VAGAS ESCOLARES
Rede estadual abre pedidos para 55 mil vagas em 2027
A solicitação é destinada principalmente a novos alunos, estudantes que interromperam os estudos e aqueles que querem se transferir
COTIDIANO
Quem pretende ingressar ou mudar de escola na rede estadual de Mato Grosso em 2027 tem até 16 de outubro para solicitar uma vaga. A previsão é de mais de 55 mil vagas no Estado, das quais cerca de 13 mil em Cuiabá.
O pedido deve ser feito pelo Portal Matrícula Web ou presencialmente nas escolas que não utilizam o sistema digital. O atendimento começou na segunda-feira (05) na capital e na terça-feira (06) nos demais municípios.
A solicitação é destinada principalmente a novos alunos, estudantes que interromperam os estudos e aqueles que querem se transferir para outra unidade da própria rede estadual. Fazer o pedido, porém, não encerra o processo: pais ou responsáveis deverão confirmar a matrícula entre 18 de dezembro de 2026 e 8 de janeiro de 2027.
Nessa etapa, os documentos poderão ser enviados pelo sistema ou entregues na escola, conforme o atendimento adotado pela unidade. Entre os comprovantes previstos estão histórico escolar ou atestado de transferência, RG e CPF do estudante e do responsável, certidão de nascimento ou casamento e comprovante de residência.
Também poderão ser exigidos cartão de vacinação atualizado, informação sobre o tipo sanguíneo e, para alunos do Ensino Fundamental, atestado oftalmológico ou avaliação de optometria. Conforme a situação do estudante, a escola poderá solicitar documentos de Educação Especial, termo de guarda, comprovante do CadÚnico e autorizações para tratamento de dados e uso de imagem e voz.
Dúvidas sobre o procedimento podem ser esclarecidas pelo telefone 0800 065 1717, disponibilizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
COTIDIANO
CRM pede revogação de lei que fiscaliza ponto de médicos em VG
Conselho questiona monitoramento exclusivo da categoria e anuncia medidas para tentar suspender a legislação
O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) quer a revogação da lei de Várzea Grande que permite verificar periodicamente se os médicos estão nas unidades de saúde. A entidade anunciou que solicitará ao Ministério Público uma ação para suspender a norma e cobrará providências da Prefeitura e da Câmara Municipal.
A Lei Municipal nº 5.574/2026 criou o Registro Periódico de Presença Médica (RPPM), que autoriza o uso de biometria, reconhecimento facial ou geolocalização restrita à unidade de saúde. O sistema permite checagens durante o plantão, além do registro de entrada e saída, com frequência a ser definida pela Secretaria Municipal de Saúde.
O Conselho contesta a fiscalização direcionada exclusivamente aos médicos e afirma que a escolha de uma única categoria precisa ser justificada. Também questiona a possibilidade de verificações sucessivas sem limites suficientes para a frequência dos registros e o uso das informações coletadas.
“Diante deste cenário e com o objetivo de impedir controles desproporcionais e assegurar o respeito à privacidade e às condições de trabalho da classe, o CRM-MT anuncia que adotará as seguintes medidas”, afirma a entidade na nota oficial.
Na avaliação preliminar da Procuradoria Jurídica do CRM, a legislação apresenta problemas de constitucionalidade. Um deles seria a origem da proposta: por ter sido apresentada por um vereador e interferir nas rotinas administrativas da Secretaria de Saúde, o Conselho entende que ela trata de uma matéria cuja iniciativa caberia ao Executivo.
A entidade também aponta possíveis violações à privacidade e às garantias previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), especialmente no tratamento de informações biométricas. Esses argumentos são a base da contestação anunciada pelo CRM.
O Conselho informou que enviará ofícios à Prefeitura e à Câmara para solicitar informações sobre a implantação do sistema, a tramitação da proposta e os fundamentos para o controle exclusivo dos médicos. Nos documentos, pedirá a revogação da lei.
Outra medida anunciada é uma representação ao procurador-geral de Justiça para solicitar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, com pedido de suspensão cautelar da norma. A entidade também avaliará outras medidas judiciais e a possibilidade de acionar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados caso identifique violações concretas aos direitos dos profissionais.
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