ELEIÇÕES 2026
Rei do Porco é vice de Wellington em dia marcado por ausências
Apresentação do empresário ocorreu nesta quinta-feira e não contou com a presença de José Medeiros, Janaina Riva e Odílio Balbinotti
DESTAQUE
O empresário Reinaldo Moraes, conhecido como “Rei do Porco”, foi anunciado nesta quinta-feira (13) como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo senador Wellington Fagundes (PL). O ato, porém, chamou atenção também pela ausência de três integrantes da composição majoritária: os candidatos ao Senado José Medeiros (PL) e Janaina Riva (MDB) e o primeiro suplente de Medeiros, Odílio Balbinotti.
A ausência de Medeiros e Balbinotti ocorre em meio às divergências que acompanharam a construção da aliança entre PL e MDB. Os dois parlamentares já haviam demonstrado resistência à aproximação entre os partidos e à formação da chapa que passou a reunir Wellington e Janaina na disputa eleitoral.
A falta de Janaina também ganhou destaque por sua ligação política e familiar com Wellington. A deputada é nora do senador e integra a composição como candidata ao Senado, o que fazia com que sua presença fosse esperada em um evento voltado à apresentação de um dos principais nomes da chapa.
Terceira mudança na vice
A escolha de Reinaldo Moraes representa mais uma alteração na composição da chapa de Wellington Fagundes. Antes do empresário, Alencar Farina (PL) havia sido indicado para a vaga de vice em ata da Comissão Executiva Provisória Estadual do partido.
Ao mesmo tempo, o Novo havia registrado Marcelo Maluf para ocupar a mesma posição. Os documentos foram publicados em 6 de agosto e evidenciaram a disputa interna em torno da definição do candidato a vice.
Após ser substituído, Maluf chegou a se manifestar publicamente nas redes sociais e questionou a mudança na composição.
Com a entrada de Moraes, Wellington passa a ter como companheiro de chapa um empresário identificado politicamente com o bolsonarismo. O “Rei do Porco” ganhou projeção na política mato-grossense durante a eleição suplementar ao Senado realizada em 2020, quando disputou uma das vagas e não foi eleito.
Dois anos depois, Moraes participou das articulações do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro em Mato Grosso e assumiu a coordenação-geral da campanha de reeleição do então presidente no Estado.
Relação política com Wellington
A aproximação entre Reinaldo Moraes e Wellington Fagundes, entretanto, antecede a atual formação eleitoral. Em 2022, quando o senador era cotado para concorrer ao Governo de Mato Grosso, Moraes chegou a ser considerado entre os nomes do campo bolsonarista para uma eventual disputa pelo Palácio Paiaguás.
Naquele mesmo período, José Medeiros também defendia a construção de uma candidatura de direita ao Governo do Estado para fazer oposição ao então governador Mauro Mendes.
Além da atuação política, Moraes possui trajetória empresarial ligada ao agronegócio. Ele é proprietário da Suinobrás, atua no segmento de suinocultura e também desenvolve atividades como palestrante e escritor. Sua experiência profissional está relacionada à produção de suínos e aves e à implantação de unidades frigoríficas.
A escolha do empresário ocorre na reta final do calendário eleitoral. Os partidos tiveram até 5 de agosto para realizar suas convenções, enquanto o prazo para o registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral termina neste sábado (15). A campanha eleitoral começa oficialmente no domingo (16).
DESTAQUE
Jayme rompe com Mauro e aumenta críticas após anos de aliança
Senador chamou grupo ligado ao ex-governador de “quadrilha”, mas ainda possui aliados na gestão de Pivetta
O senador Jayme Campos (União) aumentou o tom das críticas contra o ex-governador Mauro Mendes nesta quinta-feira (13) e classificou como uma “verdadeira quadrilha” o grupo político que, segundo ele, está instalado no Palácio Paiaguás. O parlamentar também acusou integrantes da atual estrutura de poder de tratar Mato Grosso como uma espécie de empresa privada.
As declarações ganham peso diante da trajetória recente de Jayme dentro do grupo político de Mauro. O senador foi aliado do ex-governador desde a eleição de 2018 e permaneceu integrado à base governista durante praticamente todo o segundo mandato, deixando a administração estadual somente em março deste ano, quando Mauro decidiu colocar seu nome na disputa por uma cadeira no Senado.
Mesmo após o afastamento político, Jayme ainda mantém pessoas ligadas ao seu grupo ocupando cargos na administração estadual comandada pelo governador Otaviano Pivetta.
A nova ofensiva ocorreu durante um ato político no qual o senador oficializou apoio às candidaturas de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso e de Janaina Riva (MDB) ao Senado. A movimentação veio na esteira da derrota sofrida por Jayme dentro do União Brasil, quando tentou viabilizar uma candidatura própria ao Palácio Paiaguás, mas acabou sendo vencido pelo grupo que defendia a composição com Pivetta.
As críticas contra Mauro também haviam sido feitas um dia antes, durante pronunciamento no Senado. Na ocasião, Jayme pediu “perdão” aos mato-grossenses pelo apoio dado ao ex-governador em 2018 e afirmou que Mato Grosso teria se transformado em um “antro de corrupção”.
Nesta quinta-feira, o senador voltou a associar suas acusações à Operação Heritage, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, além da movimentação de créditos entre fundos de investimento e empresas privadas.
O posicionamento marca uma mudança significativa no discurso de Jayme, que durante anos esteve politicamente alinhado ao grupo de Mauro. A ruptura se torna mais evidente no cenário de disputa eleitoral de 2026, após o senador não conseguir consolidar seu projeto político dentro do União Brasil e passar a apoiar adversários do grupo que atualmente comanda o Estado.
-
BRASIL & MUNDO4 dias atrásMME prorroga consulta pública sobre o Plano de Ação Nacional para a Mineração Artesanal e em Pequena Escala de Ouro
-
BRASIL & MUNDO3 dias atrásMinistério do Turismo reforça diálogo com municípios paulistas durante encontro da AMITESP, em Jaguariúna
-
BRASIL & MUNDO3 dias atrásMicroempreendedores do turismo de SP, inscritos no CadÚnico, terão acesso à linha de crédito de até R$ 21 mil
-
BRASIL & MUNDO7 dias atrásPotência e consumo de energia: o que são e como impactam na conta de luz



