Search
Close this search box.

UNIVERSIDADES PÚBLICAS

Abilio associa alunos e professores a drogas em ato pró-Flávio

Prefeito citou UFMT e Unemat e disse que militância por Lula favoreceria o candidato do PL entre eleitores religiosos

Publicados

POLÍCIA

A fala ocorreu na inauguração da Casa 22, em Cuiabá, que será usada para mobilizar apoiadores de Flávio no segundo turno

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), associou estudantes e professores de universidades públicas ao consumo de maconha e cocaína durante um discurso em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), na terça-feira (13). Ao citar a UFMT e a Unemat, afirmou, em tom de provocação, que a participação desses grupos na campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ajudaria o adversário na disputa presidencial.

A fala ocorreu na inauguração da Casa 22, em Cuiabá, que será usada para mobilizar apoiadores de Flávio no segundo turno. Diante do público, Abilio incentivou ironicamente integrantes das duas instituições a pedir votos para Lula e vinculou essa atuação ao uso de drogas e de camisetas com a imagem de Che Guevara.

“Peça voto pro Lula, vai com o seu baseado, com suas drogas, vai com a maconha, vai com a cocaína, vai com a camisa do Che Guevara”, declarou.

O prefeito também sugeriu que essa abordagem fosse feita na entrada de igrejas. Sua avaliação era de que a presença de militantes de esquerda nesses locais provocaria rejeição entre cristãos e aumentaria o apoio ao candidato do PL.

Leia Também:  Irmãos são investigados por invadir casa e matar homem a tiros

“Esses alunos, esses professores militantes são os melhores cabos eleitorais para o Flávio Bolsonaro”, afirmou.

O discurso incluiu ainda referências a integrantes de facções e a ameaças contra religiosos, sem esclarecer a relação dessas acusações com os estudantes e professores citados.

Ao tratar da segurança pública, o prefeito elogiou a atuação da Polícia Militar e relatou que agentes teriam procurado, em casa, uma pessoa suspeita de fazer uma ameaça. Ele não detalhou quando o episódio ocorreu nem quem estava envolvido.

Abilio cobrou empenho dos aliados para ampliar a vantagem de Flávio em Mato Grosso. O prefeito defendeu que o estado entregue mais 200 mil votos ao presidenciável e afirmou que essa mobilização poderia contribuir para o resultado nacional

Propaganda

POLÍCIA

Influenciadora e marido são investigados por apostas e lavagem

Justiça autorizou bloqueio de até R$ 102,4 milhões; empresa ligada à plataforma movimentou esse valor em dois meses

Publicados

em

A apuração começou em agosto, após uma denúncia sobre possível envolvimento de uma facção criminosa

A divulgação de uma plataforma de apostas suspeita de operar sem autorização colocou a influenciadora digital Fernanda Matos, de Várzea Grande, e o marido, Diego Matos, no centro de uma investigação sobre jogos de azar e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, uma das empresas que recebiam pagamentos dos apostadores movimentou mais de R$ 102,4 milhões entre 14 de maio e 12 de julho deste ano, somando entradas e saídas de recursos.

A apuração começou em agosto, após uma denúncia sobre possível envolvimento de uma facção criminosa na divulgação de jogos on-line e na lavagem de dinheiro. Nos primeiros levantamentos, os investigadores identificaram publicações de Fernanda com links que levavam os seguidores à plataforma investigada.

Conforme a polícia, os pagamentos feitos por Pix no site eram destinados a duas empresas que não constavam na lista do Ministério da Fazenda de autorizadas a operar apostas de quota fixa. A análise financeira identificou recebimentos seguidos de repasses de valores, além de transferências relacionadas a jogos e apostas, movimentações que levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro.

Leia Também:  Menina de 13 anos denuncia abusos cometidos por vizinho

Os investigadores também apontaram uma evolução patrimonial que consideram incompatível com os rendimentos lícitos declarados pelo casal. Entre os bens e gastos identificados estão veículos de alto valor, um imóvel residencial e viagens internacionais.

Com base nesses elementos, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros até o limite global de R$ 102,4 milhões e a apreensão de quatro veículos: duas caminhonetes Toyota Hilux, uma Volkswagen Saveiro e um Volkswagen Nivus GTS. O valor autorizado para bloqueio não significa que essa quantia já tenha sido encontrada nas contas dos investigados.

Nesta quarta-feira (14), a Polícia Civil deflagrou a Operação Aposta Final para cumprir 19 ordens judiciais. As buscas abrangem endereços ligados ao casal em Cuiabá e Várzea Grande, incluindo a residência, um salão de beleza e um açougue. As equipes procuram documentos, aparelhos eletrônicos e registros financeiros que possam ajudar a esclarecer as transações.

As decisões também determinam a suspensão das atividades econômicas e financeiras das duas empresas, a exclusão de perfis nas redes sociais e o bloqueio do site utilizado para divulgar apostas. Fernanda foi proibida de criar, acessar ou utilizar redes sociais e plataformas digitais para promover jogos, apostas ou atividades relacionadas.

Leia Também:  Tentativa de homicídio teria ligação com disputa entre facções

A investigação segue para identificar os responsáveis pela plataforma, rastrear os recursos e apurar a participação de outras pessoas, além de esclarecer a possível ligação com uma facção criminosa.

Continue lendo

POLÍCIA

BRASIL E MUNDO

AGRO E ECONOMIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA