesqueiras do sertão, para atender o Restaurante Universitário da Unidade Acadêmica de Serra Talhada (UAST/UFRPE)”, explicou.

Povos da Pesca Artesanal

Realizado pela Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA) e pelo Departamento de Pesca e Aquicultura (DEPAq) da UFPE, o projeto integra o Programa Povos da Pesca Artesanal, iniciativa que busca garantir direitos sociais, culturais e ambientais às pescadoras e aos pescadores artesanais.

Lançado pelo Governo Federal, o Programa Povos da Pesca Artesanal representa um marco histórico na efetivação de políticas públicas voltadas aos modos de vida tradicionais das comunidades pesqueiras. Essas comunidades representam uma parcela significativa da população brasileira, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde predominam pescadores negros, indígenas e quilombolas.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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