SUCESSÃO RELIGIOSA
Papa nomeia dom Wellington como novo arcebispo de Cuiabá
Bispo de Cristalândia, no Tocantins, sucede dom Mário Antônio, que assumiu a Arquidiocese de Aparecida, em São Paulo
COTIDIANO
Dom Wellington de Queiroz Vieira, de 58 anos, foi nomeado pelo papa Leão XIV nesta quarta-feira (14) para comandar a Arquidiocese de Cuiabá. Ele será transferido da Diocese de Cristalândia, no Tocantins, onde atua desde 2017.
O novo arcebispo sucede dom Mário Antônio da Silva, que deixou Cuiabá para assumir a Arquidiocese de Aparecida, em São Paulo. A transferência do antecessor foi anunciada em março deste ano, e sua posse ocorreu em 2 de maio.
Natural de Tocantinópolis, dom Wellington preside a Comissão Especial para a Proteção de Menores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Foi o primeiro bispo nascido no Tocantins a ser ordenado e destinado ao trabalho pastoral no próprio estado.
Ordenado padre em dezembro de 1996, estudou Filosofia em Brasília e Teologia no Rio de Janeiro. Também possui mestrados em Direito Canônico e Filosofia por universidades de Roma. Antes de se tornar bispo, trabalhou em paróquias e exerceu funções administrativas e na Justiça Eclesiástica.
Sua nomeação para Cristalândia foi feita pelo papa Francisco em novembro de 2016, quando a região ainda era uma prelazia. Com a transformação em diocese, em 2019, tornou-se o primeiro bispo diocesano.
A CNBB saudou a escolha e desejou que o religioso tenha uma missão voltada ao cuidado dos fiéis. A nomeação coincide com os 74 anos de criação da entidade, celebrados nesta quarta-feira.
COTIDIANO
Filhos de vítimas de feminicídio recebem auxílio em Cuiabá
Programa atende 18 crianças e adolescentes que perderam a mãe e prevê acompanhamento das famílias responsáveis por eles
Dezoito crianças e adolescentes que perderam as mães em casos de feminicídio recebem auxílio financeiro e acompanhamento familiar em Cuiabá. Com idades entre 6 e 17 anos, eles são atendidos pelo programa Solidariedade em Ação, que busca garantir apoio para que possam seguir a vida após a violência que atingiu suas famílias.
Em agosto, cada beneficiário recebeu R$ 1.621, repassados aos responsáveis legais, totalizando R$ 29.178. Além do dinheiro, o programa prevê acompanhamento das famílias por uma equipe de assistência social.
A entrada no programa começa com o levantamento de informações sobre os casos de feminicídio. Uma assistente social e uma psicóloga realizam uma visita técnica, e a situação é analisada pelo Comitê Gestor. Após a aprovação, quem tem a guarda oficial recebe orientações sobre o auxílio e as responsabilidades envolvidas.
Se houver mudança de guarda, o benefício acompanha a criança ou o adolescente, com a formalização de um novo termo de responsabilidade.
Para a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, o atendimento precisa olhar para a vida dessas crianças para além da violência sofrida pela família.
“Solidariedade em Ação é transformar dor em cuidado, abandono em proteção e sofrimento em novas possibilidades. Essas crianças não podem ser lembradas apenas pela tragédia que viveram. Elas precisam ser vistas pelo futuro”, afirmou.
Desde a implantação, em 2022, o programa recebeu R$ 1,075 milhão em recursos municipais. Desse total, R$ 567.269 correspondem aos pagamentos feitos em 2025, de janeiro a agosto de 2026 e à parcela de dezembro de 2024, que estava pendente.
O programa foi regulamentado por lei municipal em 2019. Seu Comitê Gestor reúne representantes de diferentes secretarias, da Procuradoria-Geral do Município e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.
Dados do Portal Mulher, da Secretaria de Estado de Segurança Pública, registram três feminicídios em Cuiabá em 2025 e cinco em 2026. Os números deste ano ainda estão em fase de consolidação.
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